Festa de aniversário: Piquenique da Chapeuzinho Vermelho

Quem me acompanha há algum tempo, sabe que eu gosto de festas de aniversário feitas em casa, com tudo simples e divertido para as crianças, aqui tem uma festa de pirata e aqui, uma de Balão de Arco-íris. Também sabe que sou um pouco exagerada ou controladora demais e gosto de preparar cada detalhe da festa.

Esse ano, resolvi fazer algo diferente no aniversário de 2 anos de minha pequena: um piquenique! Primeiro, porque fui uma vez a um parque e fiquei encantada com um pessoal fazendo uma festa por lá; segundo, porque estávamos de mudança e na semana seguinte, viajaríamos, então, quanto mais simples e mais prático, melhor.

Sinceramente? Foi a melhor festa que já fiz… foi muito, muito legal! Dá trabalho? Dá, principalmente para deslocar todas as coisas até o lugar do piquenique. Você não tem a vantagem do buffet ou dos garçons para servir as pessoas. Mas, sinceramente, é tão mais livre, mais informal, menos consumista, muito mais barata e bem mais alegre… as crianças brincando, correndo, todos comendo à vontade em cima daquela toalha xadrez… Foi a festa em que eu mais relaxei e pude curtir com os pequenos – porque, em todas as outras, eu ficava preocupada em servir as pessoas, em ver se havia suco na jarra, cerveja gelada, comida nos pratos, sem conseguir sentar.

Infelizmente, a maioria do pessoal da sala da minha pequena não foi. Como também era a festa de despedida da nossa família, pudemos contar com amigos muito especiais (mas sobrou muita, mas muita comida, porque vários tinham garantido que iam).

Escolhemos um parque em que a área para piquenique ficava ao lado do parquinho – o que facilitou muito, assim não precisávamos ficar nos deslocando no parque para ver os pequenos brincando. Marcamos para as 10 horas da manhã, um horário que, eu sei, pode ser difícil para as crianças dessa idade, mas que imaginei poder ser um “brunch”, mais cedo seria cruel, mais tarde não teríamos muito tempo, porque o parque fecha às 17h.

Outra coisa que gostei é que não teve bebida alcoólica, pois seu consumo é proibido nesse parque. Tudo bem, todas as nossas festas anteriores tinham (a meu contragosto), mas é que acho que festa de criança é para elas e não para os adultos. A cerveja, além de encarecer muito, parece fazer com que os adultos se divirtam em função da bebida e não da festa – ou das crianças – em si. Sei lá…

Tá bom. Chega de blá, blá, blá e vamos às fotchinhas…

Convites

Fiz os convitinhos com papel de scrap. Passei dias bolando, tendo ideias, montei todos. Terminei. Olhei e perguntei: “Gentemmm, cadê a Chapeuzinho?”. Ela foi pra dentro do convite, oras! Surpresa! 😉

Meu filho ajudou a fazer os convites da sala dele: recortou menininhas, colou as florzinhas, colou adesivos… e as crianças adoraram a ideia (do Cauê) da cesta abrir e ter um docinho dentro!

Os convitinhos

Bolo

Não existe “mesa do bolo” em um piquenique, né?, mas improvisei algo do tipo em uma das mesinhas do lugar. Para o bolo, usei a receita do ano passado de chocolate – que não tem como errar – e cobri com a pasta americana. Mas preciso confessar algo: não sei trabalhar com pasta americana. Esta, foi minha segunda erro tentativa. Meu plano era trançar o branco com verde para imitar uma toalha de piquenique. A realidade: quando terminei de fazer a bela toalha e fui colocá-la em cima do bolo, tudo se desmanchou e ficou horrível. Fiquei irritada, amassei tudo junto e transformei na grama do piquenique. Ó, senhor, como esconder esse bolo horroroso? Ah, Sofia, (disse eu para eu mesma) pega aquela sobra de tecido xadrez, faz um mini-bolo e coloca a boneca da Chapeuzinho em cima! Voilà!

 

Decoração do bolo e da mesa do bolo

Chapeuzinho Vermelho

Como a Catarina a-ma a Chapeuzinho Vermelho – e foi por isso que escolhemos esse tema – pensei que ela gostaria de uma fantasia. Costurei uma capa e uma saia especialmente para ela. Ficaram lindas, modéstia à parte; mas, como filho é um ser que serve para contrariar a mãe, ela não pôs a capa e ficou pouco tempo com a saia…

 

Roupinha da Chapeuzinho.

Cestinhas

Para entregar para as crianças, quis fazer uma cestinha que misturasse a ideia do piquenique com a Chapeuzinho, então, fiz uma cesta cheia de doces da vovozinha, com pé-de-moleque, bananinha, paçoca e coisas assim. Amei fazer as cestas!!! Foi o meu Peter Pan que as distribuiu na festa (vocês viram que esse piquenique estava cheio de personagens, né?).

 

Meu Peter Pan entregando as cestinhas que a Chapeuzinho levou para a vovózinha…

 

Lembrancinhas

Eu tentei fazer pequenos rostinho de chapeuzinho para entregar de lembrancinha, mas não deu tempo de eu terminar tudo, já que, como contei, eu estava preparando a mudança também!!!

 

As lembrancinhas que não foram… 😦

 

Mais cenas do piquenique!

Todo o ambiente do piquenique.

As brincadeiras

O momento do parabéns!

 

Espero que tenham gostado da festa tanto quanto nós!!! Se precisarem de qualquer dica ou ajuda, me escrevam.

Da dificuldade em encontrar uma escola

Passei as últimas semanas procurando escola para minhas crianças. Que coisa, viu?!

Como eu já escrevi aqui, em “Como escolho a escola dos meus filhos”, sou muito exigente.

Mudamos de cidade recentemente, tinha a expectativa de colocá-los em uma Waldorf daqui, mas não há vaga para nenhum dos dois pequenos. Depois que saiu a resposta de que eles não a frequentariam, passei um tempo enrolando para começar a procura – estava com preguiça de visitar dezenas de escolas que – eu já sabia – não ia gostar.

Dito e feito. Quando fui conhecer as escolas do bairro, comecei a sofrer. Muito pequenas, muito cheias de concreto. Propostas pedagógicas não muito claras, crianças sentadas assistindo aos Backyardigans, lanches com guloseimas “inocentes” (como biscoitos), músicas nada enriquecedoras. Apostilas para crianças de 5 anos, salas escuras, escolas “higienistas” demais. Escolas perfeitas, com mensalidades de R$3.400,00 (já sei onde os ricos estudam).

Nenhuma me deixava tranquila. Nenhuma fazia eu me sentir segura. Como eu precisava decidir logo, fiquei pensando se eu matriculava-os na “menos pior” ou se continuava minha busca. Depois de mais uma manhã frustrada, resolvi deitar e meditar um pouco. Decidi seguir minha intuição e continuar a busca. E aí, eu encontrei uma que atende às minhas expectativas: muito, muito verde, muita terra, muita areia, muitos bichos, arte livre, proposta coerente, sem “dia do brinquedo”, sem festa de aniversário consumista, uma mensalidade que cabe nos nossos bolsos. Matriculei os pequenos e fiquei tranquila. As crianças adoraram e já começaram a ir.

Ontem, conversava com uma amiga que está passando exatamente por isso. Ela é pedagoga e está em busca da escola do seu único filho de 2 anos. Assim como eu, ela não está satisfeita com nada do que viu, mas acabou desistindo e o matriculou na “menos pior”. Incomodada, ela me falava de como não está segura da decisão que tomou.

Acho que a escolha da escola é algo muito, muito importante. Não só para os filhos, mas, principalmente, para os pais. Se a escola não for uma extensão da casa, a convivência, a troca será muito difícil.

Os primeiros dias dos nossos filhos na escola são, particularmente, os mais complicados. As crianças, geralmente, tiram de letra. Enquanto isso, na sala reservada aos pais da adaptação, pais e mães sofrem e choram com esse corte do cordão umbilical. Você finalmente decidiu confiar a outrem os cuidados de seu pequeno. Se não for alguém que segue o seu estilo de maternar, esse processo vai doer ainda mais, porque, mesmo que seja a pessoa mais “ideal” do mundo, a gente sempre fica com o coração na mão ao ver os pequenos tão distantes de nós. Se não estamos tranquilas, não há como passar esse sentimento para os filhos.

Por isso, acredito que seja tão importante encontrarmos um lugar que nos faz sentir tranquilos e confiantes. Como disse no texto citado lá em cima, temos que fazer muitas, muitas perguntas. Temos que olhar toda a escola. É bom que vejamos como a escola funciona quando há alunos. E é bom lembrar que, por mais bacana que seja, nenhuma escola será ideal, atenderá a todas as nossas expectativas. Acho que fazer uma lista do que não é aceitável e do que é negociável nos ajuda a não nos perder.

Sabe, por fim, fiquei muito feliz por ter seguido minha intuição. Vi as crianças felizes e me senti segura.

O dragão nosso de cada dia

Resolvemos comprar um lindo cachorrinho. Ou melhor, cachorrinha. Mas essa história começou muito antes de tomarmos essa decisão.

Meu filho mais velho, com praticamente 6 anos, se interessou pela história de São Jorge, assistindo ao Sítio do Pica Pau Amarelo e escutando a música do Seu Jorge. Expliquei para ele a lenda e, principalmente, o significado: todos os dias enfrentamos um dragão. Com isso, passamos a nos perguntar, à noite, antes de dormir, qual tinha sido o dragão que enfrentamos naquele dia: dividir brinquedos com a irmã, lavar a louça, machucar o dedinho, levantar cedo, ter paciência, etc.

Eu não sou muito fã de cachorro, sou mais adepta aos gatos. Ainda assim, brinco, faço carinho, respeito-o quando encontro um e sempre incentivei isso nos meus filhos. Mas meu filho desenvolveu um verdadeiro pavor aos cães: morre de medo, tanto que nem pôr a mão em filhote ele conseguia. Já faz tempo que isso me incomoda, principalmente, quando ele dizia  a alguém “não gosto de cachorros”. A solução que encontramos foi ter um cachorro.

A nossa LINDA e fofa bola de pelo, Lola

No princípio, ele não gostou da ideia. Aí mostrei foto de filhotinhos e tudo mudou: começou a curtir a ideia, passamos a visitar pet shops que tinham filhotes para que nos acostumássemos com a ideia e, três dias atrás, compramos uma pequena Shih Tzu, nomeada de Lola. Na loja, ele não queria pôr a mão. Em casa, pôs a mão, brincou, estava empolgadíssimo. Ontem, segundo dia, a coisa mudou. Ele voltou a ter medo, punha a mão, mas não estava cheio de amizades. Precisamos conversar.

Nesta conversa, falamos sobre os nossos medos, as nossas dificuldades, sobre como as enfrentamos, sobre coragem e covardia. Esse é o seu dragão, não do dia, mas acredito que da semana: enfrentar seu medo de cachorro.

A pequena Lola tem nos divertido e ensinado muito também. Uma pequena bola de pelo, fofa e deliciosa. (Peraí que vou lá limpar um xixi e já volto)

O que faltou explicar para meu pequeno guerreiro é que o dragão que eu mais enfrento todos os dias sou eu mesma, algo muito complexo para uma criança de 6 anos…

O ciúme. O ciúme?

Como é difícil digitar isso. Tenho ciúme dos meus filhos.

Não tenho ciúme dos amigos queridos e padrinhos abençoados que os amam demais e estão sempre conquistando-os. Não tenho ciúme do estranho que brinca com eles na rua. Também não tenho ciúme do meu marido brincalhão que os conquista só de abrir a porta.

Mas eu tenho. Só não tenho certeza se é ciúmes mesmo.

É um sentimento de posse, de proteção, como se eu quisesse afastá-los daqueles que os querem para si. Eu tenho ciúmes daqueles que, sutilmente, tentam manipulá-los, tentam fazer com que minhas crianças sejam deles.

Os filhos, as crianças não são nossas. E nem de ninguém. Elas são passarinhos no ninho, esperando para se jogar do alto. Me irrito com quem acha que filho é posse. É o espelho, porque, às vezes, quero-os só para mim, só meus, só minha educação, só meus valores. Um paradoxo difícil de manejar…

Ciúme? Posse? Proteção? Exagero?

Dramas de uma mãe sem os filhos

Eu sei que os pequenos irem antes vai ser importante. Eu sei que tenho que aproveitar esta semana sozinha. Mas, mesmo assim, não deixa de doer, eu não deixo de chorar, eu não deixo de ter aquele medo absurdo de nunca mais vê-los. É só uma pequena crise de pânico, é só um drama pequeno. Ainda assim, como dói pensar que vou ficar longe deles.

Tagarelices e o silêncio

Quando eu era pequena, minha mãe dizia que meus filhos demorariam a falar, porque eu não daria tempo a eles para isso. Imagina o quanto eu tagarelava…

Realmente, sempre fui tagarela, de falar pelos cotovelos. Mas não sei se foi a idade, a vida, os hormônios, os filhos. Fato é que aprendi a ficar mais em silêncio.

A praga da minha mãe, graça ao bom lord, não pegou (\o/). Na verdade, algo curiosamente contrário aconteceu. Não sou uma mãe que passa o tempo todo falando com os filhos. Sabe, aquelas que não dão sossego nem um minuto à criança? Então, não sou assim. Como boa mãe, o que sentia em relação a isso, adivinha?!, era culpa. “Poxa, que tipo de mãe eu sou que, ao dirigir – por exemplo -, não fico conversando com meus filhos?”

Daí que, ontem, enquanto levava as crianças para a escola, mergulhados todos naquele silêncio, me dei conta de que eu realmente não preciso me sentir culpada por isso. Gente, olha o que estou ensinando a eles – o poder de, às vezes, ficar em silêncio! E se isso pode parecer estranho, às vezes, acho que o que tem faltado mesmo nesse mundo tão moderno, tão movimentado, é um pouco de quietude. Um pouco de oportunidade de ficarmos conosco mesmo.

Primeiro Amor

Depois que meu filho ganhou o jogo de vídeo-game de Harry Potter Lego, ele decidiu que queria ser, sempre, a personagem Hermione. Achei estranho, questionei se ele queria ser o Harry – porque, geralmente, todos querem ser o Harry – e, respondendo que não, resolvi não dizer mais nada. Fiquei pensando que se nós, meninas, às vezes brincávamos que éramos uma personagem masculina, por que ele não poderia ser uma personagem feminina? Não acho que tenha nada a ver com uma questão de orientação sexual (e, se tivesse, isso também não seria um problema). Por isso, não levantei mais questões sobre o assunto.

Minha primeira norinha?

Passados alguns dias, o pequeno quis assistir novamente aos primeiros filmes de Harry Potter. Ontem, logo após o término, sentou e começou a chorar. Eu me espantei e perguntei o que acontecia. Ele estava furioso porque já não lembrava mais da voz da personagem Hermione e me implorava para que eu permitisse que ele assistisse – de novo – só mais um trechinho em que ela falava. Depois dos primeiros minutos de tentativa de entender o que acontecia e de não permitir ficar grudado na TV a manhã toda, percebi: ele está apaixonado! Não este amor cheio de sexualidade e sensualidade do mundo adulto. Mas o amor inocente e delicioso da infância.

De verdade, fiquei surpresa, porque não esperava que isso acontecesse tão cedo. De verdade, fiquei emocionada, porque é lindo ver como amam as crianças. Escutá-lo dizer que quer sonhar com ela, que gosta muito da pequena feiticeira, me fez suspirar junto com ele. Não dei corda, mas também não o critiquei. Será que o mundo ganhou mais um apaixonado? Tomara, porque há tanta doçura neste pequeno rapaz que há de ter sorte quem o encontrar…

Filhos na escola – ou o início de um novo ciclo

Faz tempo que eu espero o momento de pôr minha caçula na escola. Ela, com 1 ano e 4 meses, também demonstrava tédio em casa e animação entre pequenos iguais.

Ontem, foi o primeiro dia da adaptação. Dia fácil, fiquei lá todo o tempo. Além disso, ela se foi com a professora sem ao menos olhar para trás. Simples assim, mamãe.

Hoje, deixei a pequena junto com o irmão mais velho. Vai ficar 3 horas sem a mamãe. Voltando para casa, ao invés do alívio que eu imaginava, veio um aperto no peito. Eu não entendi, já que era algo que eu queria tanto. Meu coração, junto com aquelas duas figurinhas, ficou na escola.

Começou um novo ciclo em nossas vidas.

Festa feita em casa – Piratas

Quando meu filho mais velho me viu preparando todas as coisas para a festa de arco-íris da irmã, aqui, ele ficou doido. Me perguntou várias vezes se eu faria o mesmo para o aniversário dele. Um dia, ele recebeu um convitinho para uma festa de um amigo da escola que tinha um mapa de como chegar. Pronto! Ele queria que o convite dele também tivesse um mapa. Daí, surgiu a ideia de fazermos uma festa de piratas. Mas o orçamento tá curto, a vida não está lá muito barata… Resolvi, então, que eu faria uma festa com tudo o que eu tivesse em casa, compraria o menor número de coisas possíveis e faria da decoração ao bolo…

Preciso dizer algumas coisas, antes de mostrar tudo o que fiz. Primeiro, como disse minha irmã, sou praticamente um armarinho, de tantas coisas que comprei ao longo dos últimos anos. Tenho muitas coisas guardadas – seja de festas, seja de artesanato ou papelaria. Segundo, sou megalomaníaca. Não sei fazer duas coisas e dizer “tá ótimo”… vou tendo ideias e querendo colocá-las em prática… Outro ponto é que preciso pôr na ponta do lápis para saber se realmente saiu mais barato do que alugar um salão com uma festa pronta – vou ser honesta com os gastos que tive e, talvez, vocês possam me dar um feedback sobre quanto se gasta por aí em festas.

Para a festa, convidamos 15 adultos, sendo que 4 tem filhos na mesma idade que o meu, e os 14 amiguinhos da escola. Como ele está fazendo 5 anos, também vêm os pais. Então, calculamos uma festa para 40 adultos e 20 crianças.

Decidi servir pipoca, cachorro-quente e tortinha de liquidificador em forminhas de cupcake. Para os doces, beijinhos, brigadeiros, pirulitos, guloseimas (aquelas bem porcarias que não deveríamos nem sonhar), cupcakes e bolo. Acabamos por servir também torradinhas com patês e espetinhos de queijo com tomatinho cereja.

Para decorar, procurei em vários sites inspiração. Achei várias coisas, mas, por incrível que pareça, esta não é uma festa muito popular. Encontrei várias coisinhas lindas para imprimir e muitas ideias legais. Separei-as todas aqui, no Pinterest.

Meu plano era que a festa fosse divertida para as crianças, então, tinha que ter muita brincadeira. Planejei um caça aos tesouros e caracterizei as crianças como piratas. Então, também fiz lencinhos, ganchos, espadas, tapa-olhos, bauzinhos, caveirinhas de feltro, caveirinhas de giz…

Não sei exatamente como organizar este post, porque gostaria de mostrar não só o que fiz, mas como fiz… Vamos lá… o post ficará gigantesco…

Convite – mapa do tesouro

Para fazer o convite, procurei uma imagem de mapa que eu gostasse, mas que também estivesse em um formato que não fosse Adobe, porque eu queria editá-lo com as informações da festa. Tirei daqui o mapa. Daí, imprimi em folha A4 comum, em impressora a laser. Depois, colori com lápis de cor comum. Daí, começou o processo de envelhecer o papel!

Para envelhecer o papel, você vai precisar de café passado morno e café em pó. Passe o papel no café morno, deixe-o por uns 20 segundos, mas tome cuidado na hora de virá-lo, porque ele rasga bem facilmente. Depois, jogue um pouco do café em pó, se quiser deixar manchas na folha. Estenda-o em um varal, ou em qualquer lugar que ventile, e está pronto. Aprendi a fazer o processo neste blog aqui.

Mapa/Convite do Tesouro

Bauzinhos

Para fazer os bauzinhos, depois de tentar vários moldes, encontrei este aqui, do blog Grande Amor de Deus, onde há outros moldes. Como eu queria que coubessem várias coisinhas grandes, precisei aumentar o desenho (e tive que fazê-lo à mão, mesmo). Eu tinha várias folhas coloridas de papel canson, por isso, cada baú saiu de uma cor (lembra que meu objetivo era comprar a menor quantidade de coisas possíveis?). Para decorar, usei cola colorida. O primeiro (azul) ficou muito cheio de borogodó. Desisti e passei a fazer desenhos mais simples.

Dentro de cada bauzinho, havia: massinhas de modelar (que eu comprei pronta), moedas de chocolate, dadinhos de caramelo, uma caveirinha de feltro (que eu fiz) e uma caveirinha de giz de cera (que eu fiz também).

Bauzinhos

Caveirinhas de feltro

Sempre que eu vou fazer essas coisinhas, lembrancinhas, procuro vários modelos, separo e produzo os que mais gostei e, depois, escolho o que vou fazer em quantidade grande. Escolhi o modelo que encontrei no Flickr, aqui, porque amei as caveiras coloridas. Para tirar o molde, ampliei a imagem na tela e desenhei-a em um papel mais transparente.

A foto maior é das caveirinhas que escolhi. Na sequência, da esquerda para a direita: a que escolhi e as outras duas que também tinha gostado.

Caveirinhas de giz de cera

Quem não conhece o blog da Estéfi Machado precisa ir lá agora, porque é lindo, porque ela é super criativa, porque tudo o que ela faz fica demais. Quando vi as caveirinhas de giz de cera, enlouqueci e procurei insanamente pela forminhas para que eu pudesse fazer para a festa. O post que ela explica como fazer é este aqui.

Mas preciso fazer algumas considerações: como queria fazer ao menos uma caveirinha e um ossinho para cada criança, fiz o processo várias vezes… o que aconteceu é que, depois de algumas vezes, os ossinhos passaram a sair todos quebrados e, aos poucos, a forma foi estragando… e estragou tanto que precisei jogá-la fora (buáááá). Então, talvez funcione para que a gente faça apenas uma vez (assim, você não precisará jogar a forma fora, como eu). Ainda assim, essa ideia de reciclar o giz é tão genial, porque dá para fazer com outras formas, ir longe com a imaginação. Pelo que eu pesquisei forminhas de alumínio podem ir direto ao forno e funcionam também!

Caveirinhas de giz de cera

Saquinho de papel com Kit pirata

Como a minha proposta era que as crianças brincassem de pirata, nada melhor do que cada uma ter seus próprios acessórios, não é? Então, aproveitei que tenho um rolo de papel craft e fiz saquinhos, inspirada aqui no Alguma Bossa, para pôr dentro os itens, que eram: gancho, tapa-olho e lenço – todos feitos aqui em casa.

Para fazer o saquinho, cortei o papel craft em um formato retangular e segui as instruções deste site aqui. Se vc entrou neste link, deve ter percebido que está em alguma língua absurda – eu também não falo este idioma, mas deu pra seguir as fotos tranquilamente, viu? Depois de prontos, imprimi figuras de pirata menino e de pirata menina, prendi com um clips pequenino – para que as crianças pudessem pintá-las mais tarde – e usei uma fita que tinha em casa.

O saquinho com o kit e o meu piratinha ao lado dos saquinhos

Gancho de Pirata

Para fazer o gancho, eu imprimi um molde que tirei daqui, o copiei para o papel paraná e o encapei com papel alumínio. O suporte foi feito com um copo plástico que pintei de preto (tinta + cola branca) e fita adesiva. Bem simples, mas as crianças adoraram!

Do lado esquerdo, crianças com os kits. Do direito, um photoshop mal feito e um gancho pronto!

Espadas

Para fazer as espadas, me inspirei neste site aqui. Eu fiz rolinhos com jornal, depois cortei tiras de papel alumínio e cobri os tubinhos. Prendi as pontas, pintei um papelão para fazer a base (esqueci de fotografar esta etapa) e pronto!, tínhamos espadas para todos!!!

Lunetas e centros de mesa

Para cada mesa, fiz um arranjo bem simples, mas que achei lindinho: um copo de plástico bem transparente, uma corda, uma concha e areia. Não ficou uma graça? Além disso, fiz lunetas que deixei nas mesas. Para as lunetas, segui as instruções daqui – nada complicado: rolos de papel (higiêncio, toalha, ou coisas do tipo), copo plástico e tinta.

Piralitos

Quando vi os rostinhos destes piratinhas, na hora pensei em uns pirulitos que eu tinha guardado. Como eram poucos, acabei precisando comprar mais. Ainda assim, tinha o problema de onde iria colocá-los. Vocês acreditam que há meses eu tenho pedaços de isopor guardados, com todo mundo me pedindo para jogá-los, e eu finalmente achei uma utilidade para eles? Vejam que fácil: eu apenas os encapei com uma cartolina preta, usando cola quente, e passei uma fita linda. O resultado ficou fofo, não foi?

Imprimíveis

Para decorar, procurei sites que disponibilizam itens de decoração para imprimir, chamados de free printables. Tirei daqui: Paging SupermomLovely Little SnippetsTwo Penny Blue Mom. Vejam se gostaram!

Outros itens da festa

Para não deixar ainda mais longo este post, vou resumir outros itens da festa aqui.

Para o caça ao tesouro, fiz um baú maior, onde pus os bauzinhos, feito de papelão e pintado toscamente mesmo. Apesar de grotesco, as crianças surtaram do mesmo jeito.

O Baú e o momento em que as crianças o encontraram!

Outra coisa que fiz de papelão foi uma prancha, mas ela acabou por passar invisível, coitada. Só foi vista quando mostrei aos pequenos como fazia.

A sensação mesmo foi o barco que meu marido desenhou em uma caixa de papelão. Eu cortei a figura, fiz um mastro e uma vela e o colocamos em cima do brinquedo do parque. As crianças a-do-ra-ram!!

Acima, meu pirata no barco. À esquerda, as crianças. No meio, mamãe pirata. À direita, a coitada da prancha abandonada…

O amor de toda festa – o bolo

Gente, eu sei que este post está longo, longuíssimo, mas eu precisava falar do bolo, aquele lindo. Eu tive várias ideias de bolo em formatos de baús, de barcos e tudo o que é jeito. Mas eu não teria tempo para fazê-lo… Quando vi este post do blog The Cookie Shop, da Paula Cinini, eu pirei: um bolo lindo, uma receita fácil e em português!!!

Amei o bolo. De verdade. Além de lindo, ficou delicioso!

Sabem, para terminar, esta foi uma festa que deu bastante trabalho. Muitos detalhes, muita ansiedade para saber se o pequeno iria se divertir, muitas coisas para fazer e para tentar dar certo. No fim, gastamos, no máximo, R$600,00, o que não achei tão absurdo, porque isso inclui o aluguel do salão, as comidas e tudo que fiz.

De verdade, foi a melhor festa que meu filho já teve. Apesar de sentirmos muita falta da nossa família e de nossos amigos, foi totalmente voltada para as crianças – eles brincaram muito, muito, muito. Não era uma festa de adultos com crianças, como foi nos anos anteriores, mas de crianças com seus pais, o que torna tudo mais divertido, mais leve, mais lindo. Me lembrou das festas da minha querida tia Kátia, que sempre caprichou muito e fazia tudo assim – simples, em casa, cheias de detalhes surpreendentes, e sempre, sempre, divertidas! (tô chorando, dá para acreditar?)

(só mais algumas fotos pra vcs verem que festa linda!)

Das artes e das bochechas… como fica?

Sobe na cadeirinha, da cadeirinha, sobe na mesinha. Sobe na cadeira, apóia na mesa. Sobe no banquinho, senta na poltrona. Sobe no banco, mexe em tudo em cima da mesa. Sobe no banquinho, puxa o varal, derruba o varal nela. Sobe no sofá, se joga no sofá, se joga do sofá.

O coração da gente fica apertado. A gente dá bronca. A gente fica brava. A gente quase morre de susto. Aí, a gente vai para a cozinha, fecha a porta para ela não mexer em nada e a pessoa faz essa carinha. E, aí, a gente fica como?

Posso com essas bochechas e essa boca linda?

Como escolho a escola dos meus filhos

Outro dia, conversando com uma amiga que vai pôr sua filha na escola, ela me disse que, quando visitou as escolas, não tinha parado pra pensar em nada daquilo que eu lhe falava e que queria visitá-las de novo. Desde a conversa, estou querendo escrever este post.

Talvez por ter dado aula por algum bom tempo, talvez por educação ser uma das minhas paixões de estudo, talvez por eu ser neurótica mesmo, quando vou procurar uma escola, sou muito, mas muito exigente mesmo. Então resolvi fazer uma lista de tudo o que considero ao procurar uma escola.

Filosofia da escola. Esta é a primeira coisa que observo. Qual é a linha que a escola segue? Os valores, as crenças, as rotinas são as mesmas (ou muito parecidas) com o que eu vivo em casa? Quando digo filosofia não me refiro somente aos construtivistas, logosóficos e outros. Refiro-me também à comida, às músicas, à questão da disciplina.

Alimentação. Na escola, há uma nutricionista? O cardápio é disponibilizado para os pais? O que as crianças comem? Qual é o lanchinho mais servido? Existe oferta de biscoitos recheados, biscoitos de chocolate, refrigerante, muitos pães e bolachas ou as frutas e os legumes são os que mais aparecem? Quando tem uma festinha na escola, alguém leva refrigerante? (Porque, se seu filho não tomou em casa e houver na escola, certamente lá, alguém vai dar)

Professores. Quantas professoras há por turma? Qual é a rotatividade? Há muita troca? Os professores parecem animados ou cansados? A escola aparenta pagar bem os mestres? Penso isso por dois motivos: primeiro, escola que há muita troca de professores é sinal de que não paga bem ou não há um ambiente em que se trabalha bem, as crianças sentem muito as mudanças de professores; segundo, se os professores são mal pagos, como poderão oferecer uma educação de qualidade para meus filhos? Se eles estão felizes e motivados, meus filhos também estarão.

Músicas. Sou muito exigente quanto a isso. Que tipo de música as crianças escutam? São as mesmas que você coloca em casa? São aquelas que você aprova? Parece bobo, mas alguns pais (como eu) sofrem muito com o repertório musical. Já disse no blog que não gosto das músicas da Xuxa. Então, na escola, não quero que eles as escutem. Não tenho nada contra escola que tem e nem contra quem gosta.

Momentos de relaxamento. Geralmente, no final do período, muitas escolas passam vídeos para as crianças. Para alguns pais, isso é tranquilo. Para outros, não. A seleção de filmes está relacionada ao conteúdo trabalhado em sala de aula? Quem decide que filmes serão passados?

Berçário. As crianças do berçário ficam junto com as maiores? Existe um banheiro, um refeitório, um playground e um quartinho de dormir somente para elas? Quantas professoras tomam conta dos bebês? Como é feita a introdução dos alimentos?

Abertura da escola. Na cidade onde eu morava, algumas escolas não permitiam que as mães entrassem se chegavam em um horário diferente da entrada/saída ou sem hora marcada. Acho isso um absurdo. Acho que os pais devem ter liberdade para entrar e sair, para verem como seus filhos estão sendo cuidados etc. Se os pais exageram – porque alguns exageram mesmo – é só uma questão a ser conversada.

Atividades do período. Você acha que seu filho deve fazer o máximo de atividades possíveis, ou já começar a ser ensinado para os vestibulares, ou acha que ele só precisa brincar? Cada escola possui um modo de lidar com isso. Algumas têm apostilas e aulas até para os pequenos, outras começam a alfabetizar somente no primeiro ano. Mesmo que seu filho seja um bebê, vale a pena perguntar quais são as atividades oferecidas a cada idade. Porque, pensa só, se você não quer vê-lo cheio de lição de casa antes dos 6, ou se você quer vê-lo falando inglês fluentemente o quanto antes, algumas dessas perguntas poderão direcioná-la para uma escola que atenda às suas expectativas.

Preço. É bem lógico que, se eu pudesse pagar, colocaria meus pequenos na escola que acredito ser melhor – e, muitas vezes, a mais cara. Não sendo possível, tento fazer a conta daquilo que posso pagar versus o que a escola oferece. Honestamente, já escolhi pagar um pouco mais para oferecer o melhor. Nem sempre isso é possível, como no meu atual momento. Então, mesmo que seja mais em conta, tem que ser a que segue aquilo que acredito.

Dizia o pai de uma amiga que mesmo que ele deixasse muito dinheiro, muitos imóveis, muitas coisas materiais, quando ele morresse, nada ficaria – a única herança que os pais realmente deixam para os filhos é a educação.

E você? Quais são os critérios que você usa ao escolher a escola? Acha que eu exagerei? Concorda com algum ponto?

A madrugada e o perigo da troca de uma medicação

Vou começar me justificando. Sou um ser que demora para dormir; depois de feito, não consigo acordar. Talvez, eu até converse com você, mas não confie em mim, sério. Maridon não é do tipo que presta atenção em dosagem de remédios, nomes, bulas e coisas do tipo. Aqui em casa, sou eu que gerencio isso e ele sempre faz o que explico. Agora, some a essas duas coisas, uma criança que tosse muito, a noite toda, o dia todo e que não consegue dormir direito…

O fato é que, depois de dois dias dando anti-alérgico, fazendo várias nebulizações ao dia, pingando muito soro no nariz, minha pequenina ainda não tinha melhorado da tosse forte. A pediatra prescreveu, então, o “Descongex Plus”. Na madrugada, depois da menina continuar tossindo, meu marido me perguntou se ele podia dar o remédio mais uma vez e como é que dava. Eu, no décimo sono, achando que ele falava do soro fisiológico, disse-lhe que podia pingar no nariz quantas vezes fossem necessárias.

Hoje pela manhã, conversando sobre a melhora, sem lembrar do ocorrido, ele me falou que tinha pingado o remédio no nariz da pequena. Como eu leio a bula de qualquer medicação que entra em casa, quando me dei conta que ele tinha pingado no nariz não só um remédio de solução oral, mas que é muito forte, quase infartei! Nem mesmo depois de acordar a menina e vê-la brincando parei de tremer… Senhor do céu, que susto!

Tá, eu sei que foi falta de atenção. Sei que foi um enorme irresponsabilidade nossa. Mas quis escrever este post para manifestar um pedido a Aché, laboratório que produz o remédio, e para alertar outros pais desatentos como nós… O remédio possui uma embalagem que parece mesmo com aqueles que podem pingar no nariz. O remédio chama descongex… o erro foi nosso, mas seria mais fácil de evitá-lo se a embalagem fosse diferente… (ou talvez, não, e eu tô louca mesmo!)

Não achei uma foto do bico especificamente, mas vamos combinar que, na madrugada, todo gato é pardo…

Star Wars

Antes de tudo, preciso admitir que não sei tudo sobre a série de filmes… conheço um pouco, vi todos os filmes há muito tempo, mas não sou tão fanática a ponto de saber todos os detalhes e nomes de personagens.

O pequeno de quase 5 anos ganhou o jogo de vídeo game Star Wars Lego e passou a amar – e nós também. Jogamos muitas vezes, a família toda. É um dos primeiros jogos que permitimos que ele jogue.

Então, chegamos à conclusão que, para entender melhor o jogo, seria ideal que ele assistisse aos filmes. Ontem, ele assistiu pela primeira vez um deles.

Enquanto o filme se desenrolava na tela, comecei a ter dúvidas sobre minha decisão: será que ele não é novo demais? Será que os monstros não povoarão seus pesadelos à noite? Ele adorou, ficou com medo, torceu pelas personagens, vibrou com as vitórias, tentou entender o conceito de jedi. Agora mesmo, ele está montando naves com peças de lego aqui em casa (mas que eram da casa do Mickey!).

Pela madrugada, o pequeno foi deitar lá na minha cama: estava com medo de ter pesadelos com os monstros. Pela manhã, queria assistir a continuação do filme… E aí? Será que devo permitir? Será que “agora já foi”?

Incoerência

Olha a incoerência.

Contratei uma babá para vir aqui em casa, uma vez por semana, ficar com meus filhos. A proposta era para que eu tivesse mais tempo para mim mesma ao menos 1 dia na semana. Ao contrário do que eu esperava, ao invés de gozar do dia livre, passei a aproveitá-lo para limpar a casa com mais afinco, já que não tenho uma ajudante de limpeza. Não é uma incoerência, já que eu faço isso (limpar) todos os dias?

A sensação que tenho é que, por mais que eu fale, por mais atitudes que eu penso tomar para manter-me sã diante desta vida de dona-de-casa, mais eu me prendo à rotina doméstica. Busca por emprego, tentativas de escritas de contos, procura por alunos, contratar babá, contratar ajudantes… cada semana arrumo uma “mudança” para que eu consiga fazer coisas para mim. Na prática, o que há é que não consigo sair deste ciclo. Continuo fazendo o de sempre. Não sei se é porque ainda me sinto muito ligada aos meus filhos pequenos, não sei se é medo de enfrentar uma rotina de trabalho novamente (que acabaria por me distanciar um pouco dos pimpolhos), não sei se é medo de enfrentar uma nova área de atuação.

O que sei é que estou em um ciclo que não consigo sair. Agora que me dei conta, será que consigo mudar a direção da roda?

O susto, ou sustinhos

Que susto!

Mamãe na cozinha, fazendo almoço. Crianças na sala, assistindo desenho. Nina tosse. Silêncio. (até aí, tudo normal) Cauê grita:

– Mamãe, mamãe, a Nina des, des, des…

(branca, corro para a sala)

– Mamãe, a Nina “desabaixou” o som da Tv!

(Vê se eu ‘guento, gente… tava achando que a menina tinha desmaiado!)

 

E para completar o tema, eu ia postar sobre um ocorrido de outro dia… Estava em uma loja de itens para bebês com a Nina, o Cauê e minha mãe. A Nina estava deitada no carrinho, um pouco dormindo, um pouco acordada, quando chega um menino de uns dois anos. Sobe no carrinho, olha a nenê. Como não vi nenhum dos pais por perto, pedi para que ele descesse, perguntei o nome, brinquei com ele. Não respondeu nada. Ele subiu de novo. Mudei o tom para mais sério. Sabe o que ele fez? Subiu mais uma vez e puxou os cabelos da pequena. “Nãããããoooo, não pode!” Eu disse a ele, tirando-o de cima dela… pois, mais uma vez, ele subiu e, dessa vez, começou a bater nela. Bater, minha gente… O que fazer em uma hora dessas? Segurei os bracinhos dele, a vendedora foi procurar pelos pais…

Quando o pai veio, atordoado, pediu milhões de desculpas, falou pro filho que era para fazer carinho. Me deu vontade de bater no pai. E no menino. Fiquei muito, muito brava. Mas, em seguida, vi a mãe com um bebê no colo e o irmão mais velho correndo pela loja. Vou falar o quê? Imagina a situação da família, com três crianças… sendo um furioso e o outro um recém-nascido… Susto mesmo…