Calcinhas beges, lenços, tesão

Um cara escreveu sobre as mulheres não usarem mais calcinhas beges. E a minha calcinha bege ficou furiosa lá na gaveta… ou aqui no meu corpo.

Ultimamente, tenho começado a ficar com birra em relação a certos discursos. Não sei, talvez seja a idade, talvez seja o momento, talvez seja a TPM. Quando esses discursos contêm, então, aquele machismo… eu realmente fico furiosa e “subo nas tamancas”.

Aí, o cara resolve escrever que “toda mulher com calcinha bege deve portar um lenço da mesma cor na cabeça”. Gente, sei lá… eu tô muito louca ou é muita imbecilidade numa mesma frase? “Sofia, – irão me dizer os amigos -, mas toda vez você cai no conto do post escrito só para criar polêmica?” Acho que sim.

Eu resolvi escrever porque acho uma ótima oportunidade para reflexão. Algumas perguntas ficaram martelando depois que li o texto do infeliz, porque, sabe, ele realmente tem todo o direito de detestar a calcinha bege, assim como eu acho engraçadíssimo homens de cuecas pequenas e vermelhas. Até aí, tudo bem.

Acho que um dos pontos é a questão da iniciativa da mulher. Quantas vezes eu já não escutei que devemos sempre estar lindas e cheirosas e com um pijama lindo para atrairmos os maridos? Eu mesma já escrevi sobre esses momentos aqui no blog. Só que eu revoltei. Por que a iniciativa (quer dizer, disfarçadamente, insinuarmos que queremos algo com roupas mais atrevidas) tem que ser nossa? Por que não pode rolar tesão com aquele pijaminha confortável? Quantos caras você conhece que tem um pijama mais sexy?

Outro ponto é a questão do lenço na cabeça. Juro que não entendi. Se eu estou usando calcinha bege é sinal de que não quero sexo? Por quê? As mulheres que usam calcinha bege não “merecem” ser “comidas”? Mais essa? Os homens já fazem de nós gato e sapato quando querem. Quantas de nós já não levaram foras e foras porque somos diferentes do padrão que os homens estabeleceram? Juro que não foi a calcinha bege que me fez levar altos foras por aí… A gente continua sendo, para muitos homens, apenas objetos que devem ser apreciados ou não, como se fôssemos só isso mesmo.

O que eu também queria dizer para o moço é que, um dia, a namorada dele também usará calcinhas beges, pijamas velhinhos confortáveis e, nem por isso, terá perdido o apetite sexual. E aí? O que ele vai fazer? Perder o tesão?

A gente fica adulta, se enche de responsabilidades e filhos. A gente tem trabalho, mas a gente também tem casa para cuidar, meia para esfregar, cueca para estender, camisa para passar. Se você não precisa fazer nada disso, bem-vindo a outras classes sociais. Juro que não é muito agradável usar calcinha fio-dental enquanto lava a louça, alimenta criança e põe roupa para bater na máquina. E depois de um dia desses, muitas vezes, o mais gostoso é aquele pijaminha simples que alguns homens teimam em chamar de anticoncepcional. Debaixo dessa roupinha ordinária, tem, sim, um corpo quente e cheio de tesão. Importa mesmo a capa?

P.S.: Em contrapartida a este moço, outro, o Erico Verissimo, do mesmo site, Papo de Homem, escreveu algo brilhante sobre o mesmo tema – as calcinhas beges: “Amor, tesão e calcinhas bege”, aqui.

As vadias, os partos e os peitos

Da página no FB Movimento Direito Para Quem

Todo mundo ouviu, ou leu, ou viu, em algum momento, sobre a Marcha das Vadias. Se não sabe o que é, vale a leitura da Revista TPM, aqui. Não participei, li algumas coisas e concordo com tudo.

Essa semana que passou, aconteceram várias manifestações em defesa do Parto Domiciliar, ou melhor, sobre o direito da mulher escolher que tipo de parto quer. A Ligia, do blog Cientista que virou mãe, escreveu um post muito bom sobre isso, aqui.

Ontem à noite, fui parar no ótimo blog da Lola, Escreva Lola escreva, e, conforme lia um texto após o outro, todas as fichas foram ressoando dentro de mim, enquanto caíam.

Como resumir ou explicar tudo o que estou pensando e sentindo?

Acho que um grito pode dar conta… (outro, vivo gritando por aqui, né?)

Se ser vadia é sinônimo de fazer o que quer com a própria vida e o próprio corpo, então, sabem, sempre fui uma vadia. Dessas bem dadas mesmo.

Adolescente, ao descobrir minha sexualidade, perdi meus medos e tornei-me dona das minhas escolhas. Fiz o que quis. Saí com quem achava que valia a pena. Usava saia curta e top. Usava calça baixa e blusa curta. Fui bem vadia.

A gente bem sabe o preço que se paga por ser assim. Não é uma apologia à sexualidade desenfreada. É uma constatação de quem é dono de quem. Saí com muito cara FDP. Mas as amigas que não transavam também saíam com caras assim. Naquela época, eu não acreditava em machismo (!) – eu agia dentro da minha lógica e não podia enxergá-lo.

Da página no FB “Marcha do Parto em Casa”

Há pouco tempo, fui mãe. Duas cesarianas, mesmo sempre tendo sonhado com o parto normal – por falta de escolha, por falta de informação, por muitas causas. A primeira, empurrada pelo médico. A segunda, depois de estourar os prazos, acabei desistindo, cedendo… A minha síndrome do pânico provavelmente atrapalharia muito um parto domiciliar. Ainda assim, acredito que é uma escolha da mulher e não do médico.

Agora, os peitos. Os meus peitos, minha gente, os meus peitos. Meus peitos estão molinhos, pequenos, flácidos. E eu queria pôr silicone até 12 horas atrás. Mas aí eu li o texto da Lola sobre peitos, aqui, e, querem saber?, quem me ama, vai ter que ter tesão nos meus peitos do jeito que estão!

Porque eu vou envelhecer, porra!

Meus cabelos já estão brancos, minha pele já não é tão lisa e aí? Quem envelhece não pode mais ser desejada, não pode mais transar com muito tesão?

Por que temos que ser o referencial masculino de beleza, de esposa, de mulher e não o nosso próprio?

Escolhi parar de trabalhar para cuidar dos meus filhos – por que isso seria sinônimo de estupidez? Quem disse que dona-de-casa é burra?

(é, tô misturando tudo)

Sou bem vadia. Sou mulher que escolhe o que quer. Sou dona-de-casa culta. Tenho peitos pequenos, unhas por fazer e cabelos por pintar. Por que devo me sentir menor?

As tantas exigências…
Ilustração de Juliana Camargo

Precisamos dizer “não” aos médicos que impõem suas condutas de parto; aos imbecis que alegam culpa da mulher em um estupro; aos homens que não têm relacionamentos com mulheres que transam logo, com mulheres independentes, com mulheres inteligentes; às pessoas que atribuem à beleza o fracasso ou o sucesso de uma relação.

Para! Não sou namoradinha do Brasil, nem atriz de filme pornô. Eu não tenho o corpo delas e nem preciso agir como elas. Posso ser eu, misturando ou alterando-as com as outras dentro de mim.

As marchas do parto e das vadias, as discussões que já tivemos aqui sobre humoristas, amamentação e blogueiros, é tudo uma coisa só: um grito de basta a esse machismo velado, a essa necessidade de beleza de mentira, a esse monte de babaca, filhos de chocadeiras.

Porque mesmo que você só tenha tido um homem na sua vida, mesmo que você seja modelo de capa de revista, mesmo que você tenha feitos mil cesáreas marcadas, ainda assim, você, amiga, como eu, é dona de seu corpo e das suas escolhas. Todas nós temos que dizer chega!

Do machismo disfarçado

Não é a primeira vez que leio um comentário grosseiro de um homem em um desabafo feminino. Outro dia, em um site sobre maternagem, a mãe fala sobre o quanto idealizamos esse momento e o quanto a realidade, pode ser diferente. Ótimo texto, por sinal, no MinhaMãequeDisse. Aí, o sujeito todo cheio de si escreve nos comentários o quanto essa mãe explora sua babá e blábláblá, tentando massacrar a mãe por suas escolhas. A autora do texto, a Mariana Zanotto, do blog Pequeno guia prático para mães sem prática, respondeu à altura e colocou o sujeito em seu lugar. Ele até desenvolveu melhor o assunto em um post no próprio MMqD, posteriormente. Apesar da sua explicação sociológica, econômica, etc, nada me tirou a impressão ruim de sua grosseria.

Até meu filho nascer, eu achava que o machismo tinha ficado lá com a queima dos sutiãs. Ilusão de quem foi criada por um pai muito participativo, por crescer em um ambiente nada machista e por ser, na maior parte do tempo, tão desconectada da realidade. Com as crianças, vieram diversas cobranças inesperadas – não necessariamente do meu marido, mas da sociedade em geral.

Não sou do tipo feminista radical, mas, realmente, vivemos sob o machismo – muito bem disfarçado de discursos igualitários. Vemos o machismo em diversos lugares: no óbvio, que eu não achava, como os cuidados com o lar – quantos homens você já ouviu dizendo que não pode fazer algo porque tem muita roupa para lavar? -; nos cuidados com os filhos; na imposição da imagem da mulher gostosa; no discurso da liberdade feminina, quando, na verdade, eles não estão nem um pouco preocupados com isso.

Uma das melhores ferramentas para isso é a inação. Por exemplo, quando estamos em casa, e algo precisa ser feito, o homem não diz (mais) “mulher, você precisa lavar esta louça”. Ele simplesmente não lava. Às vezes, não é a louça, mas a roupa, a faxina, qualquer coisa que, geralmente, se atribui às mulheres. Se eles não querem fazer, não falam nada, mas também não o fazem.

Sim, eu sei que, em muitas casas, as coisas não são assim. Sei que há homens que não agem nunca deste modo – meu pai é um deles, nunca o vi ser machista em aspecto nenhum…

Nós, mulheres, temos um nível de exigência interna de sermos perfeitas em quase tudo que assumimos e acabamos nos sentindo massacradas…

Daí que eu fiquei pensando em todas as coisas que, geralmente, são atribuídas às mulheres:

– manter a casa limpa e organizada, sem a ajuda de uma diarista (já que, como disse o Pedro, é uma exploração – não vou entrar nessa discussão, tá?);

– ter parto normal a qualquer custo e amamentar por, pelo menos, 1 ano, sem chances de erros;

– preparar uma alimentação equilibrada para as crianças nos horários certos e a comida preferida do marido;

– não permitir que as crianças vejam televisão ou joguem vídeo game;

– brincar com as crianças o maior tempo possível;

– colocá-los para dormir na hora certa;

-ser uma excelente profissional;

– não contratar uma babá (pelos motivos expostos pelo Pedro);

– não colocar na escolinha antes dos 2 anos;

– ser a pessoa que falta no trabalho quando as crianças adoecem;

– pôr limites nos filhos;

– estar sempre linda, cheirosa, gostosa e disponível para o sexo;

– entender quando o homem não quer sexo;

– não gastar demais;

– não falar demais, principalmente na frente dos amigos dele;

– preocupar-se com horários, tarefas, bolsa da escola, bolsa do passeio, horários dos remédios, consultas com médicos.

 

Preciso deixar claro algumas coisas quanto essa lista: primeiro, eu não acho que tenha problema fazermos tudo isso, ou parte disso, faz parte das nossas escolhas como família; segundo, algumas coisas são absurdas, mas, juro, que já vi várias delas; terceiro, eu sei que isso NÃO acontece em todas as casas, pus tudo o que me veio à mente para ilustrar um pouco o que estou falando.

Muitos homens dirão que não cobram nada disso de suas mulheres. Em parte, é verdade mesmo. Como disse anteriormente, não cobram, mas também não fazem. E aí, como muitas dessas coisas precisam ser feitas, somos nós que corremos atrás.

Outro ponto é que as próprias mulheres podem ser muito machistas umas com as outras. Então, me lembrei lá da 6a série: enquanto as meninas ficavam brigando para ver quem era a mais bonita, a mais popular, a mais isso ou aquilo, os moleques jogavam bola juntos, divertindo-se. Os homens continuam unidos, com seus vídeo-games, futebol, enquanto nós ficamos aqui na blogosfera disputando para ver quem é mais mãe, mais esposa, mais isso ou aquilo.

Cada uma vive do modo como achar melhor e isso é ótimo. O que me irrita são esses homens arrogantes que, imbuídos de um discurso democrático, torturam as escolhas maternas. Se na casa deles, eles são diferentes, palmas para eles. Mas isso não lhes dá o direito de ser grosseiro com outras mulheres que vivem diferentemente de suas esposas.

Homens e mulheres são diferentes, é bem óbvio. Cada um lida de um modo com a realidade ao seu redor. O que acho mais plausível é que cada um escolha a tarefa que tem maior facilidade e divida os papéis. Nada dessa coisa hipócrita de “não critico as mulheres”, mas também não faço m* nenhuma. Ou critica as mulheres dos outros.

Amigas, de verdade, precisamos nos unir mais. Vamos nós jogarmos uma bola, ou um vídeo-game, ou qualquer outra coisa. Vamos ser mais felizes juntas. Porque, enquanto estivermos brigando entre nós mesmas, os homens estarão jogando mais lenha na nossa fogueira – já que, assim, nós os incomodamos menos…

O cara da papelaria e o cúmulo sobre filhos

Eu estava hoje à tarde em uma papelaria com minha filhota linda e tranquila, com todas as vendedoras admirando-a e fazendo os bilus-bilus costumeiros, quando escutei um vendedor dizendo à colega que era louco para ter um filho. Homem dizendo que quer ter filhos é sempre fofo, né? Em seguida, o rapaz disse que queria mas sem ter que casar. Como sou incherida, já fui logo comentando com ele:

– Nossa, que coisa, mas você queria ter um filho para cuidar dele sozinho? – achei a ideia muito original e corajosa, olha que mundo moderno!

– Não, moça, nem pensar. Queria um filho para ficar lá com a mãe dele. – e eu na minha casa, ele deve ter pensado…

Sabe, eu “perdi” a cabeça. Não por nada. Mas perdi. Respondi, rindo, é lógico, a ele que assim era fácil, quem não queria, e todo aquele discurso feminino quando escuta um machistinha por aí. Ah, não, que fácil, né? O moço ficou até sem graça.

Tem ótimos homens hoje em dia – parceiros, companheiros, participativos, não-machistas. É maravilhoso encontrá-los (seja aqui em casa ou por aí). Só que quando encontramos umas figurinhas folgadas como esse aí… ai, ai… só eu que fico enlouquecida??? (ainda vou escrever um post sobre os machistas modernos… tá entalado aqui, ó)

 

(ah, e se vc é do Rio, ou conhece alguém do Rio, dá uma olhadinha no sorteio do post anterior)

20 dicas para um marido fazer sua esposa feliz

Este post é um candidato ao Melhor post do Mundo, da Limetree. Para votar neste post, clique aqui.

Update Este post é somente uma brincadeira entre os gêneros. De modo nenhum, ele pretende ser uma tabela ou ser o portador da verdade absoluta. Cada ser humano é único. Mas rir deixa qualquer pessoa melhor com a vida. Esta é a proposta do texto.

Não é por nada, não… mas, geralmente, os homens não entendem nossas indiretas. Então, decidi ser direta. Caso eu esteja errada, meninas, corrijam-me, por favor.

  1. Sim, gostamos de flores. Sim, gostamos de caixinhas de bombom. Sim, gostamos de presentinhos. Mas, não, não gostamos só disso. Um homem que procura cuidar do casamento é melhor do que um que não faz nada, mas tenta agradar com presentes o tempo todo.
  2. Uma mulher só considera que alguém realmente lavou a louça para ela se: não ficar nenhuma louça na pia; a pia, por fora e por dentro, também foi lavada (junto com o ralinho nojento); o lixinho foi tirado e limpo. Quer ganhar pontos extras? Enxugue e guarde a louça (no lugar certo).
  3. Se perceber que sua esposa está demonstrando sinais de que quer “algo mais caliente”, surpreenda-a: tome a iniciativa antes dela, jogue-a na parede e chame-a não só de lagartixa de linda, gostosa, cheirosa.
  4. Se a roupa não está boa, avise. Mas não esculache. Se ela ficou despenteada por causa do vento do carro, avise-a, mas, de novo, não esculache. Não, não diga que estamos gordas. Apenas muito gostosas.
  5. Pergunte sobre o dia dela. Escute. Pergunte sobre assuntos que ela gosta. Escute. Pergunte sobre assuntos que ela quer falar e você, não. Tente entendê-la. Escute.
  6. Escutar significa prestar atenção em cada palavra e interagir, demonstrando que, sim, você está escutando.
  7. Leve seus filhos para passear, de vez em quando, e deixe-a sozinha, livre, leve e solta.
  8. Faça algo que ela sempre faz – e que poderia ser feito por outra pessoa, como vc, sem que ela peça: faça as crianças dormirem, passe um pano na casa, tire suas tralhas do caminho.
  9. Para tudo, há um padrão. Se você não entende o padrão da sua esposa, pergunte. Se ela não entende o seu, explique.
  10. Dormir bêbado mais de uma vez por semana não é legal… é cansativo para quem ficou sóbrio…
  11. Incentive sua esposa a se cuidar. Acredite em mim: se ela está desleixada, provavelmente, é porque você não tem notado muito quando ela faz algo especial.
  12. Sexo uma vez por semana é, sim, possível e não, não pode faltar – mesmo que o trabalho esteja árduo, mesmo que as contas estejam por pagar, mesmo que tenha feito 30 filhos. Tenho certeza de que sua esposa vai reclamar menos da vida e sorrir mais.
  13. Nunca compare-a com sua mãe. Pelo menos, não fale. Esposas não são a extensão das mães dos maridos. Você casou com outra mulher, que teve outra criação e que, por algum motivo que Freud explica, você se sentiu atraído. Se sua esposa fosse como sua mãe, ela teria interesse no seu pai e não em você.
  14. Não a critique demais. Não exagere nas críticas do tipo de mãe/esposa/profissional que ela é. Se ela te critica demais, fale o quanto isso é desagradável.
  15. Não a humilhe em público. Não conte aquela história de vocês que ela não gosta.
  16. Não adianta você dizer que fala bem dela para todo mundo. Sim, é lógico, fale bem. Mas precisa vir acompanhado de atitude.
  17. Se ela acabou de limpar a casa, faça aquele esforço comunal para não sujar. Principalmente, não marque de ver futebol com os amigos no dia da faxina…
  18. Elogie. Mas seja natural. Não precisa ficar carrapato, apena honesto. Fale das qualidades dela, fale de coisas que ela tem e que faz com que a ame tanto.
  19. Prepare um jantar/almoço/café-da-manhã surpresa (e não deixe uma louça surpresa).
  20. Faça uma massagem que dure mais do cinco minutos. Espere antes de ficar tarado e atacá-la. Faça pelo corpo todo, mas, principalmente, nos pés…

(Como uma boa mulher, acho que falei demais – ou fui muito repetitiva… Mas, realmente, é o que a gente mais escuta em rodas femininas, viram, homens?! Aceito – e desafio – um post masculino com as dicas para as mulheres!)

Um vídeo para o Dia dos Pais

Eu acho que tinha esquecido que está chegando o dia dos pais. Aí, eu vi uma propaganda. Daí, eu tava com a câmera na mão e o filho ao lado. Por que não gravar um vídeo das crianças para o papai?

Tudo foi indo, tomando forma, me animei: juntei fotos e vídeos desde quando Cauê nasceu e pensei em recontar como foi a história de como foi que ele se tornou esse pai tão especial.

De tão animada, esqueci tudo em casa. De tão animada, liguei para ele só para dizer que tinha uma surpresa de Dia dos Pais.

Ontem à noite, quando ele chegou do trabalho, começou a insistir muito para que eu lhe entregasse o presente logo, antes mesmo do grande dia. Como eu também estava ansiosa, resolvi mostrar nosso trabalho.

Como a pressa é inimiga da perfeição e o meu domínio da técnica de editar filmes é ridícula, o resultado ficou bem caseiro, entretanto a reação do meu marido foi mais surpreendente ainda.

Enquanto assistia, ele chorava, chorava e chorava. Compulsivamente. De um jeito que eu nunca tinha visto – ou poucas vezes eu vi. Quando terminou, ele ficou um pouco de mau humor: “Não gosto de chorar”, me disse. Depois, completou: “esse é o melhor presente que vocês poderiam me dar. Nem mesmo um PlayStation3 ou o Whisky mais caro me deixariam tão felizes…”

Na verdade, isso me levou a pensar que, mesmo sendo uma data comercial, o Dia dos Pais pode ser um ótimo momento para dizer a alguém que nos ajuda tanto e que é tão especial para as crianças o quanto ele é importante em nossa casa! Mais tarde, quando explicou porque havia chorado muito, meu marido completou: “Sabe, a gente se cobra muito. Eu sempre acho que tô fazendo muito pouco. É bom ver isso para eu perceber como coisas tão simples podem ser tão especiais pros filhos…”

O vídeo está aí, para quem quiser ver… Mas é bem simples, tá… por favor, perdoem o cabelo desarrumado e o erro de ortografia do final…

Blogagem Coletiva: Respeito às mulheres e às nossas decisões #Basta

TUDO COMEÇOU…

Em maio, vários foram os fatos tornando polêmico o ato de amamentação em público. O blog da Rede Mulher e Mãe explica direitinho o que aconteceu ao propor a blogagem coletiva “Eu digo Basta! E vc?“, mas você também pode procurar pelas notícias sobre a amamentação proibida no Itaú Cultural, depois a foto removida pelo Facebook e toda a repercussão disso na internet nos dias que se seguiram.

Esta semana, para “esquentar” o tema, o programa da Bamdeirantes, CQC, na sua continuidade apresentada pela internet, tornou-se foco pelas polêmicas declarações dadas pelos apresentadores. O programa pode ser visto aqui. Revoltadas, algumas mulheres resolveram escrever sobre o assunto – destaque para o blog Escreva Lola Escreva que, ao postar sobre o comportamento destes “rapazes” – o texto é esse aqui -, foi ameaçada pelo apresentador Marcelo Tas de ser processada judicialmente por emitir a opinião dela sobre o programa deles, o que rendeu outro post no blog da moça – aqui.

Independente de quem disse o que, surgiu à tona a questão do respeito às mulheres que amamentam em público. Acho que não só isso, mas do respeito às mulheres de um modo geral. Por isso, todas nós, hoje, queremos dizer “BASTA” não só necessariamente a Marcelo Tás ou Rafinha Bastos, mas aos homens que não conseguem lidar com a questão da maternidade e suas facetas (e peitos, graças a Deus) e emitem suas opiniões desrespeitando as mulheres.

DEIXANDO CLARO

Eu sou TOTALMENTE a favor da amamentação e, sim, da amamentação em público. Tenho dois filhos e os dois foram amamentados – uma ainda é – onde quer que eu estivesse e esteja.

Por outro lado, para me preservar e não constranger quem estiver ao redor, procuro, sim, cobrir meu peito com um pano que estiver à mão. Devo dizer, entretanto, que não é muito fácil segurar uma criança chorando, abrir a blusa, encaixar a criança no peito e cobri-lo ao mesmo tempo. Então, aqueles que estão ao redor deverão ser compreensivos o suficiente para entender que ninguém quer mostrar o seio, somente estamos fazendo as manobras necessárias para que a amamentação de fato ocorra.

Outra coisa que deve ficar clara é, que, SIM, todos têm direito a uma opinião, seja ela qual for. Eu não me incomodo com as pessoas serem contrárias à amamentação em público ou à amamentação ou ao parto este/aquele ou à pena de morte ou a qualquer coisa. As pessoas podem e devem ter opiniões distintas sobre todos os assuntos. Entretanto, emitir uma opinião não significa ofender aquele que pensa/age de forma distinta do que se gostaria.

RESPEITO É BOM E TODO MUNDO GOSTA

O que significa a palavra respeito? O verbo “respeitar” vem do latim respectare e significa, originalmente, “tomar em consideração, preocupar-se com”. Por mais que tenhamos opiniões diversas, é bom que se leve em consideração, que haja uma preocupação com o outro – como ele pensa, age e, principalmente, como se sente com aquilo que eu digo.

Por isso, emitir opinião pode. O que não pode em relação à amamentação? Não pode, é totalmente desrespeitoso:

  • Pedir a uma mãe amamentando que saia de onde está para não incomodar as pessoas;
  • Bloquear uma foto do ato de amamentar para que as pessoas não fiquem “constrangidas” – cada um que bloqueie esta pessoa ou reclame com ela mesma;
  • Comparar o ato de ALIMENTAR uma criança publicamente com o ato de MASTURBAR-SE publicamente. Afinal de contas, cada um deles tem propósitos diferentes, por mais que possa haver um item em comum – o seio.
  • Ofender com comparações e analogias vulgares as mães que decidem, sim, amamentar seus filhos publicamente. Dizer que se sente incomodado com isso é válido, mas usar termos como “rocambole”, “buchiba”, “aquela teta”, “mãe que precisa de joelheira ao invés de sutiã” é simplesmente inaceitável e vai justamente contra o termo respeito, quer dizer, não leva em consideração o seu interlocutor…

O desrespeito é algo engraçado – os homens podem falar das outras mães desta forma. Agora imaginem se alguém falasse assim das mães deles? Porque sempre falar da mãe do outro é “legal”, mas falar da própria mãe é um absurdo… por quê?

MATERNAGEM ou MATERNIDADE

As pessoas não aceitam que se ofenda a própria mãe porque, em um grau maior ou menor, são capazes de reconhecer que pelo menos a sua mãe cuidou e se dedicou a elas quando pequenas. O que há entre uma mãe e seu filho é sagrado e há até um termo na psicologia que define isso: maternagem – “Relação calorosa e amiga com a mãe ou com aquela que a substitui” (tirada do Houaiss); essa relação ocorre, em especial, nos primeiros meses da criança e pode ser observada, principalmente, no ato de amamentação – ou de alimentação naquelas que usam da mamadeira.

Tudo isso não é para se colocar na posição de vítima. Ao contrário. É para tentar mostrar o quanto há de dedicação em ser mãe. Para os homens, nem sempre é possível visualizar este momento. Não conseguem perceber o que se passou com as suas mães e  o que se passa com suas esposas.

Para muitas mulheres, por exemplo, o ato de amamentar, logo que a criança nasce, pode ser muito difícil e doloroso – parece não haver dor maior no mundo do que dar de mamar quando há rachadura, pedras, ingurgitações. Ainda assim, as mães o fazem. Como se não bastasse a dor, a maioria das crianças mama a cada duas, três horas, demorando, em média, cerca de 30 minutos no peito. Então, tudo o que a mãe pretende fazer, deve ser feito em pouco tempo e que possa haver intervalos regulares. Acaba-se passando a maior parte do tempo em casa, fazendo tudo o que deve ser feito aos poucos, inclusive as coisas voltadas para si mesma. Dar conta de tudo o que há em uma casa, além de um bebê e ainda tentar lembrar de si mesma não é tarefa muito fácil.

Imagine, então, tamanha dedicação para sermos ridicularizadas por nossas escolhas? As pessoas não se dão conta de que são as mulheres que possibilitam a vida ser gerada. É lógico que sabemos da importância dos homens e de seu papel na concepção. Mas conceber é uma coisa, gerar é outra e vai muito além do útero.

PARA QUE SERVEM ESTES PEITOS?

É lógico que amamentar é um ato prazeroso e está ligado à sexualidade, como bem lembrou a Glau em seu post de hoje – aqui. Estar ligado à sexualidade não significa ser um ato sexual como pensam alguns homens. Os propósitos dos peitos, no momento da amamentação, são outros, não os de deixar excitado algum macho que esteja ao redor.

O homens ficam confusos ao verem o seio tratado de modo tão natural, tão prazeroso e que não esteja ligado ao sexo. Mas, sabe, que me perdoem aqueles que realmente fazem valer a pena a presença do sexo masculino, vamos parar pra pensar… Os maiores crimes sexuais são cometidos em grande, grande parte por homens. Perdoem-me, mas é verdade:

  • Tarados masturbando-se em público – nunca ouvi falar de uma mulher fazendo isso em público, mas já nos deparamos com alguns destes homens…
  • Agressão às mulheres. A Lei Maria da Penha não foi criada por causa do alto índice de mulheres que agridem seus maridos, mas pelo contrário: são homens covardes os agressores.
  • As propagandas com mulheres semi-nuas vendendo todo tipo de tranqueira são direcionadas aos homens e, como a gente sabe, além de impor um padrão de beleza absurdo, colocam-nos como se nossa – única – função fosse ser seu objeto sexual. O post do blog Chicória e Chicórinha fala exatamente disso, vale muito a pena ler aqui.
  • Estupro, pedofilia, pornografia infantil também são índices ligados aos homens e pouquíssimo a mulheres…

Então, sabe, quem é que tem problemas com a sexualidade? Quem é que não sabe lidar com o corpo – seja feminino ou masculino? Quem é que está atribuindo uma função distinta daquela que há no ato de amamentar? Quem é que está nos ofendendo? Tratem-se primeiro, depois venham discutir amamentação conosco!

ENFIM…

Não sou feminista radical, mesmo que fosse ou mesmo que não fosse, não importa, sou mulher e sou mãe. Por isso (tudo), eu digo basta a essa misogenia, a esse machismo absurdo, a essa falta de compreensão do ato de amor e de prazer que é a amamentação.

Eu digo basta a toda falta de respeito que existe em relação às mulheres.

Basta! Que haja respeito às nossas decisões.

Outros blogs que publicaram sobre o texto:

Amamentar e natural e sexual #basta – Blog Coisa de Mãe

Passou dos limites das Tetas de Fora – #BASTA – Blog Mammi Super Duper

Blogagem coletiva: Eu digo basta! E você? – Blog Lele (neneca)

Blogagem coletiva: Eu digo basta! E você? – Blog Dalaula

Blogagem coletiva: Eu digo basta! E você? – Blog Coisas Minhas

Blogagem coletiva: Eu digo basta! E você?
 – Blog Katralhas

Eu digo basta, e você? – Blog Uma mãe e muita coisa

Blogagem coletiva: Eu digo basta! E você? – Blog Aprendendo com Davi

A polêmica do mamaço… – Blog Bagagem de Mãe

Blogagem coletiva: Eu digo basta! – Blog Descobertas

Eu digo basta, e você? – Blog Todo Amor que Houver nessa Vida

Blogagem coletiva pela amamentação – Blog Histórias de cá pra lá, de mãe e filha e histórias de todo dia!!

Blogagem coletiva: Eu digo basta! E você? – Blog Mamãe do João Pietro

Basta – Blog O Mundo de Sofia

E, ainda, a amamentação – Blog Mãeterna

Maria vai com as outras mães – Blog da Diiirce

Falta de respeito não! BASTA – Blogagem Coletiva – Blog Lenita de Paula

A triste história do pai que amamentava – Blog Porque só quem usa sutiã 44 sabe da responsabilidade que tem

Nós também dizemos basta! – Blog Ellis Little Doll

Feministas também usam sutiã la perla – Blog Vinhos, viagens, uma vida em comum e dois bebês

Os remos e o relacionamento

Tenho uma amiga que sempre diz que as mulheres são aquelas que cuidam do relacionamento. Eu sempre sofro quando ela me diz isso, porque vivo descuidada e fico querendo muito mais namoro no meu casamento, esperando que isso parta do outro e não de mim.

Ontem à noite, reclamando com meus cá botões, pensava em escrever um texto sobre como para que um relacionamento vá para frente é necessário que as duas pessoas remem – se só um remar, o barco fica girando, não é mesmo? Eu já tinha até o começo do texto “Eu nunca entrei num barco ou segurei um remo, mas percebo, nos relacionamentos…”

Eu estava cansada, precisando de momentos só meus, com dores nas costas, sem banho, brava porque o marido havia prometido uma massagem e já dormia no sofá, enquanto um filho precisava de banho e cama e a outra – pra variar – queria mamar.

Mal-humorada, acordei o marido, pedi que ele cuidasse do mais velho e amamentei a pequena. Depois de alimentá-la, entreguei-a ao bem e fui tomar um banho. E foi lá que lembrei do que a amiga diz. Resolvi caprichar.

Saí do banho, passei creme hidratante, escovei os dentes e chamei o querido para cumprir sua promessa. É lógico que eu tinha segundas intenções. Ele veio com uma má vontade, coitado, querendo apenas cumprir o que havia prometido porque sabia o quanto eu estava cansada. Surpreendentemente – ou não – , deu certo. Ganhei uma massagem e namorei, matando dois coelhos com uma só cajadada…

É, amiga, você tinha razão. Eu podia ter passado a noite toda reclamando internamente – e, depois, aqui no blog. Entretanto, ao resolver fazer diferente, pude entender o que você diz. É bem verdade que ambos precisam remar juntos, mas o fato é que, algumas vezes – talvez muitas -, um dos dois precisa ser aquele motorzinho que faz o barco seguir adiante.

Entre os defeitos e a melhor qualidade do marido

Pode ser que nem todas as mulheres casadas, mas a maioria – e eu me incluo neste grupo – adora enumerar os defeitos do marido. Dependendo do foco dado, pode parecer ter sido um erro o casamento. Ele não faz isso, ele não faz aquilo, ele só faz isso, ele só faz aquilo. A mãe dele blábláblá, a irmã, o pai, o cachorro. Marido tem mesmo um monte de defeito. Mas a gente casa e escolhe continuar casada – meio sem explicação, mas #fato.

Eu sou bocuda que só eu mesma… já disse isso aqui antes, minha mãe sempre me disse também. Vira e mexe, reclamo do meu bem.

Nos últimos dias, na minha recuperação pós-parto, entretanto, aconteceu algo muito, muito legal. E eu, como deve agir um bom ser humano, devo reconhecer e dizer ao mundo como às vezes a gente fica prestando atenção nos defeitos e esquece as qualidades daqueles que nos acompanham.

A amamentação sempre foi importante para mim. Eu sofri um pouco no começo com o mais velho, sofri um bocado quando o leite secou e fiz questão de amamentar esta pequena rebenta que me chegou há quinze dias. Entretanto, eu não contava com o fator de que ela teria uma sucção beeeem mais forte que a do irmão e que, por isso, desceria muito mais leite e os meus bicos rachassem absurdamente mais. A conclusão é que faz 15 dias que amamentar, a cada 2, 3 horas, é uma sessão de tortura (tá, melhorou um pouco de domingo pra hoje). Conforme aquela boquinha linda em forma de coração vem chegando perto do meu mamilo, eu vou respirando fundo e me afastando. Nunca, mas nunca mesmo, senti tanta dor. Não é algo controlável, ela pega o peito, as lágrimas pulam do meu rosto e o grito simplesmente explode… Algumas vezes, isso é melhor, algumas, pior. No direito é mais fácil, no esquerdo, mais difícil.

Diferentemente de quando o Cauê nasceu – e aí vem o elogio -, meu marido se compadeceu da situação e a cada mamada, ele senta ao meu lado e me dá a mão para que eu a aperte o mais forte possível, se não, ele massageia meus pés enquanto eu choro. Se eu hesito em amamentá-la, ele está ali para me dar força e me apoiar, compartilhar a dor.

Maridos podem ter vários defeitos. Bebem, não bebem; transam, não transam; traem, não traem; ajudam, não ajudam. Mas a qualidade de estar ao seu lado no momento em que vc sente a maior dor da sua vida é algo essencial, vital. Se não fosse este homem, não sei se já não teria desistido, porque vê-lo ali, querendo sentir a dor que eu sinto, me dá mais vontade de tentar e tentar de novo, porque eu sei que, se eu fraquejar, ele não vai me julgar; porque eu sei que ele quer o melhor para mim e sabe o quanto a amamentação pra mim e, por isso, o quanto é importante ele estar ali.

Querido, marido amado, é por praxe que a gente reclama, perdoe-me, por favor. Mas gostaria de agradecer publicamente por tudo que vc tem feito nos últimos dias. Você é um ser humano único, especial, com um caráter inabalável e um coração gigantesco. Sou uma mulher grata ao universo por tê-lo encontrado e sou mais grata ainda por você me escolher para estar ao seu lado. Obrigada por tudo.

Por que precisamos dos pais?

É engraçado pensar sobre esta questão. A gente parece fundamentar o caráter de uma pessoa somente na mãe. Então, por que os pais são importantes?

Meu pai é um ser único. É especial, exigente, esquecido, excêntrico, muitas coisas com “e”, mas também é muito carinhoso, aberto ao diálogo, espiritualizado. Sei que trocou nossas fraldas, deu banho, mamadeira. Quando ele e minha mãe se separaram, meu pai não usou a situação para se afastar e fingir que não existíamos. Ao contrário, estava sempre presente, mesmo estando distante. Ele sabe o quanto eu o amo, mesmo tendo dado muuuito trabalho.

Pai, desculpe-me, eu te desejo Feliz Dia dos Pais, mas hoje quero escrever para o meu marido…

Meu querido marido não estava preparado para ser pai. Levou um susto, perdeu o rumo, ficou perdido. Todos ao seu redor achavam que ele não daria conta. Ele, apesar dos 28 anos, era um moleque. Não tinha grandes responsabilidades, não pensava em casar-se, muito menos em ter filhos. Ele queria curtir a vida!!

Ao contrário do que todos acreditavam, quando o Cauê nasceu, ele chamou para si tudo e mais um pouco do que lhe era designado. Trocava fraldas, levantava de madrugada, fazia dormir, era compreensível com a mamãe nervosa. Assim, do “nada”, tornou-se pai.

Tão pai que é, tão amoroso e cuidadoso, muitas vezes exagera na super proteção. Não sou eu quem tenta amenizar a dureza. É ele quem tenta tornar-me um pouco mais flexível. Meu marido é aquele tipo “paizão”: bom, bonzinho, doce, “pode quase-tudo”. Vê-lo ser este pai que senta no chão, que brinca, que corre atrás, que se esconde; vê-lo tornar-se cada vez mais consciente de seu papel, mais maduro, responsável é algo que faz com que me orgulhe de ter dito “sim”.

É muito óbvio do quão importante sou para meu filho. Entretanto, vejo como o papel do pai é fundamental para fazer do nosso filho uma criança tão feliz. O Igor é a alegria da nossa casa, ele nos põe para cima, nos faz rir, dá energia a todos nós. Sem o pai, talvez meu filho fosse somente um garotinho mal-humoradinho como a mãe. Talvez ele fosse mais silencioso, menos agitado. Talvez ele não fosse tããããoooo doce quanto é. Porque sei das minhas limitações e sei o quanto meu marido é capaz de superá-las.

Passados três anos do nascimento do Cauê e três Dias dos Pais, este ano, Deus lhe presenteou com algo que ele merece muito: outro filho. Digo: estas crianças são muito sortudas em tê-lo como pai. Pois sei o quanto é difícil encontrar homens que amem seus rebentos mais do que a si mesmos, homens que são capazes de renunciar muito por suas crianças.

Amor, Feliz Dia dos Pais. Sei como, para você, essa não é somente uma celebração qualquer. É como um troféu que você pode mostrar a todos de como você foi e é capaz de ser este pai maravilhoso. Obrigada por mim, obrigada por nossos filhos. Te amo.

Os contos de fada e a nossa realidade

Passei muitos anos sonhando com os contos de fada. Eles pareciam nortear meus sonhos, minhas emoções. Depois de muita terapia e choque de realidade, descobri que minha vida assemelha-se muito mais aos filmes Shrek e Os Incríveis. Ao contrário do que imaginava, alegro-me com a comparação.

Homens (boa parte deles) são como o Shrek e, nós, como a princesa Fiona: passamos um tempão isoladas da realidade, achando que seremos encontradas por um príncipe que, quando aparece, é um ogro. De amor por quem nos resgatou para ódio por sua “aparência” é questão de minutos, entretanto muito tempo se passa até nos darmos conta de que nós, também, somos “ogras”.

Por meu marido ser o jeito que é, apesar de muuuito especial, ogro, digo que sou uma Sofia grande, ou seja, Sofiona (ou Sou Fiona). Deixar de lado a aparência de princesa e passar a aceitar que não somos tão perfeitos não é algo muito fácil, mas valeu a pena topar viver no pântano da realidade… hehehe

Tudo bem. Casamos com os “ogros”, ainda assim, continuamos a achar que nosso casamento será sempre “felizes para sempre”. O outro filme que citei para melhor ilustrar esse ponto é “Os Incríveis”. A crise no trabalho, no casamento, as brigas, mesmo sendo super heróis, é demais. Acho que a cena que mais gosto (e mais me vejo) é a da família no caminhão-foguete, tentando salvar a cidade e discutindo qual é o melhor caminho para chegar ao destino… (quem nunca discutiu com o marido teimoso sobre o melhor caminho?).

Proponho uma discussão, para esse blog não ficar tão chato… Afinal de contas, Buteco é lugar de conversas, trocas, não de monólogo, não é mesmo?

O que vocês, mulheres, acham sobre esse assunto: contos de fadas, mundo heróico e realidade?

Beijos a todas

O cabelo, a idade e a diferença entre charme e desleixo

Uma constatação:

Os homens grisalhos são charmosos. Mulheres grisalhas são desleixadas.

Ainda não sei o quanto disso é justo ou não, se é algo imposto por nós mesmas, pelos homens ou pela sociedade. Nem sei se realmente é “imposto”.

Mesmo com essas constatações, prefiro ser uma mulher com um “leve desleixo charmoso” (já que eu não consigo frequentar salões mensalmente).

Quando nós desistimos de mudá-los

Outro dia estava conversando com uma amiga e ela me contava como seu namorado havia mudado. Passamos a conversar sobre a transformação dos homens e isso me deu uma ideia de um post: é impressionante como os homens mudam quando nós desistimos de mudá-los.

O início

No começo do namoro, é tudo lindo. Romantismo, paixão, muito sexo, passeios. Com os meses (e os anos), a relação esfria e o casal tem a oportunidade de conhecer o outro como realmente é. Isso sempre traz à tona o mesmo tema: ele/ela tem um monte de defeitos que poderiam mudar.

Passamos meses (ou anos, ou a vida toda) tentando mudar o outro. Eu sou expert em tentar mudar namorados. Eu tentei sem sucesso mudar todos eles. Lógico que não deu certo. Como não dá certo, fazemos uma enorme lista das características inaceitáveis do próximo namorado. Mas isso também falha, lá estamos nós, novamente, no ciclo da vida…

A questão parece ser: por que não conseguimos mudar o outro? Choramos pitangas para as amigas, reclamamos, discutimos a relação com eles por horas a fio, brigamos… e não chegamos a lugar algum. “Por quê, Meu Deus, por quê?” nos perguntamos, inconformadas… Fazemos tudo por eles, somos compreensivas, mudamos nosso jeito para que a relação flua, abrimos mão de tantas coisas por eles… “Por que, Meu Deus, eles não podem fazer o mesmo por nós?” Oh, como somos ótimas no papel de vítimas.

Aceitação

A realidade parece ser bem mais densa… ou inaceitável para muitos. A verdadeira questão é: “Por que não podemos aceitar o outro do jeito que ele é?” Simplesmente entender as dificuldades alheias, as manias, os defeitos, pensando que, sim, nós também temos tudo isso. Talvez seja mais fácil para os homens porque eles parecem nos aceitar muito mais que nós os aceitamos. E não é conformismo. É compreensão. Não adianta querer que o outro mude. Nós, honestamente, não mudamos – apenas nos adaptamos (porque, se realmente tivéssemos mudado, não reclamaríamos tanto).

Qualquer relação exige entrega. Entende-se por entrega não a anulação do que é individual, mas um coração livre para aceitar a realidade. Patinamos demais porque, não importa quantos relacionamentos tivermos, sempre haverá defeitos para serem apontados. Ao nos entregarmos, passamos a aceitar que o outro é um ser humano como nós e, por isso, ele tem tanto direito de errar quanto nós. “Quando nós aceitamos nossas limitações, passamos a aceitar a dos outros”, dizia meu terapeuta.

Mudança

Tudo isso não significa que, nas relações, devemos aceitar tudo e relevar tudo. Pelo contrário. Como não existe mais a tensão envolvida nas discussões sobre mudanças, o outro passa a ter tempo (e “cabeça”) para pensar sobre aquilo que incomoda; nós passamos a ter uma postura mais motivacional sobre ambos crescerem individualmente; as críticas deixam de ser ácidas e passam a ser construtivas. A relação deixa de ser local de “transfêrencias internas” e passa a ser local de troca. E não há nada melhor do que muita troca, não é?

Se temos espaço para pensar, surge, também, espaço para mudar. As transformações ocorrem naturalmente. Não adianta chegar no casulo da borboleta e ficar gritando “Tá vendo como você é lenta? Vai, vai logo, vira logo borboleta”. Ela tem o tempo dela, assim como as flores, os ovos, a gestação e, inacreditavelmente, o ser humano. Respeitar o tempo de transformação do outro é um ato de extremo amor, desligado da paixão furiosa e egoísta. Amor que desejamos para nós mesmas… por que não oferecer para o outro? (mamãe sempre nos dizia isso, né?)

Assim como nas sementes (piegas esse exemplo, eu sei), toda transformação vem de dentro para fora. A planta só brota de dentro da semente para fora da terra. Não existe meios de fazer o contrário. Na verdade, toda mudança é como uma luz interna que se acende de repente e dá a possibilidade de enxergar algo que antes não era visível. Se o outro (ou nós mesmos) não enxergamos, não adianta ficar dizendo que há isso ou aquilo. A consciência ilumina no momento dela – quando ilumina.

Então, melhor do que brigar com a semente por ela não brotar logo, é aproveitar o momento para regá-la, colocá-la perto da luz, deixar a terra bem fértil e sem pragas… Quem sabe a danada não brota?

Alguns Exemplos

Quer alguns exemplos – além dos seus e das suas amigas?

Tive vários namorados com diversos vícios – pergunta se algum deles os deixou por minha causa? Aliás, acho que são viciados até hoje… Exemplo básico.

Na faculdade, tive uma amiga que não aguentava mais o namorado chato (dizia ela). Encontrou um fofo, apaixonou-se, terminou com o outro para ficar com o “grande amor da sua vida”. O que ela descobriu? Homem = padrão. O lindo que não tinha defeitos mostrou ter tantas dificuldades quanto o anterior… percebeu que preferia os defeitos do anterior. Por sorte, estávamos ainda na nossa belle époque e ela conseguiu encontrar-se e encontrar alguém.

A gente sempre acha que o que vivemos é o melhor exemplo. Tudo bem. Para variar, esse é com meu marido querido. Eu já estava cansada do jeito dele, do quanto bebia e etc. Fiquei muito brava, subi nas tamancas, disse que era para ele escolher entre eu e a cerveja. Ele disse que não pararia de beber por minha causa. Enlouqueci. No outro dia, arrumei todas as coisas dele e coloquei as malas na porta. Ele levou um susto e eu achei que estava “ganhando”. Para variar, estava errada.

Passamos horas e horas discutindo. Por que não parar de beber, por que não deveríamos ficar juntos, como éramos diferentes, nunca conseguiríamos viver em paz, como eu estava cansada… blá, blá, blá. Eram duas horas da manhã (conversávamos desde as nove) e estávamos rindo, rindo muito. Para cada argumento que eu dava, meu marido o transformava em uma piada – sem me desrespeitar, mas me mostrando o quão absurdo era o que eu falava. E me disse: “Querida, são duas da manhã e estamos rindo ao discutir a relação. Você acha mesmo que uma relação assim tem que acabar?”

Nossa… realmente. O que eu estava priorizando? O que eu queria com um relacionamento? Por que, ao invés de atacar, eu não poderia apoiar? A partir dali, decidi aceitá-lo. Tudo ficou um pouco mais fácil porque, aos poucos e naturamente, ele foi mudando e eu também… Não significa que nossa relação é linda e nós nunca brigamos. Apenas acho que parei de me lamentar tanto e isso gera um alívio no espírito.

O benefício do dom da paciência

Para encerrar com um pouco de humor, acho que devemos nos atentar a algo. Já reparou como os ex-namorados possuem a capacidade de ser diferentes com a namorada pós-você?

Sabe por quê? Você passou anos cuidando, tentando, falando, etc. Fez todo o trabalho pesado. Quando cansou, sem perceber que a mudança já estava a caminho, terminou. E entregou o “bonito” de bandeja para a outra já transformado.

Muitas vezes, o dom da paciência nos traz benefícios…

Dia dos namorados: vontade x comodismo

Sábado foi um péssimo dia… Estava muito frio por aqui, eu com TPM, gastrite, mau-humor. Passei o dia assim, sem fazer muita coisa, escondida debaixo das cobertas.

À noite, meu marido dormiu cedo porque estava cansado. Afinal de contas, ele passou o dia brincando com o pequeno…

Era um sábado/Dia dos Namorados falido. Fiquei muito brava comigo mesma… Eu tinha ganho uma bela lingerie, eram dez horas da noite e nada parecia acontecer… Culpa um pouco minha: desleixo por não querer me depilar no frio (hahaha), por passar o dia de pijama, por não entender o recado do marido.

Chega de culpa, né? Percebi que quem decidia se fica sofrendo sou eu mesma e eu não estava afim do papel de vítima (ai, que vida sofrida). Levantei, tomei um belo de um banho, com direito a depilação, hidratante, muito perfume. Enchi o quarto de velas. Abri um vinho. Coloquei Ella Fritzgerald para tocar.

– Amor, acorda, veja se a lingerie ficou boa…

– Ai, que susto!

– Por quê?

–  Acordei, vi as velas e pensei que tinha morrido!

(Não preciso contar o final exato, mas dá para dizer que adoramos nosso Dia dos Namorados)

A paixão e os vários “príncipes encantados”

Ideal

Desde pequena sempre fui daquelas meninas que se apaixonavam fácil e loucamente e achavam que aquele era o homem da minha vida. Passava horas da noite imaginando como teríamos momentos lindos e mágicos, sempre como num filme romântico. Eu procurava as coincidências, os fatos que tornavam aquela história única. O problema é que sempre terminavam em um gênero diferente: comédia ou drama…

Eu tenho um enorme histórico de paixões e bafões memoráveis… Minhas amigas com certeza se lembrarão, rindo destas histórias…

Minha primeira paixão foi aos 8 anos… também foi meu primeiro fora! Fabinho era o filho da melhor amiga da minha mãe. Trocamos cartinhas algumas vezes, eu dizia que ele era meu namorado. Quando fomos acampar juntos, passei o que parecia uma foto do futuro: diante de seus amigos, ele disse para mim que jamais namoraria uma menina tão feia e boba… Ai, ai…

Na 4a série, eu gostava de um garoto da minha sala. Após meses me contendo, resolvi escrever uma carta, mas decidi não entregá-la. Como toda menina que tem uma ótima “amiga”, em um momento de distração, ela pegou a carta e entregou-a ao felizardo. Morrendo de vergonha, corri para o banheiro e lá passei umas boas horas chorando. Quando finalmente resolvi sair, a sala toda estava no pátio, na aula de E. Física, e, ao me ver, começaram a rir e a tirar sarro, pois o infeliz havia lido minha declaração para eles. Sorte, não?

Alguns anos depois, quando achei que daria o primeiro beijo, o malvado garoto saiu dizendo que eu havia mordido sua boca e não sabia beijar…. anos e anos de tiração de sarro…

Ao dar meu primeiro beijo de verdade, passei anos com uma paixão platônica – sabe aqueles meninos que são parente do parente e que só vemos em raras ocasiões? Então, eu passava todo esse tempo sonhando em como ele era especial e nós seríamos eternamente felizes. Depois que nos beijamos, além da demonstração dele de querer algo um pouco mais “forte” do que beijos para minha idade, ele fez o mesmo que os outros – tirou sarro de mim, me ignorou e coisas dos tipo.

Há outros meios de acabar com uma paixão. Na 8a série, apaixonei-me por um menino da sala. Admirava-o, achava-o lindo, etc. Em uma brinca (brincadeira – festinha daquela época para dançarmos), nós finalmente ficamos. Quando ele começou a me beijar, a paixão foi embora junto com a enorme língua que tentava alcançar o fim da minha garganta.

Pouco tempo depois, comecei a namorar e gostei de ter essas relações mais duradouras. Tive vários namoros longos, todos muito cheio de confusões e sonhos de matrimônios perfeitos. Mas as histórias das grandes paixões, consequentemente dos grandes foras, foram entre esses namoros.

Aos 16, em uma fase bem alternativa, “casei-me” sob as estrelas (e depois levei um fora sob o telefone), encontrei um príncipe (não virou sapo, mas foi embora no cavalo branco), conquistadores baratos tocavam violão, davam flores e depois as namoradas (que juravam não ter) vinham querer me bater na porta de casa…

Quando fui à Índia pela primeira vez, conheci um argentino que me deixou meses e meses perdidamente apaixonada. Tínhamos a mesma idade, estávamos naquele lugar incrível, tínhamos gostos parecidos. Passamos dias conversando e, quando parti, passei meses sonhando com o dia em que iria até Buenos Aires, esperando-o na frente de sua casa para surpreendê-lo e viver feliz para sempre… Ô, dó… Nunca mais nos falamos, além de uma ou duas cartas naquele mesmo mês…

No terceiro colegial, gostava de um menino muito fofo que não estudava na mesma escola. Passamos a ficar, mas nunca assumimos um namoro. Eu era completamente apaixonada e ele parecia ser também, mas era um moleque fazendo graça para os amigos. O engraçado dessa história ocorreu em um dia em que resolvi visitá-lo em sua escola. Como era um estilo de cursinho, na hora do intervalo, todos os alunos iam para a rua. Eu o vi encostado no muro, atravessei a rua com o olhar sexy… quando cheguei na calçada e comecei a falar um “oi” sensual, fui atropelada pelo carrinho de pipoca… Imaginem… a escola inteira rindo de mim, os amigos dele passando mal. Eu e ele sem saber o que fazer…

Fui eu que terminei quase todos meu namoros. Caras complicados, coisas do tipo. O único que terminou comigo foi uma dessas paixões que eu encontrava todas as características para uma linda história de amor. Eu me arrastava pelo filósofo, vendo nele um ídolo, uma admiração. Namoramos duas vezes, com intervalo de cinco ou seis anos entre um namoro e outro. Como se não bastasse a primeira vez que ele terminou, cantando “Trocando em Miúdos”, foi ele que terminou também da segunda vez. O único homem que terminou comigo, o fez duas vezes… Foi bom porque, depois da última vez, fiquei como que vacinada e desisti de encontrar “o homem da minha vida”.

Quando eu conheci meu marido, também me apaixonei por ele. Mas como estava cansada de foras e decepções, repetia para mim mesma o tempo todo “Estou apaixonada, mas não é ele…”

Sempre perguntei à minha mãe como é que sabíamos se aquele seria ou não o homem com o qual vamos nos casar. E ela sempre me disse: “Nós não sabemos, é sempre com quem a gente menos imagina”. Na verdade, não dá para saber quais são as características exatas, principalmente porque há uma mistura entre sonho e realidade. Há uma busca incansável por uma história perfeita, momentos mágicos.

A diferença é que, quando amadurecemos, percebemos que temos que nos apegar ao que é possível, procurar por pessoas reais, aceitar o outro. Na verdade, há uma compreensão da rotina como uma oportunidade de viver coisas belas. As “histórias de amor” na qual nos apegamos duram o tempo necessário para que não possamos enxergar a realidade. A realidade é que homens e mulheres são, de modo geral, muito parecidos. Precisamos apenas decidir quais defeitos somos capazes de superar e quais são as qualidades que conseguimos enxergar em detalhes passados desapercebidos.

Ao descobrir a gravidez e passar a conviver melhor, a paixão sentida por meu marido diminuiu muito. Até chegar ao altar, precisei superar um monte de ideais que nunca se concretizariam. Ali, no momento do sim, e no dia-a-dia, passei a viver, finalmente, uma história de amor, mas real e cheia de desafios a serem superados.

Temos o costume de dizer que “fulano é o amor da minha vida”, mas ainda não chegamos ao fim da vida para afirmar tal coisa. Afinal de contas, não sabemos o que o futuro nos reserva. O que podemos dizer é que tal pessoa é, com certeza, a mais importante até hoje e que, muito do que aprendi, foi graças à ela, muito do que me faz feliz é estar ao seu lado.

Detalhe: amo jazz antigo, sempre disse para mim mesma que me casaria com o homem que dançasse uma música dessas comigo. Na noite em que fiquei pela primeira vez com meu marido, ao chegarmos em casa, ele veio até o computador, escolheu uma dessas músicas e me puxou para dançarmos…