Da dificuldade em encontrar uma escola

Passei as últimas semanas procurando escola para minhas crianças. Que coisa, viu?!

Como eu já escrevi aqui, em “Como escolho a escola dos meus filhos”, sou muito exigente.

Mudamos de cidade recentemente, tinha a expectativa de colocá-los em uma Waldorf daqui, mas não há vaga para nenhum dos dois pequenos. Depois que saiu a resposta de que eles não a frequentariam, passei um tempo enrolando para começar a procura – estava com preguiça de visitar dezenas de escolas que – eu já sabia – não ia gostar.

Dito e feito. Quando fui conhecer as escolas do bairro, comecei a sofrer. Muito pequenas, muito cheias de concreto. Propostas pedagógicas não muito claras, crianças sentadas assistindo aos Backyardigans, lanches com guloseimas “inocentes” (como biscoitos), músicas nada enriquecedoras. Apostilas para crianças de 5 anos, salas escuras, escolas “higienistas” demais. Escolas perfeitas, com mensalidades de R$3.400,00 (já sei onde os ricos estudam).

Nenhuma me deixava tranquila. Nenhuma fazia eu me sentir segura. Como eu precisava decidir logo, fiquei pensando se eu matriculava-os na “menos pior” ou se continuava minha busca. Depois de mais uma manhã frustrada, resolvi deitar e meditar um pouco. Decidi seguir minha intuição e continuar a busca. E aí, eu encontrei uma que atende às minhas expectativas: muito, muito verde, muita terra, muita areia, muitos bichos, arte livre, proposta coerente, sem “dia do brinquedo”, sem festa de aniversário consumista, uma mensalidade que cabe nos nossos bolsos. Matriculei os pequenos e fiquei tranquila. As crianças adoraram e já começaram a ir.

Ontem, conversava com uma amiga que está passando exatamente por isso. Ela é pedagoga e está em busca da escola do seu único filho de 2 anos. Assim como eu, ela não está satisfeita com nada do que viu, mas acabou desistindo e o matriculou na “menos pior”. Incomodada, ela me falava de como não está segura da decisão que tomou.

Acho que a escolha da escola é algo muito, muito importante. Não só para os filhos, mas, principalmente, para os pais. Se a escola não for uma extensão da casa, a convivência, a troca será muito difícil.

Os primeiros dias dos nossos filhos na escola são, particularmente, os mais complicados. As crianças, geralmente, tiram de letra. Enquanto isso, na sala reservada aos pais da adaptação, pais e mães sofrem e choram com esse corte do cordão umbilical. Você finalmente decidiu confiar a outrem os cuidados de seu pequeno. Se não for alguém que segue o seu estilo de maternar, esse processo vai doer ainda mais, porque, mesmo que seja a pessoa mais “ideal” do mundo, a gente sempre fica com o coração na mão ao ver os pequenos tão distantes de nós. Se não estamos tranquilas, não há como passar esse sentimento para os filhos.

Por isso, acredito que seja tão importante encontrarmos um lugar que nos faz sentir tranquilos e confiantes. Como disse no texto citado lá em cima, temos que fazer muitas, muitas perguntas. Temos que olhar toda a escola. É bom que vejamos como a escola funciona quando há alunos. E é bom lembrar que, por mais bacana que seja, nenhuma escola será ideal, atenderá a todas as nossas expectativas. Acho que fazer uma lista do que não é aceitável e do que é negociável nos ajuda a não nos perder.

Sabe, por fim, fiquei muito feliz por ter seguido minha intuição. Vi as crianças felizes e me senti segura.

Dramas de uma mãe sem os filhos

Eu sei que os pequenos irem antes vai ser importante. Eu sei que tenho que aproveitar esta semana sozinha. Mas, mesmo assim, não deixa de doer, eu não deixo de chorar, eu não deixo de ter aquele medo absurdo de nunca mais vê-los. É só uma pequena crise de pânico, é só um drama pequeno. Ainda assim, como dói pensar que vou ficar longe deles.

Tagarelices e o silêncio

Quando eu era pequena, minha mãe dizia que meus filhos demorariam a falar, porque eu não daria tempo a eles para isso. Imagina o quanto eu tagarelava…

Realmente, sempre fui tagarela, de falar pelos cotovelos. Mas não sei se foi a idade, a vida, os hormônios, os filhos. Fato é que aprendi a ficar mais em silêncio.

A praga da minha mãe, graça ao bom lord, não pegou (\o/). Na verdade, algo curiosamente contrário aconteceu. Não sou uma mãe que passa o tempo todo falando com os filhos. Sabe, aquelas que não dão sossego nem um minuto à criança? Então, não sou assim. Como boa mãe, o que sentia em relação a isso, adivinha?!, era culpa. “Poxa, que tipo de mãe eu sou que, ao dirigir – por exemplo -, não fico conversando com meus filhos?”

Daí que, ontem, enquanto levava as crianças para a escola, mergulhados todos naquele silêncio, me dei conta de que eu realmente não preciso me sentir culpada por isso. Gente, olha o que estou ensinando a eles – o poder de, às vezes, ficar em silêncio! E se isso pode parecer estranho, às vezes, acho que o que tem faltado mesmo nesse mundo tão moderno, tão movimentado, é um pouco de quietude. Um pouco de oportunidade de ficarmos conosco mesmo.

Incoerência

Olha a incoerência.

Contratei uma babá para vir aqui em casa, uma vez por semana, ficar com meus filhos. A proposta era para que eu tivesse mais tempo para mim mesma ao menos 1 dia na semana. Ao contrário do que eu esperava, ao invés de gozar do dia livre, passei a aproveitá-lo para limpar a casa com mais afinco, já que não tenho uma ajudante de limpeza. Não é uma incoerência, já que eu faço isso (limpar) todos os dias?

A sensação que tenho é que, por mais que eu fale, por mais atitudes que eu penso tomar para manter-me sã diante desta vida de dona-de-casa, mais eu me prendo à rotina doméstica. Busca por emprego, tentativas de escritas de contos, procura por alunos, contratar babá, contratar ajudantes… cada semana arrumo uma “mudança” para que eu consiga fazer coisas para mim. Na prática, o que há é que não consigo sair deste ciclo. Continuo fazendo o de sempre. Não sei se é porque ainda me sinto muito ligada aos meus filhos pequenos, não sei se é medo de enfrentar uma rotina de trabalho novamente (que acabaria por me distanciar um pouco dos pimpolhos), não sei se é medo de enfrentar uma nova área de atuação.

O que sei é que estou em um ciclo que não consigo sair. Agora que me dei conta, será que consigo mudar a direção da roda?

Um dia para recordar sempre

Estava a pouco assistindo no canal Discovery Home & Health o programa “Um parto por minuto”.  A enfermeira relatava como é trabalhar com partos em um hospital tão grande, quando disse algo muito verdadeiro e bonito:

“A gente se esquece da maioria dos dias de nossas vidas. Entretanto, há um dia que as mulheres não se esquecem: o do nascimento de seus filhos. Elas se lembram da dor, da alegria, do nervosismo, lembram-se da primeira vez que seguraram seu filho no colo.”

É verdade. Lembro-me perfeitamente do dia do nascimento de cada um de meus filhos. As lembranças começam acho que antes daquele dia específico – começam quando senti que eles estavam para nascer.

Encontro inesquecível

Encontro inesquecível

Lembro-me do nervosismo que passei com o Cauê e de como me senti frustrada com a cesárea, lembro da tensão durante o parto, dos bigodes do anestesista e da força que minha irmã me deu, a agonia enquanto o esperava no quarto e da alegria ao vê-lo pela primeira segunda vez ao chegar para mim no quarto. Meu primeiro pensamento foi: “Este nenê tão lindo é realmente meu? Agora, eu tenho um bebê só para mim!”

 

No parto da mais nova, foi quase tudo diferente. Eu estava esperando pelo parto

Encontro inesquecível

normal, já estava com quase 42 semanas e sentia contrações desde a 37a. Não havia mais como esperar, não havia como induzir. Eu precisei me acalmar diante de toda as expectativas que criei para ter um parto normal e decidir pela cesárea de última hora. A médica, diferentemente do obstetra anterior, me explicou tranquilamente como seria e fez de tudo para que fosse, apesar de uma cirurgia, o mais humanizado possível. Deu muito certo. Meu marido assistiu ao calmo, tranquilo e feliz parto. Lembro-me de tentar amamentar a pequena ainda na sala de parto. Lembro-me de segurá-la, pouco tempo depois, já no quarto, pela primeira vez. 

Os dois momentos foram mágicos, intensos e muito inesquecíveis. As sensações passam por mim tão fortes quanto no dia. E é engraçado, porque, no momento em que a enfermeira da TV falava, pensei que não era verdade. Meu casamento, por exemplo, também foi inesquecível. Mas, aí, eu tentei me lembrar de todos os detalhes, assim como dos nascimentos, e muita coisa me fugiu à mente. Ela tem razão. Bonito foi o modo como terminou a frase, dizendo que era emocionante e gratificante demais poder participar deste momento na vida de tantas mulheres.

Por que nossos filhos nos amam? – ou “Aceite seus limites”

No começo do ano, escrevi um texto sobre a gente aprender a aceitar os nossos limites como mãe e aceitar “A mãe que posso ser“. Esse parece ser um assunto que nunca se acaba e, vira-e-mexe, passamos por situações em precisamos nos lembrar disso.

Eu não sei exatamente por que, mas, às vezes, tenho muito medo de meu filho não me amar o suficiente, quer dizer, perder o vínculo.

Parece que, como um namorado ao descobrir nossos defeitos, ele deixará de nos amar e não vai mais querer ficar pertinho (eu sei, Freud, eu sei).

A verdade é que, primeiro, ele vai, sim, descobrir nossas falhas e, segundo, ele vai, sim, também se afastar de nós um dia (em uns 18 anos, por favor). (eu sei, Freud, eu sei)

Filhos, assim que aprendem a comer, andar e, principalmente, falar, “descobrem” nossas fraquezas e as testam diariamente – seja na alimentação, no comportamento, no sono e por aí vai…

Quando essa angústia bate, deixamos de pensar no porquê dos filhos nos amarem. Você sabe por que seu filho te ama?

A nossa entrega

Eles nos amam porque decidimos gerá-los e recebê-los nessa vida (em alguns casos, “somente” recebê-los). Eles nos amam porque os alimentamos e, independentemente do tipo de aleitamento, lançamos aquele olhar de profundo amor sobre eles. Nós os mantemos limpos e cheirosos. Eles nos amam porque nos entregamos a eles – cada mãe com a entrega possível. Eles nos amam porque abrimos mão de muitas coisas por eles. Nos amam porque colocamos limites (umas mais, outras menos); e porque atendemos a certos pedidos especiais que só as mães compreendem (do colinho para o bebê ao chamego para os mais velhos). Eles nos amam pelos beijos nos dodóis, pelos cuidados quando estão doentes – e quando não estão, também. Eles nos amam porque nos esforçamos ao máximo para que eles sejam pessoas felizes.

Acredito que, antes de nascer, nós escolhemos nossa família. Isso muda tanto o olhar. A história de “não pedi para nascer” torna-se “você me escolheu como mãe e foi por um bom motivo”!

Então, por fazermos tanto por eles, por termos sido escolhidas, deveríamos respeitar nossos limites e deixar de se sentir tão culpadas por aquilo que não conseguimos, ou podemos, realizar. Não importa o tipo de parto que você teve, nem quanto tempo conseguiu amamentá-lo, muito menos se você não é o tipo que passa horas brincando no chão ou não consegue/não quer dar todos os brinquedos do mundo para seus filhos.

Nós temos nossos defeitos, temos muitas falhas. Mas eles também têm. Aceitar isso em nós mesmas é dar a oportunidade a eles de aprenderem que devemos amar as pessoas como elas são – e não como nós gostaríamos que elas fossem. Ainda assim, esses pequenos são a expressão do “amor puro”, do “amor divino” e conseguem nos amar nas situações mais difíceis e complicadas – que dirá quando somos pessoas que se dedicam tanto!

Amigas mães, vamos parar de nos torturarmos tanto por amar nossos filhos? Eles nos amam e sempre vão nos amar. Estamos dando nosso melhor e, mesmo que não seja perfeito (porque não é), não vai adiantar muito sermos mães que não amam a si mesmas.

Enxergue seu filho como ele é

Eu ia escrever hoje sobre a lembrança que os filhos terão dessa fase de tanta dedicação nossa. Entretanto, li o post “Mamães, vamos educar nossas crianças!!! Por favor…“, do blog Diário de uma mãe com mais de 30, e resolvi mudar. Fiquei pensando: gente, o que acontece com essas mães que não dão educação aos filhos? Como também já dei aulas, já passei por situações semelhantes às relatadas pela Juliana.

Cheguei à seguinte conclusão: há mães que não enxergam o filho que têm.

A “coisa” começa antes, bem antes. A educação do ser humano começa no berço (lembra do ditado, a-ha, fez sentido agora, né?). Geralmente, crianças má-educadas foram bebês que tiveram TO-DAS as suas vontades atendidas. Do tipo: “ah, ele só dorme se eu andar com ele no colo por 40 min”. Vontade não quer dizer necessidades: amor, alimentação, carinho, cuidados, atenção, higiene. Vontade quer dizer manhas, birrinhas que precisam ser atendidas antes que o bebê comece a chorar.

Por exemplo, aqui em casa: quando meu filho começou a comer, toda vez que caia alguma comida na blusinha, meu marido já a tirava (no meio da refeição). Eu ficava furiosa com tamanha frescura. “Ai, coitado, ele vai ficar incomodado com a blusinha molhada”. Não, não dava para esperar a criança terminar. Durantes anos, eu dizia a ele que, um dia, o menino ficaria fresco e ele, bravo. Dito-e-feito. Hoje em dia, meu filho tem 4 anos e chora quando cai qualquer coisa na blusa. Meu marido, machão, fica furioso e diz “Para com essa frescura, moleque”. Então, né, meu amor, quem ensinou isso a ele foi você. Como que você quer que ele aja diferente?

Então, tendo um pequeno rechonchudo lindo no colo, os pais fazem todas as suas vontades, esquecendo-se de que, em um instante, o bebê se tornará uma criança que exigirá ser tratada como sempre foi. Geralmente, esses pais enxergam o filho como coitado e nós só escutamos:

“Ah, coitado, é que ele fica sem mim o dia inteiro, né, ele só quer atenção”; “Ah, coitado, é que ele não entende”; “Ah, tadinho, é só uma criança”; “Ah, coitado, é que ele não gosta, ele não fez por mal”.

Os pais acabam sempre tendo uma desculpa para o comportamento absurdo da criança, tornando-se incapazes de enxergar o filho que têm.

Feliz ou infelizmente, nós precisamos aceitar que nossos filhos não são o ideal que planejamos quando estavam em nosso útero: eles são,graças a Deus, reais. Como pessoas reais, têm defeitos e qualidade. Nós, como pais, temos a obrigação de enxergá-los dessa forma: valorizando o que cada um tem de melhor e pontuando e ajudando-os com suas dificuldades.

Mesmo que seu filho seja sua realização, ele não é único no mundo – na verdade, ele é tão especial quanto os outros também são. (Eu sei que isso pode ser duro para alguns pais). Se você não é capaz de enxergar que os outros não precisam (e não vão) servir seu filho como a um príncipe, então, ele continuará se comportando mal, sendo mal-educado e, pior, sofrendo muito quando chegar à vida adulta e encontrar o mundo real.

Todo mundo já ouviu falar que nosso caráter é moldado principalmente até os 7 anos. O irônico é que justamente essa fase é a mais difícil de nos lembrar. Nós nos debruçamos com tanta dedicação sobre nossos filhos e eles se lembrarão de muito pouco. O que ficará, então? As sensações e a educação que oferecemos a eles. Um ambiente amoroso, com limites, feliz, alegre, em que os pais cumprem seu papel de guias e suporte, com certeza trará boas lembranças e sensações a esse futuro adulto.

Se queremos que nossos filhos sejam amados e respeitados no futuro, temos que prepará-los para isso. Só que isso só é possível se formos capazes de enxergá-los como são e se, em um ambiente de muito amor, ensiná-los a lidar com a vida.

Um vídeo para o Dia dos Pais

Eu acho que tinha esquecido que está chegando o dia dos pais. Aí, eu vi uma propaganda. Daí, eu tava com a câmera na mão e o filho ao lado. Por que não gravar um vídeo das crianças para o papai?

Tudo foi indo, tomando forma, me animei: juntei fotos e vídeos desde quando Cauê nasceu e pensei em recontar como foi a história de como foi que ele se tornou esse pai tão especial.

De tão animada, esqueci tudo em casa. De tão animada, liguei para ele só para dizer que tinha uma surpresa de Dia dos Pais.

Ontem à noite, quando ele chegou do trabalho, começou a insistir muito para que eu lhe entregasse o presente logo, antes mesmo do grande dia. Como eu também estava ansiosa, resolvi mostrar nosso trabalho.

Como a pressa é inimiga da perfeição e o meu domínio da técnica de editar filmes é ridícula, o resultado ficou bem caseiro, entretanto a reação do meu marido foi mais surpreendente ainda.

Enquanto assistia, ele chorava, chorava e chorava. Compulsivamente. De um jeito que eu nunca tinha visto – ou poucas vezes eu vi. Quando terminou, ele ficou um pouco de mau humor: “Não gosto de chorar”, me disse. Depois, completou: “esse é o melhor presente que vocês poderiam me dar. Nem mesmo um PlayStation3 ou o Whisky mais caro me deixariam tão felizes…”

Na verdade, isso me levou a pensar que, mesmo sendo uma data comercial, o Dia dos Pais pode ser um ótimo momento para dizer a alguém que nos ajuda tanto e que é tão especial para as crianças o quanto ele é importante em nossa casa! Mais tarde, quando explicou porque havia chorado muito, meu marido completou: “Sabe, a gente se cobra muito. Eu sempre acho que tô fazendo muito pouco. É bom ver isso para eu perceber como coisas tão simples podem ser tão especiais pros filhos…”

O vídeo está aí, para quem quiser ver… Mas é bem simples, tá… por favor, perdoem o cabelo desarrumado e o erro de ortografia do final…

O problema e o medo dos traumas

Há poucos anos, perdi um medo: na aula de Psicologia da Educação, estudando Freud, fui que fiz uma descoberta.

Quando Freud começou a falar em suas aulas e palestras sobre os traumas de infância, várias mães, preocupadas com a educação de seus filhos, foram perguntar a ele o que deveriam fazer para que não crescessem com nenhum trauma. A resposta foi surpreendente – para elas e para mim: “Nada. Nada do que você fizer ou deixar de fazer pode impedir que a criança tenha um trauma.”

Pronto. Naquele instante, eu, neurótica que era sou com traumas e problemas posteriores em meus filhos, respirei aliviada. Puxa vida, simples assim? É, simples assim.

É bem lógico que certos comportamentos das pessoas que circundam a criança podem gerar traumas e problemas – violência, abuso, descaso, maus exemplos. Mas o excesso de preocupação com o trauma – ou o medo dele – também não pode moldar o comportamento dos pais.

Conheço uma senhora que sempre nos conta de que, na época em que seus filhos eram crianças, a psicologia afirmava que “dizer não para as crianças gerava trauma”. Crente neste pensamento, ela nunca dizia não para seus filhos. O irônico e infeliz resultado disso é que os filhos dela, hoje com mais de 40 anos, não tornam nenhum pouco fácil nem a vida dela, nem a deles. Adultos incapazes de enxergar a mãe e seus problemas, preocupados sempre com eles mesmos. Não dá para dizer que foi só isso o causador dos problemas dessas pessoas, mas dá para perceber a influência que isso teve.

Como sempre estive ligada à educação e sempre sonhei em ser mãe, a preocupação em não gerar traumas nos meus filhos sempre foi grande. Nunca fui adepta a seguir modas da pedagogia ou da psicologia, mas sempre me preocupei. Achava que determinados comportamentos meus – como não ser alguém que senta e fica horas brincando com a criança – poderiam gerar traumas nos meus filhos.

Depois de muita terapia para lidar com meus próprios traumas e dessa descoberta preciosa, cheguei a uma conclusão. Para sermos bons pais, não devemos ter tanto medo dos traumas. A gente tem medo de tanta coisa – e se culpa por tantas outras: deixar de comprar presentes, não passar tanto tempo com os filhos, obrigá-los a comer bem, colocá-los em uma rotina, fazer com que estudem, proibir certos programas de TV etc. Tudo isso parece, de certo modo, ótimo caldo para alguns dizerem: “Nossa, mas assim seu filho vai ficar assim, assado.”

A questão é que, não importa o que você faça, ele vai ter os traumas dele. O que fazer, então? A conclusão a que cheguei é que temos que priorizar internamente o que pretendemos para nossos pequenos: quando eu ajo dessa maneira, estou querendo chegar aonde? Quando eu decido algo, mesmo que pareça doloroso para os pequenos e que eles chorem copiosamente, não estou pensando se ele ficará com trauma ou não, mas se ele se tornará um adulto com caráter, correto e bondoso. O pensamento muda de “será que essa minha atitude vai gerar um trauma” para “será que essa minha atitude contribui para um futuro adulto melhor”?

Queridos amigos psicólogos, não fiquem bravos comigo. Não estou querendo que nós, mães ignorante da psicologia, façam coisas para “machucar” nossos pequenos. Acho que isso faz parte de duas discussões recentes: a da culpa que carregamos por tudo o que a gente faz – aqui e aqui– e a da preocupação com o tipo de adulto que nossos filhos ser tornarão – aqui. É lógico que todo estudo e toda dica são bem-vindos. Mas acho que nós sempre temos que filtrar e refletir até que ponto certas verdades cabem em nossa realidade. Se ficarmos apenas pensando nos traumas, talvez nós nos esqueçamos das próprias crianças…

A distância entre nossos filhos e os noticiários de TV

A gente sempre vê notícias muito tristes na televisão, na internet, nos jornais. E sempre acha que tudo aquilo que acontece está bem distante do nosso “home sweet home”, sem se dar conta de que há, sim, uma ligação entre eles. Aquelas pessoas que estão ali, querendo ou não, já foram lindos bebês nos colos de suas mães. Então, fica a questão: “Como chegaram até ali?”

Na verdade, quando temos nossos pequeninos nos braços ninguém pensa que devemos educar nossos bebês. Por que educar um bebê? O que isso significa? Primeiro, como diz o ditado, educação vem do berço – na minha opinião, literalmente. Segundo, porque não adianta querer colher pêssegos se foi plantado tamarindo… Educar desde bebê significa vivenciar valores humanos no dia-a-dia, ser exemplo, pensar no que se faz e no que se diz. É bem óbvio que ninguém está falando para colocar o recém-nascido de castigo porque ele não obedeceu e chorou de cólica… Mas demonstrar respeito, amor e, quando mais velho um pouquinho, colocar limites.

Se a gente parar pra pensar nos valores que a sociedade de modo geral tem mostrado, fica até irritado. Há uma valorização absurda de consumo. As crianças são sobrecarregadas com tantas coisas: brinquedos, estímulos, acesso a coisas muitas vezes voltadas para adultos… E os pais, sedentos por querer dar tudo aos filhos, não param para pensar: O que é bonito hoje, aos 3 anos, será bonito aos 18? Porque uma criança mandona, que grita com 3 anos, provavelmente, fará o mesmo aos 15, aos 18… A gente acaba permitindo muito quando eles são pequenos e bochechudinhos e, depois, não consegue controlar os adolescentes. Na minha (modesta) opinião, excesso de proteção, falta de limites na primeira infância é um caminho certo para adultos sem caráter, que não sabem lidar com o mundo e a realidade.

Tudo isso não significa que as crianças se tornarão bandidos, de modo nenhum. Mas, provavelmente, serão indiferentes à realidade, muitas vezes, cruel. Alguns, cheios de posse e de arrogância, passam a ser violentos – e chutar, espancar, bater – por aí por causa dessa insatisfação interna, falta de amor caloroso e muita valorização de que “sou especial e o mundo é inferior”. Outros, com pouco ou quase nada de posses, sentem a necessidade de se ter as coisas (materiais) que se dizem essenciais para sermos “melhores”. Em ambos os casos, há os problemas com o vício e suas consequências. Há muito mais questões do que essas, não tô aqui para discutir os aspectos antropológicos, sociológicos, psicológicos das questões de riqueza, pobreza, corrupção…

Acredito que, ao decidir ter um filho, as mães deveriam se perguntar: por que eu quero colocar mais uma pessoa no mundo? O que ela significará no meio onde viverá? Será apenas mais um? Ou fará a diferença, levará o amor para aqueles que o rodeiam?

Enquanto acharmos que o que se passa de triste na mídia não tem nada a ver conosco e continuarmos vivendo nossa vida egoistinha, o mundo permanecerá sempre o mesmo.

Eu não tenho meios de ir à Brasília mudar leis, eu não me tornei presidente, nem uma grande personagem que inspira o mundo. Mas eu me tornei mãe e isso pode ser muito mais poderoso, porque meus filhos podem, sim, ser aqueles que fazem a diferença e nos ajudam a vivermos em um lugar melhor.

P.S.: Por favor, isso não significa que vou educar meus filhos de modo que eles criem a expectativa de serem super e, depois, frustrarem-se por serem normais. Apenas vou educá-los de modo que tenham caráter e que não queiram ser nenhum imbecil nesse mundo…

Os nomes dos meus filhos – parte II

Como não vivi na década de 1960, resolvi dar nomes “normais” a meus filhos. Isso é para explicar o post anterior que, por mais que eu procurasse nomes que transmitissem a sensação maravilhosa de ser mãe, não encontrei nenhum que não fosse estranho demais. Certo. Resolvi, então, procurar nomes plausíveis. Mas estranhas coincidências cercam o nome de cada um deles.

Tanto para um, quanto para o outro, queríamos nomes diferentes, fora de moda, mas bonitos (é lógico). Sem complicações de letras diferentes ou estrangeirismos.

No dia em que descobri estar grávida do meu filho mais velho, sentamos em uma mesa de bar para ver se o susto passava. Tomei uma bela jarra de suco de maracujá e o maridão, uma caipirinha e uma cerveja (uma? não tenho certeza). Logo chegou um de seus melhores amigos, todo feliz, todo animado, ignorando nosso susto e começou a perguntar a respeito dos nomes. Longa lista, várias discussões, ficou decidido ali que, se fosse menino, chamaria-se “Cauê”. Com “c” e, não, Cauã. Pronto. Não conseguíamos encontrar um nome se fosse menina.

Acontece… sempre acontece… passamos toda a gestação – desde a descoberta do sexo do bebê – chamando-o pelo nome. Eu, morena, de olhos castanhos. O pai, moreno, de olhos pretos. Conclusão: filho com cara de indiozinho, bem Cauê. Mentira. Para nossa surpresa, ele nasceu loiro, de olhos bem azuis. Assim, supreendentemente. Então, já que já o chamávamos desde sempre, registramos o menino de Cauê. Uma semana depois, sonhei que ele chamava Pedro. Acordei, olhei e lá estava – que cara de Pedro ele tinha!!! Hoje, acho que ele tem mesmo a cara do nome… mas…

Bom, mas acontece também que ele nasceu durante os jogos Pan-Americanos de 2007, os quais aconteceram no Rio de Janeiro e que tinham como mascote… o solzinho Cauê… Daí que aquele nome diferente… ficou comum! E daí também que descobrimos que precisamos dizer (sempre) “não é Cauã, é Cauê”, além do tradicional “não, não é com K, é com C mesmo”.

Na semana passada, nasceu minha princesinha. Depois de toda essa história com o nome do Cauê, achamos que seria mais fácil. Antes mesmo de engravidar, escolhemos Isabela para menina, Pedro para menino. Tá bom. Quando descobri que era menina, tive uma “sensação” de que ela não queria esse nome. (Detalhe para “sensação” e “ela” – coisas de grávida!) Isabela era muito comum e etc e tal. Fizemos uma lista (enorme) e não conseguíamos nos decidir.

No Natal, meu avô, pessoal muito formal, perguntou a respeito do nome e eu lhe mostrei a lista. Como bom sistemático que é, organizou a família e fizeram uma votação. Escolheram três para que decidíssemos… assim, só por sugestão. Eram Alice, por causa da minha avó paterna; Catarina, pela beleza do nome; e Isabela, pela escolha que já tínhamos feito. Meses se passaram até que decidimos por Catarina – bonito, forte, diferente, incomum.

No dia que a Catarina nasceu, descobrimos que a rainha Catarina, a Grande, chamava-se Sofia quando nasceu (meu nome) e teve um amante de sobrenome Orlov (sobrenome da família de meu marido)… vai saber…

Agora, o fim da picada aconteceu essa semana. Não era para ser um nome incomum? Agora imaginem quantas Catarinas vão nascer a partir de hoje, por causa do casamento do príncipe Willian com a moça Kate – Catherine?!!!

Bom, não importa… Na verdade, esses dois pequenos, com nomes comuns ou não, são, na verdade únicos e demais de preciosos para mim…

O nome que queria dar a meus filhos

Por mais que se procure, não há nomes que expressem a beleza, a infinitude do que sinto em relação aos meus filhos. As palavras, apesar de tantas, apesar de maravilhosas, não dão conta do que me preenche ao olhar para cada um desses rostinhos que estavam bem dentro de mim.

A arte, esta sim, consegue me aproximar de como eu gostaria de chamá-los. Aquela sensação de perder o fôlego, aquele minuto em que se inspira e não se solta o ar, porque o que vemos, ouvimos, sentimos é belo demais para que acabe, o infinito ampliando em alguns segundos, tornando maior e mais suprema a alma de quem ali está. Qual a palavra, qual o nome para este sentimento? É essa sensação de alma ampliada no peito que gostaria de nomear meus filhos.


A mãe que posso ser

Já há algum tempo, gostaria de escrever sobre “a mãe que eu posso/consigo ser”, mas a ideia nunca tinha sido materializada. Hoje, li um texto e passei por uma situação que me trouxeram até aqui.

A Glau, do Blog Coisa de Mãe, escreveu hoje um post maravilhoso sobre isso, tendo como foco o jeito de uma mãe ser – “Amor demais não faz mal” trata de como algumas pessoas condenam a cama compartilhada, tendo como argumento de que isso pode deixar as crianças inseguras.

Mais tarde, visitei uma amiga que acabou de ter seu segundo bebê. A pequena tem quatro dias e o mais velho, 1 ano e meio. Acredito que a experiência do segundo filho seja realmente diferente, principalmente porque vc precisa lidar com outra criança além do recém-nascido. Lá, com a pequena no colo e o pequeno correndo de um lado para o outro, senti a quantidade de cobrança, de jeitos, sugestões e etc.  do que devia ou não ser feito.

As duas vivências me trouxeram à memória (bem viva por sinal) as minhas questões sobre “o jeito certo de ser mãe”.

Antes de parir, a gente cria, internamente, um monte de expectativas e regras do que será a experiência com um bebê, um filho, a criação. Entretanto, quando eles nos chegam nos braços, percebemos quão distante estávamos da realidade e ficamos inseguras. Quando meu filho nasceu, eu trazia comigo vários modelos de mãe ideal que eu gostaria de ser. E percebi que eu não conseguiria ser nenhuma delas.

O primeiro ano do meu filho foi um dos mais difíceis da minha vida. Havia tantos jeitos de se cuidar de um bebê: jeito certo de amamentar, cama compartilhada (ou não), rotina (ou não), livre demanda de amamentação (ou não). Para tudo o que você decidir fazer, haverá a turma do sim e a do não.

Como se não bastasse a cobrança interna da própria mãe, muitas pessoas que estão ao nosso redor – baseadas em suas experiências, inseguranças, sentimentos – passam a opinar sobre o que você está fazendo. “Olha, não é assim que se amamenta”, “Ah, quando você era pequena, não foi tão difícil”, “Eu nunca fiz isso para meu filho e ele é uma pessoa maravilhosa”… por aí vai. Ninguém faz isso por maldade, faz porque acha certo e quer compartilhar, quer que a mãe tenha uma experiência menos sofrida.

Entretanto, o peso que essas “sugestões” pode ter para uma mãe (e sua enorme carga de culpa, porque, aqui entre nós, parece que ser mãe é sentir-se culpada) é enorme. Quer dizer, as pessoas falam e a gente fica mais angustiada, porque cada um fala uma coisa e a impressão que se tem é que estamos sempre erradas.

Eu demorei muito para chegar a essa conclusão: NÃO EXISTE JEITO CERTO DE SER MÃE (como disse a Glau mais cedo)! Nós somos – e sempre seremos – a mãe que podemos ser, vamos fazer o melhor possível. Nem sempre o melhor de mim é o melhor para o outro. Eu posso ser assim. O mais legal não é nem isso: é que nós somos a melhor mãe possível para os nossos filhos. Nossos filhos têm a mãe que podem ter. Não estou querendo apoiar as loucas que jogam e maltratam suas crianças. Estou falando de nós: você, eu, ela. Nós somos assim, temos esse jeito, acreditamos nessas coisas. E pronto. Não me venha me fazer sentir culpa por eu não ser de outro jeito. Se precisar melhorar, mudar, eu vou. Mas não me diga o que é certo ou errado – deixa eu descobrir! Não me venha dizer como ser a mãe do MEU filho…

Algumas mães acreditam que a cama compartilhada é importante, outras não. E daí? Nem uma, nem a outra devem ser julgadas. Algumas mãe não estabelecem rotinas para seus filhos, outras são rígidas demais. Há a livre demanda e há o peito a cada certa quantidade de tempo. Ninguém está errada. Cada uma saberá sentir o que faz mais sentido para ela. Nós sabemos que, quando precisa, perguntamos. Sim, eu vou perguntar se eu perceber que há algo errado.

Agora, queridas amigas mamães, por favor. Cada uma tem um jeito de tratar seu próprio filho. Você pode não querer fazer o mesmo com o seu, mas julgar a outra, apontar, condenar, fazer comentários querendo dizer de como a outra está errada é muita, muita sacanagem. Deixe espaço para que ela pergunte a sua opinião, mas não faça uma mãe se sentir mal por ela ser diferente de você, não é mesmo?

Na verdade, na verdade mesmo (tá, pra mim), é que não faz a menor diferença a quantidade de comida que a mãe põe na colher, o modo como ela organiza a alimentação ou o sono. Nós não temos muitas certezas do que fará aquela criança um adulto feliz, realizado. A gente sabe que cada um tem as suas dificuldade e vai descobrir um jeito de seguir adiante. Não dá para afirmar com certeza de que a criança que dorme com a mãe é insegura e a que tem muitas regras é topada. Mas, isso sim, podemos afirmar que cada mãe constrói um laço com seu próprio filho e quanto mais segura ela estiver, mais felizes os dois estarão.

Afinal de contas, duvidar da capacidade de uma mulher ser mãe (dar conta do recado) é como duvidar da virilidade de um homem.

Enxoval para bebês – os itens, algumas dicas e várias explicações

Como estou grávida outra vez, precisei ir atrás de enxoval novamente. Eu não lembrava tudo o que ia, passei em uma loja e peguei uma lista. Ao ler cada uma das sugestões, fiquei refletindo sobre como aqueles itens tinham sido úteis – ou não – para mim. Neurótica que sou, passei em várias lojas, peguei várias listas e montei a minha baseada nas sugestões e na minha experiência anterior.

Resolvi passar a lista para uma amiga que está grávida do primeiro filho. Pensei em como queria ter lido explicações qdo estava grávida e pensei em compartilhar aqui no blog.

O que percebi é que algumas coisas, por mais que pareçam úteis, são apenas empurradas pelas vendedoras porque elas querem comissão. Outras, são importantes para mim, mas não foram para outras mães e vice-versa. Por isso, leve em consideração:

  • a lista é apenas uma sugestão baseada na minha experiência. Não sou médica, nem psicóloga, nem enfermeira. Sou mãe e foi pensando nesta rotina que escrevi a lista.
  • Por favor, adicionem, sugiram e perguntem conforme acharem necessário, certo?

As explicações para cada item vem logo abaixo. Às vezes, se achei que o item é uma opção, escrevi “opcional“. Outras vezes, as explicações eram maiores, então, coloquei pequenos textos no fim da lista. Vale a pena dar uma lida, porque eu explico melhor porque coloquei ou deixei de colocar certos itens.

Enxoval Bebê

Banho e Higiene

1 Banheira

1 suporte de banheira                          Leia Mais: “A Banheira e o trocador” (mais abaixo)

1 suporte para banho

1 trocador

3 toalhas com capuz

3 toalhas fralda

A toalha fralda é uma toalha que, adivinhem!, vem com uma fralda por dentro. Ela é excelente para enxugar o pequeninos, já que a pele deles é muito delicada.

1 Shampoo/Condicionador

1 Sabonete

1 saboneteira

1 sabonete líquido

1 esponja suave para banho (luva)

Esponja em forma de luva, feita de tecido, especial para a pele do bebê

1 Cotonetes com protetores

1 colônia

1 conjunto para manicure

Tesourinha, lixa, cortador de unha

3 cremes para assadura

1 escova e pente para cabelo

3 loções higienizantes

1 massageador de gengiva

Isso pode parecer aqueles mordedores, mas não é. Para cuidar dos dentinhos dos pequenos, devemos começar antes. Isso é como uma escova, mas para os bebês. Achei muito útil.

1 óleo para massagem

1 pacote de algodão

Prefiro usar o algodão com água morna para limpar o bumbum no lugar do lenço umidecido, é menos agressivo à pele e mais barato

1 pacote de lenço umidecido

Levo os lenços para os passeios

 

1 kit de higiene potes para algodão, cotonete, etc.

Aqueles conjuntinhos que ficam em cima da cômoda e facilitam pegar esses itens

1 garrafa térmica

para pôr água morna para limpar o bebê

1 porta-fraldas

4 fralda descartável RN

4 fralda descartável P                                               Leia Mais “Chá de fralda”

6 fralda descartável M

4 fralda descartável G

 1 termômetro clínico

1 umidificador de ar                 Leia Mais “Outros itens de higiene e saúde”

1 vaporizador

1 bolsa pequena para água quente

bolsa para diminuir as cólicas do bebê – como aquelas que usamos quando nós estamos com cólica

  

Quarto

1 berço com colchão

Dê preferência por um que vire mini-cama e tire as grades laterais – como esse: http://www.uriartbaby.com.br/produtos/berço%20dani.jpg

Se vc puder, tb gosto da ideia deste – http://www.uriartbaby.com.br/produtos/Berço_modular(Small)%20bonato.jpg – que vira cama de solteiro depois.

1 varal para berço

Onde pendura o mosquiteiro – nem todos os modelos de berço vêm com esse item. É melhor perguntar na hora de comprar

1 cômoda/guarda-roupa

1 cesto para roupa suja

1 móbile opcional

1 mosquiteiro

1 posicionador para dormir

São aqueles rolinhos que se coloca ao lado do bebê. Há um alerta para que se tome cuidado. Alguns modelos não permitem que o bebê mude de posição se virar de barriga para baixo. Usei o modelo de um único rolo, que ficava de apenas um lado.

1 protetor de colchão

Protege o colchão dos vazamentos (que, sim, acontecem mesmo pequenos) durante o soninho

 

3 travesseiros anti-sufocantes

Para que tanto travesseiro? Como os pequenos regurgitam muito, às vezes vc precisa trocá-los para lavar. E um a mais para o carrinho

1 poltrona de amamentação

Nem todas as mães usam. Como o momento de amamentação deve ser tranquilo, às vezes, é muito útil ir para o quarto do bebê e amamentá-lo lá. À noite, também é mais fácil se vc estiver perto do berço.

1 abajour

Pode ser útil não só para embelezamento/iluminação do quarto. Se o seu bico rachar nos primeiros dias e vc não tiver onde tomar sol nos seios, o abajur é a solução (recomendada pelo médico)

1 lixinho

1 babá-eletrônica

1 cesto ou baú

Para brinquedos em poucos meses, o bebê pequeno e fofo estará espalhando seus brinquedinhos por todos os lugares

bichinhos anti-alérgicos opcional

aviso de porta/quadrinhos opcional

1 protetor de porta

Ótimo! serve para não deixar a porta bater. Além de evitar futuros machucados com dedinhos sapecas, é bom para que a porta não faça aquele barulhão ao bater e acorde o pequeno

1 dimer

Para controlar intensidade da luz – melhor que o abajur no requisito iluminação – e uso até hoje, 3 anos depois

2 cobertores de berço

2 colchas

4 fronhas avulsas

4 jogos de lençol para berço

2 kits de cabide opcional

6 fraldas de boca

Fraldas pequenas e servem, obviamente, para limpar a boquinha

3 caixas de fralda de tecido

Fraldas maiores, para aqueles que optaram por fraldas descartáveis, são muito úteis para cobrir os ombros, limpar boquinhas, proteger o bebê. O meu filho pegou o hábito de dormir com estes paninhos…

2 kits de berço

Os kits são caros, mas pense – o que fará quando precisar lavar o kit? deixará o bebê aonde?

1 manta anti-refluxo (ou travesseiro anti-refluxo)

Alguns bebês sofrem com o refluxo, por isso esses travesseiros ajudam a diminuir o incômodo

2 vira-mantas

Vira-manta são protetores – tecidos mais macios – para proteger o rostinho do bebê quando envolto na manta

  

Alimentação

2 bicos ortodônticos de mamadeira água – fase 1

2 bicos ortodônticos de mamadeira água – fase 2

4 bicos ortodônticos de mamadeira leite – fase 1                                                          Leia Mais “Os vários bicos de mamadeira”

4 bicos ortodônticos de mamadeira leite – fase 2

2 bicos ortodônticos de mamadeira líquidos engrossados – fase 1

2 bicos ortodônticos de mamadeira líquidos engrossados – fase 2

3 mamadeiras grande

2 mamadeiras média

2 mamadeiras pequena

1 chuquinha

2 chupetas fase 1 bico ortodôntico

Para aquelas mamães que irão adotá-la (não estou a fim de discutir sobre uso/não uso – meu filho usou até dois anos e meio e conheço crianças que não usaram)

2 chupetas fase 2

1 escova para mamadeira com 2 partes

uma para limpeza da mamadeira e outra para a do bico da mamadeira (são ruins de limpar sem escovinhas!)

1 pinça para mamadeira

para tirar a mamadeira da água fervendo…

3 potes para congelar leite materno

se você precisar sair, é só tirar o leite e congelá-lo. é um tipo de mamadeira que vc pode pôr no freezer. Foi útil para mim. Mas não é essencial.

1 porta leite em pó

Depois que o pequeno sair do peito, mas ainda tiver tomando o “mamá”, este é um item essencial para passeios…

1 porta-chupetas

1 porta mamadeira térmico

para carregar a mamadeira quentinha – opcional

2 prendedores de chupeta

1 cadeira de alimentação

1 jogo de talheres

1 copo treinamento

copo intermediário entre a mamadeira e o copinho para crianças um pouco mais velhas. Tem o bico um pouco mais mole.

10 babadores

sim, assim que começarem as papinhas, os pequenos sujarão tantos quanto possíveis

1 seringa para remédios (ml)

Alguns medicamentos já vem com elas, outros não. Já passei apuros por não saber quantos ml tinha em uma colher…

 

Passeio

1 bebê conforto

1 carrinho de passeio

1 colchonete para carrinho

Para acomodar o bb pequenino… parece que os carrinhos são um pouco duros… Também dá para dar o truque com um manta fofa

1 encosto para a cabeça opcional

3 jogos de lençol para carrinho

1 moisés

opcional: dá para usar o bebê conforto como moisés – eu usei e não tive problemas

1 sacola para roupinhas

use as sacolinhas que levará para a maternidade (explicação mais abaixo)

1 véu para carrinho

1 bolsa para passeio

1 trocador para bolsa de passeio

1 canguru ou sling

às vezes, é muito mais prático do que levar carrinho, ou levar no carrinho, como metrôs, ônibus e outros passeios

1 chapéu ou boné

1 porta-bebê/saco para dormir

prático nos primeiros meses, por isso penso que pode ser opcional

1 protetor solar para vidro de automóvel

isso não é um creme… é isso aqui: http://shopping.tray.com.br/theme/4/img/loja/4185/ofertas/296311g.jpg

 

Para a mamãe

1 almofada para amamentar

1 almofada para apoiar a barriga gestante

1 almofada para as costas da mamãe

4 caixa de absorventes para seios

1 concha para seios

Super recomendo. Tem vários tipos, é bom começar usar antes do bebê nascer e pode ajudar com bicos rachados, leite empedrado e etc. Muito bom mesmo!

2 protetores para seios

NÃO RECOMENDO!!!!! Usei nos primeiros dias, meu bico estava rachado e só piorou. As enfermeiras indicaram, mas quem me orientou (e acertou) no modo como amamentar me disse o quanto isso pode dificultar ao invés de colaborar. Posso estar errada, tá? Isso foi no meu caso.

 

Roupinhas

4 bodys manga curta RN

6 bodys manga curta P

4 bodys manga curta M

4 bodys manga curta G

4 bodys manga longa RN

6 bodys manga longa P

4 bodys manga longa M

4 bodys manga longa G

4 casaquinhos

2 cueiros

tecido que enrola o bebê, deixando-o calmo e com menos cólica (!) 

Leia Mais: “O segredo do cueiro e do bebê que chora menos…”

4 culotes (mijão) RN 

calças pequenas, com ou sem pé. São muito úteis!!!

6 culotes (mijão) P

4 culotes (mijão) M

4 culotes (mijão) G

3 conjuntos de pagão com mijão

O pagão é só uma blusinha. O bebê pode acabar ficando com a barriguinha de fora, por isso, é legal o macacão ou o body por baixo

4 macacões longo RN

6 macacões longo P

6 macacões longo M

4 macacões curto P

6 macacões curto M

3 camisetas manga curta M

3 camisetas manga curta G

3 camisetas manga longa P

3 camisetas manga longa M

4 pantufas

1 manta de piquê ou lese

6 pares meia 00

1 saída maternidade

Vale à pena pensar sobre o quanto vc quer pagar nesta roupinha. Na caixa, vem um macacãozinho e uma manta que combinam para serem usados ao deixar a maternidade. Dá para montar um jogo lindo e mais barato.

4 sapatinhos

2 toucas

2 luvas

 

Maternidade

Bebê

3 envelopes/sacos maternidade

para pôr as roupinhas do bebê para cada dia. Ótimo, depois vc pode usar para pôr roupa suja, mandar para a escolinha, etc

Para cada dia no hospital:

  • 1 conjunto pagão
  • 1 culote
  • 1 macacão comprido
  • 1 par de sapatinhos
  • 1 manta
  • 1 par de meias
  • 6 fraldas descartáveis

1 saída maternidade

2 chupetas

1 porta-chupetas

 

Mamãe

2 camisolas com robe

2 sutiãs amamentação

5 calcinhas

1 par de chinelos

2 pcts de absorvente higiênico noturno

1 par de conchas

1 kit higiene e limpeza

2 cx lembrancinhas

1 enfeite de porta

 

A Banheira e o trocador

Existem vários modelos de banheira. Quando meu primeiro filho nasceu, comprei uma banheira simples com um suporte comum. Achava as outras banheiras muito frescas. Isso foi até eu conhecer alguém que tinha uma com o trocador em cima da própria banheira: ótimo… é muito mais fácil vc trocar seu bebê no mesmo lugar em que deu banho, sem ter que ficar de uma lado para o outro com ele ou tendo que colocar a banheira no quarto. Hoje em dia também há um suporte para os bebês ficarem apoiados/sentados, mesmo quando muito pequenos. É ótimo porque dá segurança para as mamães que têm medo de da os primeiros banhos.

Chá de fralda

Algumas amigas fizeram chá de fralda e tiveram fraldas por muito, muito tempo. Se a gente parar pra pensar, um bebê usa, em média, 10 fraldas por dia. Quando for comprá-las, vale a pena calcular o valor unitário da fralda e não comparar preço do pacote, pois cada um vem com uma quantidade. O preço médio da fralda (unidade) é de R$0,80. Barato? Faça essa conta: 0,8 x 10 = R$8,00 por dia, 8 x 30 = R$240,00 por mês. Vale mais a pena pagar pelo enxoval e pedir fraldas no chá de bebê.

Outros itens de higiene e saúde

Algumas pessoas sugerem que você compre um termômetro de banho. Nunca tive, nunca queimei meu filho ou o congelei. É só experimentar a água com as costas da mão/cotovelo.

Outra sugestão é o aspirador nasal. Meu filho teve um monte de sujeira no nariz, mas eu colocava soro e depois limpava com o cotonete. O problema de qualquer coisa dessas é que vc pode empurrar ao invés de puxar…

Pergunte na maternidade se, por acaso, eles fornecerão o álcool 70%. Eu comprei antes – desavisada – e perdi um dos frascos porque não o usei…

Os vários bicos de mamadeira

Sim, há vários tipos de bicos.

Primeiro, eles devem ser ortodônticos, quer dizer, não farão mal ao crescimento dos dentinhos do seu pequeno. O formato é diferente daqueles redondo que acabam empurrando os dentinhos para frente.

Segundo, para cada tipo de líquido, há um tipo de bico. Isso porque em cada um deles, há um tamanho de furo diferente. O líquido não deve passar muito rápido, o que prejudica a sucção do bebê. Entretanto, uma vitamina é muito grossa para passar no mesmo furo que a água… Ter vários bicos é uma solução melhor do que aumentar o furo com a ponta da faca…

Não sei mais o que escrever, acho que fui BEM detalhista… Perdoem-me por esse lado maníaco. Aceito muitas sugestões!!!!

Quem paga por nossas escolhas

O problema das nossas escolhas é que geralmente não somos os únicos a pagar por elas – principalmente quando se é mãe.

Outro dia fui ao cinema com uma amiga e minha mãe numa sessão mais tarde, às 23h. Queríamos ver a estreia de Harry Potter (sim, eu adoro), meu marido topou ficar com o pequenucho e achamos deliciosa a ideia de irmos ao cinema tão tarde para ver algo tão esperado. Quando fomos dormir, já era mais de duas horas da manhã.

No outro dia, adivinhem como fiquei… um bagaço, claro. É lógico que vários fatores contam para eu ficar tão cansada apenas por ir dormir tarde, já que eu não bebi, não dancei, não fiz nada demais. Acho que a gravidez é um deles. O fato é que eu estava tão cansada que às 11h da manhã meu marido me mandou tirar um cochilo, porque ele faria o almoço. O almoço não saiu: quando acordei, ele argumentou que ainda estavam sem fome e estavam me esperando. Fomos almoçar mais de duas horas da tarde. Meu domingo foi horrível, passei-o morrendo de preguiça, sem conseguir dar a menor atenção ao meu filhote. Meu marido passou-o jogando vídeo game e, depois, assistindo ao futebol. Quando me dei conta, já era tarde, não tinha janta e o Cauê estava desmaiando de sono, todo irritado. Assim que ele dormiu, fiquei pensando em como nossas escolhas atingem quem menos pode se defender.

Parei para pensar em várias decisões, nas várias vezes em que estou cansada de ser mãe (sim, sou humana e sinto isso) e quero pensar somente em mim mesma. Pensei no quanto eu trabalhava há pouco mais de um ano, focando somente na minha carreira, pensei em escolhas que fiz em função daquilo que eu gosto, sem pensar nos outros ao meu redor.

Eu sempre achei que o mundo tinha que entender essas escolhas e “pronto-acabou”. Não tinha percebido como as pequenas, principalmente, afetam alguém que está aqui porque fiz uma escolha – tê-lo – e ele não tem muitas opções além daquelas que eu tomar.

A gente bem sabe que toda mãe é filha de Deus e merece (deve) ter momentos somente dela. A gente precisa ser feliz para fazer os filhos felizes. Entretanto, acredito que, muitas vezes, principalmente hoje em dia, a gente fica fazendo escolhas para sermos felizes sem levar em conta se alguém está infeliz por isso.

Os pequenos ainda não conseguem tomar decisões por eles mesmos, não conseguem dizer que estão infelizes com a gente ou com a vida e todas as vezes que escolhemos sermos “felizes” independente deles, eles não podem fazer nada a não ser aceitar. Meu filho só come se eu puser comida no prato dele; só toma banho se eu o mandar para o chuveiro, só escova os dentes quando avisamos – ele tem apenas três anos. Feliz ou infelizmente, até uma certa idade, ele só tomará boas decisões se eu indicar o camiho e, para isso, eu preciso abrir mão da “minha felicidade” para tentar alcançar a “nossa felicidade”.

Acho que este é um assunto muito difícil e que mexe com todos. Ninguém deve ser julgado, mas nós devemos, sim, avaliarmos a nossa posição como mães (pais) e pensar o quanto fazemos nossos filhos felizes. Quando percebi isso, deixei de querer reclamar tanto das escolhas que tenho feito. Afinal de contas, em alguns anos, os filhos se vão e eu ficaria reclamando por tudo que não fiz…

P.S.: Não estou defendendo fazer todas as vontades dos filhos. Sou contra sermos servas dos pequenos. Estou falando apenas da disciplina que a vida exige das mães.

P.S.2: Também não estou defendendo abrirmos mão totalmente de quem somos para cuidar dos filhos, aos modos de antigamente. Por favor, não, depois, quando os filhos se vão, as mães entram em depressão. É preciso que sejamos nós, cuidemos de nós, sejamos felizes, mas com limites (também)!