O ciúme. O ciúme?

Como é difícil digitar isso. Tenho ciúme dos meus filhos.

Não tenho ciúme dos amigos queridos e padrinhos abençoados que os amam demais e estão sempre conquistando-os. Não tenho ciúme do estranho que brinca com eles na rua. Também não tenho ciúme do meu marido brincalhão que os conquista só de abrir a porta.

Mas eu tenho. Só não tenho certeza se é ciúmes mesmo.

É um sentimento de posse, de proteção, como se eu quisesse afastá-los daqueles que os querem para si. Eu tenho ciúmes daqueles que, sutilmente, tentam manipulá-los, tentam fazer com que minhas crianças sejam deles.

Os filhos, as crianças não são nossas. E nem de ninguém. Elas são passarinhos no ninho, esperando para se jogar do alto. Me irrito com quem acha que filho é posse. É o espelho, porque, às vezes, quero-os só para mim, só meus, só minha educação, só meus valores. Um paradoxo difícil de manejar…

Ciúme? Posse? Proteção? Exagero?