Incoerência

Olha a incoerência.

Contratei uma babá para vir aqui em casa, uma vez por semana, ficar com meus filhos. A proposta era para que eu tivesse mais tempo para mim mesma ao menos 1 dia na semana. Ao contrário do que eu esperava, ao invés de gozar do dia livre, passei a aproveitá-lo para limpar a casa com mais afinco, já que não tenho uma ajudante de limpeza. Não é uma incoerência, já que eu faço isso (limpar) todos os dias?

A sensação que tenho é que, por mais que eu fale, por mais atitudes que eu penso tomar para manter-me sã diante desta vida de dona-de-casa, mais eu me prendo à rotina doméstica. Busca por emprego, tentativas de escritas de contos, procura por alunos, contratar babá, contratar ajudantes… cada semana arrumo uma “mudança” para que eu consiga fazer coisas para mim. Na prática, o que há é que não consigo sair deste ciclo. Continuo fazendo o de sempre. Não sei se é porque ainda me sinto muito ligada aos meus filhos pequenos, não sei se é medo de enfrentar uma rotina de trabalho novamente (que acabaria por me distanciar um pouco dos pimpolhos), não sei se é medo de enfrentar uma nova área de atuação.

O que sei é que estou em um ciclo que não consigo sair. Agora que me dei conta, será que consigo mudar a direção da roda?

Bolo Brinquedo Cubo – receita e uma tentativa

Outro dia, vi este bolo em um feed de um blog que assino. Enlouqueci! Mandei para uma amiga que também ama bolos e confeitaria e pensamos em fazer juntas.

Olha que perfeito!

Amanhã é o aniversário desta amiga querida e, então, resolvi testar a receita. Vou colocar o link aqui para que vocês peguem a receita. O site está em inglês. Eu tirei fotos do meu passo-a-passo pra tentar ajudar “asamiga” que quiserem tentar. Só digo uma coisa: como não sou boleira profissional e eu não tinha todas as cores e ingredientes da receita, o bolo não ficou tão lindo: por favor, NÃO VALE RIR do meu, tá?

Receita original: blog Stasty, post Rubik’s Battenburg: aqui.

Trabalho: grande

Tempo: demorado

Bom pra fazer: fim de semana

Receita original: não entendi tudo,

bolo é fácil, montar é complicado;

errei em algumas partes;

fiz um pouco diferente.

Vamos ao que interessa!

Para que eu conseguisse fazer duas cores por receita – como indica o site -, precisei improvisar a forma. Dividi-a em duas partes usando o papel alumínio e deu certo. Mais abaixo eu mostro as fotos. Depois faço as considerações acerca do tamanho da receita.

Primeiro, eu misturei a manteiga e o açúcar. Ficou assim:

Açúcar e manteiga

Depois, os ovos batidos. Em seguida, a farinha e a essência.

A textura final

Depois, dividi a massa em duas partes. E colori cada uma delas.

A massa dividida - e uma delas já sendo colorida!

Coloquei as partes na forma. Ela tem uma consistência mais firme, então, precisei deslizá-la na forma para que ocupasse todo espaço e crescesse por igual.

Espalhando a massa (observe o que fiz com a forma)

Partes coloridas antes de assar:

Massa antes de assar

Partes coloridas depois de assar:

Depois de assado, ainda na forma

Depois de assar todas as partes, eu as cortei em tiras retangulares. Deveria ter feito em partes exatamente iguais – principalmente no que diz respeito ao formato quadrado, que aparece ao cortarmos. Cortá-las de forma simétrica ajuda na hora de montar o bolo (o que eu não fiz).

Cortado em tiras - não iguais

Para rechear, ao invés de usar uma geleia, como fez a receita original, usei um brigadeiro. (E aí eu descobri que eu não sei fazer brigadeiro – é, tá bom, como assim?).

Presta atenção: pega uma tira, passa brigadeiro na lateral. Pega outra tira, passa brigadeiro na lateral oposta e a “cola” do lado da anterior. Mais uma tira, não passa brigadeiro e coloca do lado da outra. Assim:

Brigadeiro em uma lateral

Mais brigadeiro em outra tira

Depois, eu cobri as três com brigadeiro e segui a mesma sequência duas vezes. Então, vamos lá: serão três camadas de bolo com três tiras cada (três tigres comendo trigo). Só que para não assustar ninguém, vou pôr a foto que ficou melhor – a que tinha duas camadas:

As camadas do bolo

Depois, eu fiz outra sequencia dessa para que o bolo ficasse comprido.

Antes de cobrir

A massa rende muito. Com ela, fiz um bolo grande e dois pequenos.

Olha como rende - e esquece o que está desmontando!

Depois desse trabalho todo, é necessário cobrir o bonito. Eu não tinha marzipan, como recomenda a moça. Nem pasta americana, que poderia dar um efeito parecido. Eu tinha chocolate e creme de leite, o que resultou em uma ganache. Daí que o bolo ficou fofo – sabe aquela pessoa que não é bonita, mas todo mundo gosta? É, foi assim que ficou minha tentativa de bolo cubo. Acho que vale a pena usar o marzipan ou a pasta para conseguir deixar o bolo bem quadradinho.

Eu me esqueci de fotografar o bolo principal – que presenteei a amiga. E fotografei somente o que fiz para mim – o mais caidinho dos três. Por isso, gente, sejam generosos ao olhar para ele tá?

Como ficou o meu bolo - o da amiga ficou mais bonito!

Quer um pedaço?

Ai, a amiga linda fotografou e me mandou a foto do bolo dela. Olha só:

Esse é o bolo que presenteei. Só não vale reparar na habilidade para decorar, tá?

Muito trabalho, pouco tempo

Estou com vários textos em mente, mas não consigo escrever nenhum. Meu tempo aqui na internet está escasso!

Tenho tentado manter minha casa limpa, com uma proposta parecida com a da Anne, do SupperDupper, de se livrar do vício da empregada doméstica – divirta-se muito com os post dela aqui. Nessas de aprender a cuidar melhor da casa, encontrei um blog muito legal – Vida Organizada – que me levou a um site, em inglês, muito, muito bom: 0 FlyLady! Com isso, estou aprendendo a manter a casa mais organizada e mais limpa. Depois conto melhor como foi o enlouquecedor processo. Hoje, minha pia está brilhando – é o que importa! (entenda melhor indo ao FlyLady e clicando em BabySteps!)

Além disso, meu mais velho está de férias, pedindo por atenção e momentos fora de casa. So, dears, estarei bem ausente, mas seguindo a todos…

Beijos

Canjica com paçoca

Eu achava que gostava de canjica… Depois dessa receita, descobrir amar essa delícia!

A receita é original do blog Naminhapanela, aqui.

Trabalho: pequeno

Tempo: demorado

Bom pra fazer: dia-a-dia, fim de semana

Receita original: entendi,

fácil;

errei na 1a vez, acertei nas seguintes;

fiz igual.

Da primeira vez que fiz, pus pouca água, então incrementei com bastante leite e pus 2 latas de leite condensado ao invés de uma. Ficou bem doce, mas gostoso também.

Já nas outras vezes, acertei e ficou muito bom!

Feijão de vó – ou Feijão da Ana Maria

Eu sempre tive dificuldade em cozinhar feijão – não entendia como “funcionava”, então, ou queimava, ou ficava muito aguado.

Depois que me casei, passei a fazer feijões mais aceitáveis, mas nunca acertei o tempero.

Outro dia, quando estava no médico, vi a Ana Maria passando uma receita de feijão que me pareceu deliciosa: quando cheguei em casa, fiz e adorei. Comentário do marido: o melhor feijão que já comi na minha vida!!

O link para a receita é este aqui.

As minhas conclusões e tentativas sobre esta receita:

Trabalho: grande

Tempo: demorado, muito demorado

Bom para fazer: final de semana para comer durante a semana

Receita original:          entendi,

fácil;

acertei;

mudei.

Algumas dicas:

  • se não puder deixar de um dia para o outro, ferva o feijão por uns 20 minutos no início além dos recomendados na receita;
  • não faço tão gorduroso, coloco só calabresa ou bacon;
  • tem que ter tempo. Ainda assim, quando estou atrasada, na hora de temperar o feijão, eu coloco todos os temperos indicados.
  • para cozinhar os legumes mais rápido, eu os ralo ao invés de picá-los…

Das minhas tentativas na cozinha

Eu nunca fui boa dona-de-casa. Quem acompanha o blog, sabe dos meus pedidos por dicas e ajudas em como cuidar da casa. Há um ano, eu até postei sobre isso – prá lembrar, os posts com o pedido de ajuda e os resultados estão aqui.

A parte da organização da casa melhorou muito, acho até que estou com um pouco de TOC, assim como a Carol, do Viajando na Maternidade, disse no post “Toquezinho básico“.

A questão nos últimos tempos tornou-se a cozinha. Ah, essa malvada. Não conseguia ou não consigo entender seu funcionamento diário. Ir para a cozinha nos fins-de-semana é fácil, mas todos os dias… tem sido um teste de criatividade e força de vontade (ou falta de dinheiro, mesmo).

Daí que, passado o primeiro mês da minha bebê, maridão me deu um ultimato pra gente parar de pedir marmita e começar a cozinhar em casa… não é que ele seja malvado, incompreensível, é que a economia do país, vocês sabem…

E não é que, assim, aos poucos, estou me descobrindo? Aprendi a fazer um feijão maravilhoso – ganhei até o prêmio do marido de “melhor feijão que já comi na minha vida”. Tenho feito vários bolos e cupcakes – sim, eu sou a dona-de-casa que adora fazer cupcakes para meu filhote e sou feliz. E tenho feito várias tentativas na cozinha que estão dando certo – apesar da minha tentativa frustrada de uma torta de couve-flor e brócolis que eu contei aqui.

Tenho que citar aqui um blog maravilhoso sobre comidas e receitas que tem me ajudado muito, não só a preparar essas receitas, mas também com a paixão pela cozinha transmitida pela Cami, a fofa dona do “Na minha panela“. Sério, vale muito a pena ir até lá e se deliciar com as receitas!

Aí fiquei pensando em criar uma categoria aqui no blog a respeito de comida e das minhas tentativas. Eu não sou chef, sou uma mulher comum. Mas pensei em, conforme eu for descobrindo receitas, dicas e dificuldades, eu vou postando, comentando e, quem sabe, ajudando outras mulheres comuns como eu… O que acham?

Só para me mostrar, vou compartilhar algumas das minhas tentativas deste último mês:

(vale lembrar que eu não tenho uma boa câmera, eu não sou boa fotógrafa, nem sei usar o editor de fotos, tá?)

Canjica deliciosa que eu tirei lá do blog Na minha panela.

Fica muuuito bom, mas acho que a paçoca deixa o bolinho muito doce – eu preferi comer sem. A receita, bem fácil de fazer, tá aqui, no blog BarraDoce.

Mini-moranga recheada com frango.

Tá bom pra vocês que essa receita eu mesma inventei? E marido e filho amaram? Eu fiz um tipo de bobó com o frango e coloquei nas mini-morangas!!!

Por favor, me digam o que acham da ideia da categoria de posts em que vou testando as receitas e contando o que achei!?

Sobre realidade, prazer, querer, aprender: agora sou dona da casa

O blog parece abandonado, não é? Mas não está totalmente. É que eu passei a me dedicar mais à minha casa – o que diminui o tempo que eu tinha por aqui. Além disso, gostaria de procurar outros assuntos além da minha vida doméstica para falar. Feliz ou infelizmente, essa é a minha atual realidade e é nela que baseio o blog…

Nas semanas que se passaram, tive um choque de realidade. Nada como um desses, não é? Resolvi sentar e fazer as contas, ver onde está indo o dinheiro da casa. Acabei descobrindo que o buraco está beeem mais embaixo. Ao invés de ficar triste, eu e o bem procuramos algumas soluções e pusemos a mão na massa.

Uma das mudanças – e que está tomando mais meu tempo – foi a troca de ter uma diarista uma vez por semana para a cada quinze dias. Assim, eu fiquei responsável pela limpeza da casa (só onde padre passa, né?) para mantê-la habitável nos dias em que a moça não vem e também pela roupa. Sempre, sempre, sempre e sempre odiei passar roupa: não sei, não gosto e não gostaria de aprender. Como não tem jeito, estou aprendendo e não me sinto nenhum pouco chateada com isso.

Outra mudança foi o almoço. Agora, ao invés de almoçarmos todos os dias na casa da minha sogra, almoçamos por aqui. Faço eu mesma o almoço. Parece bobo. “Um pequeno passo para o homem”. Nada. Não sou tão fã assim de cozinhar todos os dias. Entretanto, apesar de saber que assim gastamos mais dinheiro, resolvi assumir as minhas responsabilidades. Vô e vó para os finais de semana. Mamãe todos os dias, fazendo o que lhe é de dever. Supreendentemente, também não me chateei tanto quanto imaginava. Ao contrário. No primeiro almoço, já fiz uma jarra de suco e me senti a mais mãe das mães por conseguir fazer um almoço completo com suco para todos. (obs.: antes, eu só fazia suco para o pequeno)

A conclusão do que talvez tenha começado já há algum tempo (acho que neste post aqui “De como não sei ser dona-de-casa”) é que, talvez, a gente precise mais do que saber a ordem da limpeza, do cuidar, talvez a gente precise querer e, provavelmente, fazer uma certa força de vontade para vencer o comodismo, o conforto e aprender a gostar de cuidar do lugar onde se vive e daqueles que ali habitam.

Eu nunca quis ser dona-de-casa, sempre achei o fim da picada. Só que eu não sabia como pode ser prazeroso ver todos comendo saborosamente a sua comida. Ou como pode ser cansativamente gostoso cuidar das roupinhas do meu pequeno – percebendo, por exemplo, que preciso esfregá-las melhor -, e do meu bem – percebendo, coitado, que ele precisa de meias e cuecas novas. Acho que, quando cuidamos mais dos que estão ao nosso redor, a gente começa enxergar melhor as necessidades de cada um…

Sinto falta da atividade intelectual, mas isso é algo que posso buscar por mim mesma. Por enquanto, estou aprendendo e lidando com um território e um desafio totalmente novo. E tem coisa mais gostosa do que tentar vencer um desafio?