Incoerência

Olha a incoerência.

Contratei uma babá para vir aqui em casa, uma vez por semana, ficar com meus filhos. A proposta era para que eu tivesse mais tempo para mim mesma ao menos 1 dia na semana. Ao contrário do que eu esperava, ao invés de gozar do dia livre, passei a aproveitá-lo para limpar a casa com mais afinco, já que não tenho uma ajudante de limpeza. Não é uma incoerência, já que eu faço isso (limpar) todos os dias?

A sensação que tenho é que, por mais que eu fale, por mais atitudes que eu penso tomar para manter-me sã diante desta vida de dona-de-casa, mais eu me prendo à rotina doméstica. Busca por emprego, tentativas de escritas de contos, procura por alunos, contratar babá, contratar ajudantes… cada semana arrumo uma “mudança” para que eu consiga fazer coisas para mim. Na prática, o que há é que não consigo sair deste ciclo. Continuo fazendo o de sempre. Não sei se é porque ainda me sinto muito ligada aos meus filhos pequenos, não sei se é medo de enfrentar uma rotina de trabalho novamente (que acabaria por me distanciar um pouco dos pimpolhos), não sei se é medo de enfrentar uma nova área de atuação.

O que sei é que estou em um ciclo que não consigo sair. Agora que me dei conta, será que consigo mudar a direção da roda?

Bolo Brinquedo Cubo – receita e uma tentativa

Outro dia, vi este bolo em um feed de um blog que assino. Enlouqueci! Mandei para uma amiga que também ama bolos e confeitaria e pensamos em fazer juntas.

Olha que perfeito!

Amanhã é o aniversário desta amiga querida e, então, resolvi testar a receita. Vou colocar o link aqui para que vocês peguem a receita. O site está em inglês. Eu tirei fotos do meu passo-a-passo pra tentar ajudar “asamiga” que quiserem tentar. Só digo uma coisa: como não sou boleira profissional e eu não tinha todas as cores e ingredientes da receita, o bolo não ficou tão lindo: por favor, NÃO VALE RIR do meu, tá?

Receita original: blog Stasty, post Rubik’s Battenburg: aqui.

Trabalho: grande

Tempo: demorado

Bom pra fazer: fim de semana

Receita original: não entendi tudo,

bolo é fácil, montar é complicado;

errei em algumas partes;

fiz um pouco diferente.

Vamos ao que interessa!

Para que eu conseguisse fazer duas cores por receita – como indica o site -, precisei improvisar a forma. Dividi-a em duas partes usando o papel alumínio e deu certo. Mais abaixo eu mostro as fotos. Depois faço as considerações acerca do tamanho da receita.

Primeiro, eu misturei a manteiga e o açúcar. Ficou assim:

Açúcar e manteiga

Depois, os ovos batidos. Em seguida, a farinha e a essência.

A textura final

Depois, dividi a massa em duas partes. E colori cada uma delas.

A massa dividida - e uma delas já sendo colorida!

Coloquei as partes na forma. Ela tem uma consistência mais firme, então, precisei deslizá-la na forma para que ocupasse todo espaço e crescesse por igual.

Espalhando a massa (observe o que fiz com a forma)

Partes coloridas antes de assar:

Massa antes de assar

Partes coloridas depois de assar:

Depois de assado, ainda na forma

Depois de assar todas as partes, eu as cortei em tiras retangulares. Deveria ter feito em partes exatamente iguais – principalmente no que diz respeito ao formato quadrado, que aparece ao cortarmos. Cortá-las de forma simétrica ajuda na hora de montar o bolo (o que eu não fiz).

Cortado em tiras - não iguais

Para rechear, ao invés de usar uma geleia, como fez a receita original, usei um brigadeiro. (E aí eu descobri que eu não sei fazer brigadeiro – é, tá bom, como assim?).

Presta atenção: pega uma tira, passa brigadeiro na lateral. Pega outra tira, passa brigadeiro na lateral oposta e a “cola” do lado da anterior. Mais uma tira, não passa brigadeiro e coloca do lado da outra. Assim:

Brigadeiro em uma lateral

Mais brigadeiro em outra tira

Depois, eu cobri as três com brigadeiro e segui a mesma sequência duas vezes. Então, vamos lá: serão três camadas de bolo com três tiras cada (três tigres comendo trigo). Só que para não assustar ninguém, vou pôr a foto que ficou melhor – a que tinha duas camadas:

As camadas do bolo

Depois, eu fiz outra sequencia dessa para que o bolo ficasse comprido.

Antes de cobrir

A massa rende muito. Com ela, fiz um bolo grande e dois pequenos.

Olha como rende - e esquece o que está desmontando!

Depois desse trabalho todo, é necessário cobrir o bonito. Eu não tinha marzipan, como recomenda a moça. Nem pasta americana, que poderia dar um efeito parecido. Eu tinha chocolate e creme de leite, o que resultou em uma ganache. Daí que o bolo ficou fofo – sabe aquela pessoa que não é bonita, mas todo mundo gosta? É, foi assim que ficou minha tentativa de bolo cubo. Acho que vale a pena usar o marzipan ou a pasta para conseguir deixar o bolo bem quadradinho.

Eu me esqueci de fotografar o bolo principal – que presenteei a amiga. E fotografei somente o que fiz para mim – o mais caidinho dos três. Por isso, gente, sejam generosos ao olhar para ele tá?

Como ficou o meu bolo - o da amiga ficou mais bonito!

Quer um pedaço?

Ai, a amiga linda fotografou e me mandou a foto do bolo dela. Olha só:

Esse é o bolo que presenteei. Só não vale reparar na habilidade para decorar, tá?

Muito trabalho, pouco tempo

Estou com vários textos em mente, mas não consigo escrever nenhum. Meu tempo aqui na internet está escasso!

Tenho tentado manter minha casa limpa, com uma proposta parecida com a da Anne, do SupperDupper, de se livrar do vício da empregada doméstica – divirta-se muito com os post dela aqui. Nessas de aprender a cuidar melhor da casa, encontrei um blog muito legal – Vida Organizada – que me levou a um site, em inglês, muito, muito bom: 0 FlyLady! Com isso, estou aprendendo a manter a casa mais organizada e mais limpa. Depois conto melhor como foi o enlouquecedor processo. Hoje, minha pia está brilhando – é o que importa! (entenda melhor indo ao FlyLady e clicando em BabySteps!)

Além disso, meu mais velho está de férias, pedindo por atenção e momentos fora de casa. So, dears, estarei bem ausente, mas seguindo a todos…

Beijos

Canjica com paçoca

Eu achava que gostava de canjica… Depois dessa receita, descobrir amar essa delícia!

A receita é original do blog Naminhapanela, aqui.

Trabalho: pequeno

Tempo: demorado

Bom pra fazer: dia-a-dia, fim de semana

Receita original: entendi,

fácil;

errei na 1a vez, acertei nas seguintes;

fiz igual.

Da primeira vez que fiz, pus pouca água, então incrementei com bastante leite e pus 2 latas de leite condensado ao invés de uma. Ficou bem doce, mas gostoso também.

Já nas outras vezes, acertei e ficou muito bom!

Feijão de vó – ou Feijão da Ana Maria

Eu sempre tive dificuldade em cozinhar feijão – não entendia como “funcionava”, então, ou queimava, ou ficava muito aguado.

Depois que me casei, passei a fazer feijões mais aceitáveis, mas nunca acertei o tempero.

Outro dia, quando estava no médico, vi a Ana Maria passando uma receita de feijão que me pareceu deliciosa: quando cheguei em casa, fiz e adorei. Comentário do marido: o melhor feijão que já comi na minha vida!!

O link para a receita é este aqui.

As minhas conclusões e tentativas sobre esta receita:

Trabalho: grande

Tempo: demorado, muito demorado

Bom para fazer: final de semana para comer durante a semana

Receita original:          entendi,

fácil;

acertei;

mudei.

Algumas dicas:

  • se não puder deixar de um dia para o outro, ferva o feijão por uns 20 minutos no início além dos recomendados na receita;
  • não faço tão gorduroso, coloco só calabresa ou bacon;
  • tem que ter tempo. Ainda assim, quando estou atrasada, na hora de temperar o feijão, eu coloco todos os temperos indicados.
  • para cozinhar os legumes mais rápido, eu os ralo ao invés de picá-los…

Das minhas tentativas na cozinha

Eu nunca fui boa dona-de-casa. Quem acompanha o blog, sabe dos meus pedidos por dicas e ajudas em como cuidar da casa. Há um ano, eu até postei sobre isso – prá lembrar, os posts com o pedido de ajuda e os resultados estão aqui.

A parte da organização da casa melhorou muito, acho até que estou com um pouco de TOC, assim como a Carol, do Viajando na Maternidade, disse no post “Toquezinho básico“.

A questão nos últimos tempos tornou-se a cozinha. Ah, essa malvada. Não conseguia ou não consigo entender seu funcionamento diário. Ir para a cozinha nos fins-de-semana é fácil, mas todos os dias… tem sido um teste de criatividade e força de vontade (ou falta de dinheiro, mesmo).

Daí que, passado o primeiro mês da minha bebê, maridão me deu um ultimato pra gente parar de pedir marmita e começar a cozinhar em casa… não é que ele seja malvado, incompreensível, é que a economia do país, vocês sabem…

E não é que, assim, aos poucos, estou me descobrindo? Aprendi a fazer um feijão maravilhoso – ganhei até o prêmio do marido de “melhor feijão que já comi na minha vida”. Tenho feito vários bolos e cupcakes – sim, eu sou a dona-de-casa que adora fazer cupcakes para meu filhote e sou feliz. E tenho feito várias tentativas na cozinha que estão dando certo – apesar da minha tentativa frustrada de uma torta de couve-flor e brócolis que eu contei aqui.

Tenho que citar aqui um blog maravilhoso sobre comidas e receitas que tem me ajudado muito, não só a preparar essas receitas, mas também com a paixão pela cozinha transmitida pela Cami, a fofa dona do “Na minha panela“. Sério, vale muito a pena ir até lá e se deliciar com as receitas!

Aí fiquei pensando em criar uma categoria aqui no blog a respeito de comida e das minhas tentativas. Eu não sou chef, sou uma mulher comum. Mas pensei em, conforme eu for descobrindo receitas, dicas e dificuldades, eu vou postando, comentando e, quem sabe, ajudando outras mulheres comuns como eu… O que acham?

Só para me mostrar, vou compartilhar algumas das minhas tentativas deste último mês:

(vale lembrar que eu não tenho uma boa câmera, eu não sou boa fotógrafa, nem sei usar o editor de fotos, tá?)

Canjica deliciosa que eu tirei lá do blog Na minha panela.

Fica muuuito bom, mas acho que a paçoca deixa o bolinho muito doce – eu preferi comer sem. A receita, bem fácil de fazer, tá aqui, no blog BarraDoce.

Mini-moranga recheada com frango.

Tá bom pra vocês que essa receita eu mesma inventei? E marido e filho amaram? Eu fiz um tipo de bobó com o frango e coloquei nas mini-morangas!!!

Por favor, me digam o que acham da ideia da categoria de posts em que vou testando as receitas e contando o que achei!?

Sobre realidade, prazer, querer, aprender: agora sou dona da casa

O blog parece abandonado, não é? Mas não está totalmente. É que eu passei a me dedicar mais à minha casa – o que diminui o tempo que eu tinha por aqui. Além disso, gostaria de procurar outros assuntos além da minha vida doméstica para falar. Feliz ou infelizmente, essa é a minha atual realidade e é nela que baseio o blog…

Nas semanas que se passaram, tive um choque de realidade. Nada como um desses, não é? Resolvi sentar e fazer as contas, ver onde está indo o dinheiro da casa. Acabei descobrindo que o buraco está beeem mais embaixo. Ao invés de ficar triste, eu e o bem procuramos algumas soluções e pusemos a mão na massa.

Uma das mudanças – e que está tomando mais meu tempo – foi a troca de ter uma diarista uma vez por semana para a cada quinze dias. Assim, eu fiquei responsável pela limpeza da casa (só onde padre passa, né?) para mantê-la habitável nos dias em que a moça não vem e também pela roupa. Sempre, sempre, sempre e sempre odiei passar roupa: não sei, não gosto e não gostaria de aprender. Como não tem jeito, estou aprendendo e não me sinto nenhum pouco chateada com isso.

Outra mudança foi o almoço. Agora, ao invés de almoçarmos todos os dias na casa da minha sogra, almoçamos por aqui. Faço eu mesma o almoço. Parece bobo. “Um pequeno passo para o homem”. Nada. Não sou tão fã assim de cozinhar todos os dias. Entretanto, apesar de saber que assim gastamos mais dinheiro, resolvi assumir as minhas responsabilidades. Vô e vó para os finais de semana. Mamãe todos os dias, fazendo o que lhe é de dever. Supreendentemente, também não me chateei tanto quanto imaginava. Ao contrário. No primeiro almoço, já fiz uma jarra de suco e me senti a mais mãe das mães por conseguir fazer um almoço completo com suco para todos. (obs.: antes, eu só fazia suco para o pequeno)

A conclusão do que talvez tenha começado já há algum tempo (acho que neste post aqui “De como não sei ser dona-de-casa”) é que, talvez, a gente precise mais do que saber a ordem da limpeza, do cuidar, talvez a gente precise querer e, provavelmente, fazer uma certa força de vontade para vencer o comodismo, o conforto e aprender a gostar de cuidar do lugar onde se vive e daqueles que ali habitam.

Eu nunca quis ser dona-de-casa, sempre achei o fim da picada. Só que eu não sabia como pode ser prazeroso ver todos comendo saborosamente a sua comida. Ou como pode ser cansativamente gostoso cuidar das roupinhas do meu pequeno – percebendo, por exemplo, que preciso esfregá-las melhor -, e do meu bem – percebendo, coitado, que ele precisa de meias e cuecas novas. Acho que, quando cuidamos mais dos que estão ao nosso redor, a gente começa enxergar melhor as necessidades de cada um…

Sinto falta da atividade intelectual, mas isso é algo que posso buscar por mim mesma. Por enquanto, estou aprendendo e lidando com um território e um desafio totalmente novo. E tem coisa mais gostosa do que tentar vencer um desafio?

O que a gente só entende quando passa a ser dona-de-casa

Sentada sobre o campo de vitória (a casa limpa), a gente descobre certas coisas (verdades) sobre ser dona-de-casa que escutamos durante tanto tempo e que não pareciam tão verdadeiras:

  • O tempo nunca está bom o suficiente: se fica seco, a poeira deixa sua casa suja demais; se chove, a roupa não seca direito. Qual seria, então, o clima perfeito?
  • Quando você termina de limpar a casa, precisa começar a fazer o almoço. Quando termina o almoço, precisa arrumar a cozinha. Quando termina uma tarefa, tem sempre outra para fazer. Tem fim?
  • Você só repara nos verdadeiros defeitos da sua ajudante semanal quando começa a cuidar da sua casa. Aí, você encherga aqueles lugares que a vassoura não alcança nunca, aquelas coisas que você deixa para ela limpar, mas continuam sujas e outros problemas do tipo.
  • Você percebe que se quiser a casa todos os dias muito limpa só há duas soluções: voltar no tempo e ser solteira sem filhos/sem marido; ou enriquecer um pouco e contratar uma mensalista perfeita. Conclusão: a casa continuará bagunçada em alguns períodos.
  • Brinquedos parecem multiplicar-se, assim como as meias do marido e os prendedores do seu cabelo.
  • Fritura é algo que se come em restaurante. Não pela dieta, mas pelo poder de engordurar TODA a casa.

Acho que tem mais um monte de coisa, por favor, deixem comentários…

É gostoso ver a casa limpa e arrumada, mas, convenhamos, a gente passa a saber o valor que tem uma boa limpeza arrumação, não é mesmo?

Quê? Arrumar casa?

Essa semana, desculpem-me amigas organizadas, mas minha casa ficou bem abandonada. O bom é que tenho várias boas desculpas.

Estou ajudando uma amiga trabalhando como redatora para ela por quinze dias. Comecei segunda-feira. Então, passo o dia inteiro fora.

Quando chego em casa, por causa do início da gestação, tenho tido muita cólica. Então, deito no sofá e não quero saber de nada. Nada mesmo. A casa que fique em último plano.

O bom de toda essa experiência é que descobri algumas coisas:

  • odeio ver minha casa bagunçada, odeio mesmo, me deixa com os nervos à flor da pele;
  • adoro ficar na minha casa, quer dizer, amei (e estou amando) esses dias de trabalhadora, estou me descobrindo em outra área. Entretanto, descobri o quanto eu gosto de cuidar da minha casa, da minha família. Nossa, descobrir  que gosto de ser dona-de-casa é supreendente;
  • sinto saudades do meu filho, muita saudades, qd fico o dia inteiro sem vê-lo;
  • é bom aprender coisas novas… muito enriquecedor.

Conclusão: a casa está, sim, uma bagunça. Deixei tudo para amanhã, meu sábado… Acredito que a maioria das mulheres faça assim… Provavelmente, semana que vem vai ser a mesma coisa. Depois, eu volto a cuidar dela com bastante carinho.

P.S.: Se alguém tiver uma dica para cuidar da casa depois que chega do trabalho, me fala, por favor…

Casa arrumada: Semana 2

Eu gostaria de dizer que tá muito difícil, mas eu estaria mentindo. Tá mais fácil do que eu pensava. Na verdade, eu descobri que a dificuldade é muito mais de disposição interna do que do tamanho da bagunça externa.

Essa semana não estou conseguindo manter a casa tão arrumada quanto na semana passada. Mas nada comparado ao dia fatídico. O que é fato e eu ainda não consegui manter:

  • o quarto do Cauê… não tenho paciência de guardar os brinquedos, nem com a ajuda dele, todas as vezes que ele os tira do lugar (quer dizer: espalha brinquedos por todo o chão);
  • final de semana é igual a bagunça: não dá para eu ficar neurótica tentando arrumar o que não vai ficar organizado por dois dias – quem sabe, um dia;
  • a ideia dos potes transparentes na cozinha foi ótima: a cozinha e o armário parecem mais organizados mesmo.

O que estou gostando disso tudo (e provavelmente minha funcionária desgostando) é que eu comecei a reparar na bagunça e em coisas que eu não reparava antes. Acho que meu olhar está começando a ficar mais crítico.

A maior novidade, entretanto, é que esta semana eu comecei a cozinhar e passamos a almoçar em casa. Parece bobo, mas eu achava que nunca conseguiria preparar almoço a tempo de meu filho ir a escola. Para que isso seja possível, preciso começar cerca de duas horas antes, já que sou lenta. Mas foi muito bom ver minha família sentada à mesa, na hora do almoço, saboreando a comida que eu havia preparado. É certo que isso já acontece nos finais de semana, mas era inédito durante a semana com o Cauê tendo aula.

Hoje não tem fotos, porque minha casa está como na semana passada: organizada. Assim que eu arrumar um guarda-roupa ou armário, faço um “antes e depois” aqui.

Primeiros dias de casa arrumada

Aqui vão algumas fotos da minha casa, hj, 28 de julho de 2010, 8 dias depois do post “De como não sei ser dona-de-casa“. E um antes e depois da minha escrivaninha.

Eu sei, algumas coisinhas ainda estão fora de lugar… Por favor, pensem positivo: vejam a diferença… hahahaha

As dicas para manter a casa organizada

Desde a semana passada, venho recebendo várias dicas de como cuidar e manter a casa organizada. Resolvi juntar todas em um só post, para facilitar a vida daquelas que, como eu, estão aprendendo.

Nosso inconsciente é bem danado… Com essa história toda, eu me lembrei de um livro que ganhei de minha mãe sobre organização da casa… O coitado estava lá, junto com os de arte e arquitetura, abandonado. O livro chama-se “Organizing Idea Book” e traz muitas fotos, ideias, dicas de como manter a casa organizada. Peguei algumas e trouxe para cá, também. Além disso, lembrei de um outro livro. Eu posso ser desorganizada, mas sou esforçada (hahaha). O ano passado, na Feira do Livro, comprei um livro porque achei a cara dele maravilhosa! Chama-se “Casa limpa, roupa lavada, comida na mesa“, da editora Senac. Quando cheguei em casa, lendo o livro, percebi que era direcionado a profissionais do serviço doméstico. Ri muito, mas ADOREI o livro. Aproveitei para pegar algumas dicas de lá! Dá para perceber como meu inconsciente me dá os “gorpe” e eu acabo me desligando de todo esse material…

Acho que agora eu entendi melhor, algumas dicas foram fundamentais, principalmente as ligadas à rotina da casa.

  • Criar uma rotina para cada dia da semana, com tarefas básicas que devem ser feitas todos os dias – arrumar as camas, organizar os objetos espalhados, colocar roupa na máquina. De prefêrencia, fazer tudo isso em uma ordem prática: enquanto faz uma coisa, outra tb está acontecendo. Vale a pena dar uma olhada nas fichinhas dos dias da semana que estão aqui.

 

  • Quando se guarda bem, poupam-se passos. Por exemplo, se a família sempre deixa os sapatos na porta, que tal colocar um móvel bonito para acomodá-los na entrada?
  • Quanto mais se usa algo, mais acessível isso deve estar.

 

  • Entenda que “tudo bem” pedir ajuda, seja dos amigos, das mães, de algum profissional ou da net (no meu caso) hahahaha.

 

  • Jogar coisas fora assim que terminar de usá-las. Parece óbvio, não? Mas não é. Quantas coisas a gente deixa de jogar fora, porque fica pensando em uma utilidade futura (os potinhos vazios de glitter, no meu caso)?

 

  • Todo mês, escolha e arrume um cômodo: tire tudo de dentro de um móvel e comprometa-se a pôr de volta metade ou, no máximo, 80%.

 

  • Duas vezes por ano, marcar uma limpeza maior.

 

  • Doar tudo o que não usou nos últimos tempos – de 1 a três anos.

 

  • Se jogar fora/doar for muito doloroso, separar as coisas em uma caixa. Se dentro de um ano não precisar, é porque são desnecessárias.

 

  • Deixar à vista somente o necessário.

 

  • Organizar a entrada da casa de modo que fique bonita e prática para objetos usados o tempo todo – bolsas, chaves, contas, etc.

 

  • Usar caixinhas para guardar tudo: cosméticos, remédios, produtos de higiene, etc.

 

  • Quando empacotar as coisas, nunca subestime o poder de um bom visual para a caixa. Além de deixar o armário com uma aparência melhor, ajuda a lembrar onde certas coisas estão.

 

  • Separar uma gaveta ou porta de armário para as roupas “não-sujas”.

 

  • Guardar comidas não-perecíveis em potes transparentes. Assim, vc sabe exatamente quanto tem daquele alimento, antes de ir ao mercado, e não fica com a cozinha cheia de embalagens horrorooooosas.

 

  • Guardar os potes com as tampas. Ocupa mais espaço, mas evita aquela bagunça quando vamos procurar a tampa (meu marido pira e joga tudo).

 

  • O melhor jeito de organizar a cozinha é colocar os objetos próximos de onde serão usados.

 

  • Pensar antes (de um dia a seis horas) no cardápio.

 

  • Evitar pendurar roupas no banheiro.

 

  • Roteiro para o dia da faxina: Quartos, salas, banheiros, cozinha, área de serviço.

 

  • Criar um calendário e deixá-lo colado em cada cômodo. Cada dia que mantiver a casa arrumada, marque um “x” verde. Se ficar desarrumado, marque um vermelho. Assim, no final de cada mês, saberá qual lugar ficou mais arrumado e poderá melhorar os outros. Também há fotos dessas fichas aqui.

Não é porque eu escrevi as dicas aqui que eu já as sigo fielmente. Estou no 3o dia de tentativa. Leio-as sempre para que eu aprenda, como se estivesse estudando para uma prova mesmo. Estou aprendendo a pensar diferente e acho que isso que conta, também.

Se vc tiver mais dicas, por favor, deixe um comentário. Vou adorar.

Àqueles que estão me apoiando, ajudando, muuuuito obrigada! Afinal, eu estou aqui escrevendo, enquanto minha casa já está organizada!!!

 

Aprendendo a ser dona da minha casa

As pessoas não têm ideia de como foi importante para mim o post “De como não sei ser dona-de-casa“. Ao me expôr, acabei levando várias broncas e, o principal, várias dicas. As dicas estarão em um outro post.

Pretendo compartilhar como está sendo este aprendizado e o que tenho feito – se está dando certo ou não e por que não consigo ou consigo fazer certas mudanças.

Juntei todas as dicas, cataloguei-as e montei várias fichas. É, eu sou sistemática, apesar de desorganizada.

1 – Montei fichas para cada dia da semana, com as atividades que devo cumprir em cada um.

2 – Li todos os comentários, anotei todas as dicas, encontrei mais algumas e montei uma ficha chamada “Casa Organizada”

3 – Aproveitando as dicas que a Carol Burgo (@CarolBurgo) deixou por aqui, criei calendários para colocar em cada cômodo com três meses marcados. Assim, vou tentar observar q dias são mais fáceis/difíceis e por que.

Hoje, deu quase tudo certo. A sala ficou com poucos brinquedos. Não sequei a louça, que ficou no escorredor. E as bolsas que deixei em cima da cama para pendurar em um gancho no guarda-roupa devem estar debaixo do meu marido dormindo…

A faxineira adiantou e virá amanhã… Sorte… Assim organizo mais coisas. Comecei a organizar a minha escrivaninha, amanhã eu coloco fotos…

De como não sei ser dona-de-casa

É triste, mas tenho que confessar

Se você me oferecer uma sala de aula, daquelas 5as séries que ninguém pega, eu dou conta. Se disser que eu devo me apresentar para um público de 400 pessoas semi-nua, declarando Missão do Corpo, do Drummond, eu me apresento. Peça para que eu faça um scrapbook das suas férias ou uma caixa para presentear sua mãe. Mas não me peça para ser uma dona-de-casa exemplar. Eu não sei. Simplesmente não consigo, eu juro que tento com muita preguiça, mas não consigo.

Minha mãe bem que tentou

Eu tinha uma teoria bem interessante: conforme a criação, maior ou menor a facilidade para cuidar da casa. Minhas amigas que sempre tiveram que arrumar a casa toda quando voltavam da escola, por exemplo, conseguem manter suas casas limpas e arrumadas. Já aquelas que, como eu, sempre tiveram uma empregada e só tinham que estudar e, no máximo, lavar a louça e arrumar as camas, penam para entender como é que funciona uma casa.

Descobri que essa teoria é uma furada. Ela é só um meio de eu não me responsabilizar por quem sou. Minha mãe é muuuuuito organizada. Minhas amigas sempre brincavam que os elefantinhos da mesinha da sala tinham que estar com a bunda virada pra Meca para que minha mãe não achasse tudo uma bagunça.

A verdade é que sempre fui bagunceira. Quer dizer, sempre, sempre, não. Minha mãe conta que bem pequena eu organizava todos os brinquedinhos. Acho que deve ter sido até minha irmã nascer, porque tudo que me lembro do nosso quarto é que era uma bagunça. Quando moramos em uma casa maior, D. Vera (minha mãe) até montou um quartinho da bagunça para nós lá no fundo da casa. Adolescentes, então, éramos terríveis.

Na faculdade, dividi quarto com uma amiga. Esta sofreu mesmo. Eu dormia num sofá-cama que vivia aberto e ela tinha só um colchãozinho. Pra ajudar, minhas roupas ficavam em um “montinho” no chão. Outro dia ela veio aqui e me disse: “Nossa, até hoje vc faz esses montinhos?” É, até hoje…

A época de solteira

Tentando me lembrar de como eu era na época em que morávamos eu, Deus e meu gato Theodoro, cheguei à conclusão de que não tinha tanta bagunça. A não ser pela cozinha.

Sabe, eu sempre tenho a impressão de que marido e filho pequeno só “atrapalham” (ãhã). Vejam, quando o Cauê tá na escola e o Igor viaja por alguns dias, a casa parece tão mais organizada, parece que consigo mantê-la melhor. Não tem brinquedos, nem cinto, nem sapato, nem nada espalhado.

Mas isso também não é verdade… O problema é que não enxergo minha própria bagunça…

Falta-me a lógica

Acredito que deve haver uma lógica, um pensamento que conduza o comportamento mais organizado (não é possível, gente!). Eu não consigo acordar e pensar: “Bom, agora vou arrumar isso e aquilo, vou adiantar tal serviço e depois eu vejo desenho com o Cauê, entro na net, faço meus artesanatos”. Imagina! Sempre deixo pra depois e, quando me dou conta, são seis horas da tarde, a janta não está pronta e a casa está muuuito bagunçada (como vcs verão adiante).

Eu nunca sei por onde começar. Eu não sei como manter o pensamento organizativo. E não adianta vir com aquela história de “é só pôr no lugar o que vc acabou de tirar”, porque, se eu conseguisse cumprir isso, não estaria aqui postando.

Quando tenho que fazer faxina, dou conta – se a casa estiver vazia. A questão é como manter a casa arrumada, como fazer para que ela não chegue ao ponto que sempre chega… como criar uma rotina de dona-de-casa?

Preciso de ajuda

Pode parecer que não, mas, sim, eu tenho uma faxineira que vem uma vez por semana. Conclusão: eu não preciso passar roupa, nem lavar banheiro. Não sei o que seria desse lugar sem ela…

Também não faço almoço todos os dias. Além de eu ser uma negação, essa história de começar duas horas antes, pra comer meio-dia em ponto, não é muito fácil. Eu cozinho, sim. Bem, sim. Gosto, não todos os dias. Tá, então como é que a gente se alimenta? Dá até vergonha de dizer… mas almoço na minha sogra, a duas quadras daqui. Podem falar à vontade… sei que é folga minha nossa, entretanto, ela adora, pois, como meu marido é filho único, diz que não tem mais o que fazer, que assim ela não fica sozinha…

Então, tá. Vocês devem estar se perguntado: “Se ela tem empregada, se almoça na sogra, por que precisa de ajuda?” Preciso de ajuda para tentar manter arrumada, para aprender a fazer comida todo dia (como que alguém olha pra geladeira vazia e arruma o que fazer, Bia?), pra entender o que é o pensamento organizado. Alguém tem alguma dica?

Vergonha Alheia

Escolhi o pior caminho (talvez o q me ajude). Decidi colocar algumas fotos da minha casa aqui e passar uma boa duma vergonha – coitada da mamis…

Hoje, 18h30, tirei várias fotos da minha casa. E fiquei chocada por não encontrar nenhum ambiente arrumado. Tudo, todos os lugares da minha casa estavam estão bagunçados. É um absurdo. Tentei amenizar, dizendo para mim mesma que o Cauê está de férias, a faxineira vem amanhã, final de semana veio uma galera. Não valeu nada. A verdade é que preciso mudar…

Quem sabe o choque das fotografias não me ajudam a mudar? Quem sabe uma boa alma leia esse post e me dê altas dicas? Quem sabe… quem sabe…

Olhem:

 

 ( Mãe, desculpa, tá?)

Fiz uma lista e pretendo tentar cumpri-la a partir de depois de amanhã (já q amanhã a faxineira taí), mas não quero sair ticando tudo no primeiro dia para, no quinto, apodrecer em casa de novo. Como diria D. Vera: “passinhos de bebê”.

  • arrumar as camas;
  • manter sapatos e roupas nos lugares (apesar de eu não saber o q fazer com roupas q não estão sujas, mas já foram usadas);
  •  manter a pia limpa;
  • lavar a roupa 3 vezes por semana;
  • varrer a casa;
  • passar pano;
  • recolher os brinquedos;
  • manter objetos nos seus devidos lugares;
  • guardar as coisas após usá-las;
  • levar os copos/mamadeiras para cozinha assim que vazios;
  • recolher a roupa do varal assim que secarem;
  • não deixar que alimentos de estraguem na geladeira…

Devo estar esquecendo muitas coisas… depois me lembro… ou alguém me lembra.

#prontofalei

Agora podem colocar comentários de vergonha alheia, pq eu sei q a gente não precisa se expôr dessa maneira…

Aposto que os homens vão rir: só mesmo uma mulher de TPM para postar algo tão besta… vamos colocá-los para fazer tudo?

E, se alguém tiver uma diquinha de como consegue conciliar filhos/casa/marido/alimentação, sem uma mensalista, me conta, tá?

Um update:

Se você leu este post e se identificou, leia o que escrevi com todas as dicas que o pessoal me mandou aqui.

De como cheguei onde estou

Quando engravidei, há pouco mais de três anos e meio, eu ainda era uma garota cheia de ideais que acreditava que o mundo precisava de mim.

Nada como um choque de realidade, não?

Pois bem, fazia apenas um mês que namorava e eu mal conhecia meu marido… Eu já morava sozinha, trabalhava, pagava minhas contas. Tinha 25 anos. Ele ainda morava com os pais e mal conseguia pagar as parcelas do carro. Tinha 27 anos.

Decidimos não nos casar por causa da gravidez. Se um dia acontecesse, seria por amor.

Logo nos primeiro meses da gestação, o véu da ilusão começou a cair e eu a me desesperar, convencida por minhas verdades. O homem pelo qual eu me apaixonara estava muito distante do que ele era no dia-a-dia.

Dois meses antes de meu filho nascer, passamos a morar juntos. Que desafio… aprender a conviver com o outro e ainda ter de aprender a ser mãe… Época muito, muito difícil em nossas vidas. Eu nunca estava satisfeita, só conseguia enxergar os defeitos, os problemas. Só sabia me lamentar pela escolha que tinha feito. Meu marido também não conseguia encontrar em mim a menina tão feliz e serelepe que o fez querer namorar. Estávamos muito frustrados. Hoje sei que tinha muita coisa que nos mantinha juntos, mas nós acreditávamos ser nossa única motivação nosso filho – tão lindo, tão pequeno, tão nosso…

Eu acreditava em um homem ideal… achava que existiria um ser mais próximo das minhas crenças, da minha educação, do meu modo de viver. A vida que tinha não era a planejada: aquele homem que escutava as mesmas músicas que eu não acreditava no mesmo tipo de educação, não tinha a mesma formação, não entendia minhas ideias. Deveria haver neste planeta alguém que pudesse compartilhar disso tudo comigo.

É engraçado como nos prendemos a certos ideais tão distantes do real, não é? E como é difícil enxergar a realidade…

Enfim, tínhamos brigas e acertos, mas nunca terminamos. Quando meu filho tinha seis meses, nós o colocamos em um berçário para eu poder voltar a trabalhar. Voltei como nunca. Cheia de energia, ideias, abraçando todas as causas. Sou professora de L. Portuguesa e fui assumindo várias salas. Quando me pergutavam se eu não tinha dó de meu pequeno, eu respondia que ele deveria aprender que tudo na vida não é do jeito como gostaríamos. Na verdade…

Na verdade, eu tinha me esquecido de qual era o meu maior sonho na infância. Quando me preguntavam o que seria quando crescer, eu respondia “Quero ser mãe”… Eu era mãe, cuidava bem do meu filho, mas ia deixando certos detalhes importantes de lado, como “atenção”, “presença”…

No ano passado, ano do nosso casamento, assumi duas escolas e passei em uma faculdade pública. Durante o dia dava aulas, à noite estudava Pedagogia. Curtia meu marido e meu filho nos finais-de-semana. Aos poucos, fui vendo tudo ficar distante – minha família tinha deixado de ser uma prioridade. Fui ficando cansada de tudo.

No mês do meu casamento, comecei a ter pensamentos muito sombrios. Achava que morreria por qualquer meio e que não conseguiria me casar: árvores caindo numa tempestade, acidentes de carro, gripe suína. Ao mesmo tempo, por causa das férias escolares, percebi o quão distante eu estava do meu filho. Ele não gostava de vir no meu colo, não me tinha como um porto seguro quando sentia dor, fome, medo…

Venho de uma família onde todas as pessoas das gerações anteriores, incluindo bisavós e tios, separaram-se. Minha irmã já entrou nesse número. Pode parecer mera coincidência, entretanto, o que se vê é um grupo enorme de pessoas que trabalham muito, dedicam-se de alma à carreira e às causas sociais, mas não dão conta dos problemas dentro de casa. Quando falei que gostaria de casar tradicionalmente – véu e grinalda, festa simples para os amados – a reação foi imediata: “Para quê?”

Por outro lado, meu marido vem de uma família totalmente oposta. Relações extremamente complicadas que nunca se desfazem. Casamentos longos, mesmo que problemáticos. Dedicação total à familia e parcial às próprias ambições. Quando ele falou de casamento, ouviu: “Vejam quanto vai ficar e vamos ver com quanto vou poder ajudar”.

Não dá para condenar nem uma família nem outra. As duas nos trouxeram até aqui e fizeram o melhor que podiam para que fôssemos pessoas íntegras, cada uma do seu jeito. A questão é que eu tive um choque…

Depois de três dias da linda cerimônia de casamento, durante a lua-de-mel, tive o primeiro ataque de pânico. A partir daí, as coisas só pioraram – vieram agorafobia, depressão, vontade de morrer. Precisei me afastar do trabalho, passei meses na cama, sem conseguir sair direito de casa. Dor, angústia, escuridão sem fim.

Quem estava ali ao meu lado? Quem me deu forças, me suportou, me ofereceu tudo o que podia? Meu marido. Aquele homem que eu condenei tanto, que briguei tanto, era ele que estava ali. Tudo em que eu acreditava tinha perdido o sentido. De que valia trabalhar tanto pelos outros? Como eu poderia ter tantas certezas sobre um casamento ideal? Como conservar uma família?

Muuuuuita terapia, muito choro, muita dor. Quem eu cria ser até aquele momento, não podia mais existir, pois me sufocava. Percebi que aqueles valores não eram meus e eu tinha que encontrar as minhas próprias verdades. Eu não precisava ser o orgulho acadêmico da família, eu não precisava ser outra senão eu mesma.

Sou caseira. Gosto de cuidar da minha família, passar bastante tempo com meu filho. Gosto de ver minha casa arrumada e meu marido feliz. Gosto de artesanato: bordar, pintar, costurar… Gosto de dedicação. Sou alguém que gosta de deixar a casa aconchegante.

Parei de trabalhar e agora dedico-me à minha família.

Isto não significa que nunca mais vou trabalhar ou que todas as mães deveriam seguir por este mesmo caminho. Apenas significa o que sou. Não quero mais ser radical. Não há verdades absolutas, somente valores em que acreditamos.

Hoje sinto que aquela menina cheia de ideais cresceu… Agora sou mulher, dona-de-casa, dona DA casa, DONA DE SI MESMA.