Uma questão de escolha

É preciso fazer diferença no mundo, sabe. Sempre disse isso para meus alunos e, agora, digo para meus filhos.

Não precisamos ganhar o Nobel da Paz, nem nome de rua, nem homenagem silenciosa no Jornal Nacional quando morrermos. Mas precisamos fazer diferença suficiente para ganhar algo como “esse ajudou o mundo ao seu redor” na lápide, algo que mostre o quanto a vida valeu a pena.

Tantos nascem, tantos existem, milhões e milhões de pessoas passam pela vida. Quantos realmente ajudam o mundo ao seu redor a ser diferente? Quantos torcem pelo crescimento de quem está perto? Quem ajuda os filhos a crescerem pessoas do bem e da paz? Quantos se lembram de, ao menos, serem educados com conhecidos e desconhecidos? Que diferença fazemos para quem está perto de nós?

É bem óbvio que ninguém é insubstituível, mas será que, quando formos embora, as pessoas sentirão falta da nossa alegria, da nossa paz, do nosso carinho? Quanto custa isso? Quanto custa mudarmos de uma postura de reclamação em relação a tudo para algo mais ativo, mais feliz, mais acolhedor? Será que realmente vale a pena ser só mais uma boca silenciosa e amarga neste mundo?

É preciso fazer a diferença, fazer diferente. É preciso querer mudar, crescer, amar, envolver-se, conscientizar-se de nossa verdadeira natureza. É preciso ser mais feliz, necessitar menos, oferecer mais, abrir o peito, emocionar-se mais, ser mais zeloso com quem está por perto. É preciso aproveitar a oportunidade para ser aquele que faz o outro sorrir, sem aquele sentimento egoísta de quem vai me fazer sorrir.

Porque felicidade não é um fim que devemos alcançar. Felicidade é estado de espírito, é escolha diária. Ser feliz é uma escolha e só assim conseguimos fazer um pouco mais em tudo que está ao nosso redor.

 

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