Do machismo disfarçado

Não é a primeira vez que leio um comentário grosseiro de um homem em um desabafo feminino. Outro dia, em um site sobre maternagem, a mãe fala sobre o quanto idealizamos esse momento e o quanto a realidade, pode ser diferente. Ótimo texto, por sinal, no MinhaMãequeDisse. Aí, o sujeito todo cheio de si escreve nos comentários o quanto essa mãe explora sua babá e blábláblá, tentando massacrar a mãe por suas escolhas. A autora do texto, a Mariana Zanotto, do blog Pequeno guia prático para mães sem prática, respondeu à altura e colocou o sujeito em seu lugar. Ele até desenvolveu melhor o assunto em um post no próprio MMqD, posteriormente. Apesar da sua explicação sociológica, econômica, etc, nada me tirou a impressão ruim de sua grosseria.

Até meu filho nascer, eu achava que o machismo tinha ficado lá com a queima dos sutiãs. Ilusão de quem foi criada por um pai muito participativo, por crescer em um ambiente nada machista e por ser, na maior parte do tempo, tão desconectada da realidade. Com as crianças, vieram diversas cobranças inesperadas – não necessariamente do meu marido, mas da sociedade em geral.

Não sou do tipo feminista radical, mas, realmente, vivemos sob o machismo – muito bem disfarçado de discursos igualitários. Vemos o machismo em diversos lugares: no óbvio, que eu não achava, como os cuidados com o lar – quantos homens você já ouviu dizendo que não pode fazer algo porque tem muita roupa para lavar? -; nos cuidados com os filhos; na imposição da imagem da mulher gostosa; no discurso da liberdade feminina, quando, na verdade, eles não estão nem um pouco preocupados com isso.

Uma das melhores ferramentas para isso é a inação. Por exemplo, quando estamos em casa, e algo precisa ser feito, o homem não diz (mais) “mulher, você precisa lavar esta louça”. Ele simplesmente não lava. Às vezes, não é a louça, mas a roupa, a faxina, qualquer coisa que, geralmente, se atribui às mulheres. Se eles não querem fazer, não falam nada, mas também não o fazem.

Sim, eu sei que, em muitas casas, as coisas não são assim. Sei que há homens que não agem nunca deste modo – meu pai é um deles, nunca o vi ser machista em aspecto nenhum…

Nós, mulheres, temos um nível de exigência interna de sermos perfeitas em quase tudo que assumimos e acabamos nos sentindo massacradas…

Daí que eu fiquei pensando em todas as coisas que, geralmente, são atribuídas às mulheres:

– manter a casa limpa e organizada, sem a ajuda de uma diarista (já que, como disse o Pedro, é uma exploração – não vou entrar nessa discussão, tá?);

– ter parto normal a qualquer custo e amamentar por, pelo menos, 1 ano, sem chances de erros;

– preparar uma alimentação equilibrada para as crianças nos horários certos e a comida preferida do marido;

– não permitir que as crianças vejam televisão ou joguem vídeo game;

– brincar com as crianças o maior tempo possível;

– colocá-los para dormir na hora certa;

-ser uma excelente profissional;

– não contratar uma babá (pelos motivos expostos pelo Pedro);

– não colocar na escolinha antes dos 2 anos;

– ser a pessoa que falta no trabalho quando as crianças adoecem;

– pôr limites nos filhos;

– estar sempre linda, cheirosa, gostosa e disponível para o sexo;

– entender quando o homem não quer sexo;

– não gastar demais;

– não falar demais, principalmente na frente dos amigos dele;

– preocupar-se com horários, tarefas, bolsa da escola, bolsa do passeio, horários dos remédios, consultas com médicos.

 

Preciso deixar claro algumas coisas quanto essa lista: primeiro, eu não acho que tenha problema fazermos tudo isso, ou parte disso, faz parte das nossas escolhas como família; segundo, algumas coisas são absurdas, mas, juro, que já vi várias delas; terceiro, eu sei que isso NÃO acontece em todas as casas, pus tudo o que me veio à mente para ilustrar um pouco o que estou falando.

Muitos homens dirão que não cobram nada disso de suas mulheres. Em parte, é verdade mesmo. Como disse anteriormente, não cobram, mas também não fazem. E aí, como muitas dessas coisas precisam ser feitas, somos nós que corremos atrás.

Outro ponto é que as próprias mulheres podem ser muito machistas umas com as outras. Então, me lembrei lá da 6a série: enquanto as meninas ficavam brigando para ver quem era a mais bonita, a mais popular, a mais isso ou aquilo, os moleques jogavam bola juntos, divertindo-se. Os homens continuam unidos, com seus vídeo-games, futebol, enquanto nós ficamos aqui na blogosfera disputando para ver quem é mais mãe, mais esposa, mais isso ou aquilo.

Cada uma vive do modo como achar melhor e isso é ótimo. O que me irrita são esses homens arrogantes que, imbuídos de um discurso democrático, torturam as escolhas maternas. Se na casa deles, eles são diferentes, palmas para eles. Mas isso não lhes dá o direito de ser grosseiro com outras mulheres que vivem diferentemente de suas esposas.

Homens e mulheres são diferentes, é bem óbvio. Cada um lida de um modo com a realidade ao seu redor. O que acho mais plausível é que cada um escolha a tarefa que tem maior facilidade e divida os papéis. Nada dessa coisa hipócrita de “não critico as mulheres”, mas também não faço m* nenhuma. Ou critica as mulheres dos outros.

Amigas, de verdade, precisamos nos unir mais. Vamos nós jogarmos uma bola, ou um vídeo-game, ou qualquer outra coisa. Vamos ser mais felizes juntas. Porque, enquanto estivermos brigando entre nós mesmas, os homens estarão jogando mais lenha na nossa fogueira – já que, assim, nós os incomodamos menos…

14 pensamentos sobre “Do machismo disfarçado

  1. É, Sô, foi revoltado mesmo.
    Na verdade eu considero toda essa disputa uma grande besteira por vaidade. Cada um que seja feliz como quiser, desde que não invada o espaço do outro. Quando decidimos pela amizade (seja homem ou mulher), não decidimos agradar ou concordar com a vida alheia, mas apoiar e pronto. O resto é julgamento por referência do próprio umbigo, nem escuto.
    Por isso, não ligo que existam esses (e essas) machistas também, desde que não se intrometam em minha vida.
    Beijos e muita saudade.

  2. Sofia, essa sua frase resume bem:
    “Os homens continuam unidos, com seus vídeo-games, futebol, enquanto nós ficamos aqui na blogosfera disputando para ver quem é mais mãe, mais esposa, mais isso ou aquilo.”
    E acrescento: muitas mães/mulheres estimulam e incentivam o machismo.
    Sem mais…

    (beijocas mil pra vc, linda!!)

  3. É, Sofia…o machismo mudou de roupa mas continua sendo igualzinho. Dá pra ver isso mais claramente quando você vê como é a situação em outros países…no Canadá, por exemplo, ainda se cobra UM MONTE dessas coisas absurdas da mulher (inclusive se ela não parar de trabalhar, durante ANOS, ao ter filhos, é considerado um absurdo…contratar empregada ou babá então?!? Eles falam que é porque lá é muito caro, mas que nada, a coisa é ideológica barra-pesada MESMO, pois nem com a mulher ganhando salário próprio…eles não admitem que vc. enquanto mulher não queira fazer os trabalhos domésticos e cuidar dos próprios filhos 24h, onde já se viu ter outro tipo de interesse!!), mas numa coisa eles estão há anos-luz de nós: as mães lá treinam seus maridos e filhos p/ ajudar em casa, aí não pesa pra ninguém. Assim que termina o jantar, todos se levantam e começam a retirar a mesa – e, ao invés de largar tudo na pia pra mãe/esposa/namorada e irem assistir TV, ninguém sai da cozinha enquanto tudo não tiver limpo e arrumado – uns lavam os pratos, outros secam e assim vai – se bobear até sobra ajuda hahahahh E acaba tudo muito mais rápido, LÓGICO!

    Meu ex-namorado (canadense) sabia lavar roupa, louça, passar, cozinhar e limpar a casa melhor do que muita mulher, inclusive *rs* E, melhor: não chiava pra fazer nada disso!!! Porque desde criança a mãe tinha ensinado a não se “encostar” nas mulheres, e sim dividir as tarefas (de verdade, não só na falação).

    Quanto ao post daquele rapaz, lamentável. Nem sei por quê aquela moça se deu ao trabalho de responder…a “exploração” das domésticas é tão grande quanto de qualquer outro trabalhador – tem gente sacana nesse mundo sim, que não paga tudo o que elas têm direito, e não paga um salário justo (se aproveitam que elas não têm muita instrução formal, algumas são analfabetas até), mas também existem MUITOS empregadores que fazem muito mais do que a obrigação legal…quem trabalha aqui em casa, por exemplo, não só tem salário bom e cesta básica, vale disso e vale daquilo, férias, INSS, etc etc. mas costuma também ter remédios, o guarda-roupa próprio E dos maridos e filhos (de verão e de inverno!) completamente feito (com roupas novas, não doadas!), e construir sua casa própria, dentre outras coisas *rs* Nenhum patrão de empresa alguma jamais faria o que minha mãe faz pelas moças que passam por aqui, inclusive incentivando-as a estudar, dando dicas, encaminhando aos serviços públicos a que elas têm direito e nem sabem, e por aí vai…aquele cara é um babaca, deve ter visto a exploração das domésticas na casa própria, e acha que todo mundo age do mesmo modo bárbaro *rs*

    Saindo do capitalismo e voltando ao machismo: outro dia no Facebook o amigo de um amigo meu escreveu: “Curiosidade: alguma menina ou mulher aqui acha astrologia e homeopatia uma bobagem? Só uma pergunta.” Aí, claro, tive que cair matando *rs* Minha primeira resposta foi: “Acho que as pessoas têm que parar de meter o nariz em quem acredita no quê, e têm que parar com essa coisa de ridicularizar, de ser condescendente ou de tratar como “vítimas ingênuas” quem acredita em qualquer coisa que seja. Cada um fique na sua, cuide de sua própria vida. Quando se trata do sexo oposto, então…melhor deixar quieto. Os homens vêm me decepcionando profunda e irreversivelmente.”

    Ele: “Humanos me decepcionam profunda e irreversivelmente há anos por coisas muito piores do que “ridicularizar” a crença alheia.”

    Eu: “E daí? O fato de existirem coisas piores não te dá o direito de fazer uma coisa ruim. E vc. está fazendo duas coisas ruins, diga-se: ridicularizando crenças E sendo machista. Bravo!”

    Ele: ” ‘ ‎está fazendo duas coisas ruins, diga-se: ridicularizando crenças E sendo machista. Bravo!’ Eu ri. Próximo.

    Eu: “Vc. escreve uma merda daquela, que pressupõe que toda mulher acredita em astrologia e homeopatia, e que como essas coisas são besteiras (segundo VOCÊ, claro), a conclusão óbvia é: nossa, como elas são bobinhas e retardadas
    puta que o pariu, cansei desse tipo de gente, mascarando-se de esclarecidos e modérnus”

    Ele: “Eu não deixei implícito que mulheres são mais burrinhas. Apenas perguntei se alguma menina da minha lista de contatos acha astrologia e homeopatia bobagem. As pessoas que inferem coisas sabe-se lá de onde. Isso, sim, mostra um pouco sobre a inteligência delas…”

    Eu: “aaaah, tá bom…aquilo era meramente uma questao teórica e estatística, você queria saber exatamente qual a porcentagem de mulheres gostava de homeopatia e de astrologia, ãh-hã”

    Aí veio uma MULHER (nada me irrita mais – mas também não me surpreende – do que machismo partindo das mulheres) e escreveu assim: “Ah, como eu lamento minha juventude a queimar ‘soutiens’ em praça pública e a gritar que ‘é proibido proibir’. Criamos um monstro, as mulheres da minha geração. Criamos mulheres que vêem ofensas onde não as há,que tratam os homens como adversários ferrenhos.😦 ”

    E eu: “Moça, desculpe…mas houve ofensa sim. E se estamos tratando os homens como adversários é porque eles estão nos tratando como tais, infelizmente. É mera questão de ação/reação.

    E fulano, você não me conhece, não pode me julgar a respeito da minha inteligência – mas se se importa tanto assim com a inteligência alheia (ou falta dela), posso fazer um teste de QI e te mandar os resultados😛 O grande problema que vi na sua pergunta é, justamente, o direcionamento com relação às mulheres. Se a pergunta tivesse sido “alguém aqui, como eu, considera homeopatia ou astrologia uma bobagem?” a recepção teria sido bem diferente…”

    Ele: “Nem li. Próximo.”

    Outra moça: “Esta pergunta ser direcionada às mulheres ofende por causa do seguinte contexto , muito bem ilustrado pela experiência da Rebecca Watson quando perguntou no fórum de céticos que participava sobre o pequeno número de mulheres ali: “Porque elas não são lógicas como nós”. Diante da ciência de que esta é a situação, este é o contexto, a pergunta foi no mínimo muito infeliz e não, eu definitivamente não acho que foi idiota questionar a existência de machismo nela. Foi parte do contexto que existe, por mais que a intenção não fosse essa, devido ou a ingenuidade ou à não ciência de que é assim que é também nos meios céticos. No último caso, isso é o que chamamos d e privilégio: vc nem faz idéia de que merdas deste tipo acontecem a todo momento conosco, porque para vc isso é alienígena, já que nunca aconteceu contigo.”

    E a mesma que lamentava o feminismo pouco acima respondeu novamente: “Pode ter sido um ‘lapsus linguae’ dele e pode até ser que ele seja mais machista do que meu ex-marido mas não é a fazer birra e exigir respeito ou com golpes no baixo ventre que se consegue respeito. As meninas que desçam das tamancas e cresçam DE VERDADE e entâo conversamos.”

    Eu: “Não dei golpes no baixo ventre nem exigi respeito – apenas apontei algo e fui chamada de burra em público por tê-lo feito. Sim, você mesma o disse: pode ter sido um lapso, só que lapsos mostram determinadas coisas (Freud já explicou faz tempo, mas “nem li”!), às vezes muito mais do que asserções explícitas.”

    Desculpe pelo longo relato, mas é p/ você ver que até no nível discursivo rola machismo de gente que nem se considera machista…

  4. Sô, gostei de texto e concordo com vários pontos. Entretanto, acho muito perigoso e, na verdade, errôneo colocar a amamentação neste mesmo balaio. Amamentar é uma obrigação da mulher para com seus filhos, sem deixar de ser um ato de amor, é claro! Confundir a amamentação – prolongada ou não – como uma imposição machista dos homens sobre as mulheres pode dar a algumas de nós, mesmo que de forma insconciente – o ímpeto de negá-la e combatê-la. Afinal, depois das incendiadoras de sutiã, tudo o que soa como machista deve ser veementemente combatido pelas mulheres-maravilha-independentes. Por isso, de novo, muito perigoso colocar o aleitamente materno sob essa visão, porque eu não acho que seja! Beijoca.

    • Glau, na verdade, eu estava colocando todas as coisa que fazem parte da nossa obrigação e as que não fazem parte também.
      Pode ser que, do jeito que foi posto, ficou parecendo que é tudo o que deve ser combatido. Mas não foi minha intenção. Realmente, a amamentação não deve ser confundida com uma imposição masculina, ela faz parte das nossas tarefas necessárias, importantes, essenciais ao desenvolvimento dos filhos.
      Quando fiz a lista, pensei em tudo o que fazemos e tudo o que o que nos exigem… realmente, ficou confuso!!!

  5. Sinceramente o machismo não me importa tanto assim. Me importa bem mais o feminismo machista! Quando foi q passamos a considerar q para nós sermos (nos sentirmos) completas, temos q ter “tudo”? Carreira (em primeiro lugar?), filhos (em segundo?) e marido/namorado. Pq a mulher q escolhe uma carreira e um marido não é “completa” até ter filhos? Ou aquela q escolhe ter filhos e um marido não é completa pq não trabalha?

    Q os homens nos cobrem pq são machistas… Ah eu até entendo… Mas nós??? Quando foi q a escolha de ficar em casa e criar filhos virou uma escolha de “segunda classe” de mulheres preguiçosas e aproveitadoras??????? Não deveria ser o “trabalho” mais importante do mundo? Criar e educar seres humanos!

    Mas para lidar com a nossa própria culpa, com a nossa própria insatisfação, tratamos aquelas q fizeram esta escolha com paternalismo, com menosprezo… “Fulana não trabalha, só fica em casa no bem bom, só cuidando de filho”. OI? SÓ cuidando de fillho???? Pq chegamos em casa cansadas e só temos tempo de fazer dever e dar uma atençãozinha, esquecemos q FICAR em casa pode ser muito mais rico q isso. Fazer programa com os filhos no fim de semana é legal, mas passar a semana engajada num projeto com as crianças é muito, muito mais recompensador!

    Sério… Qual de nós emprega TODA a força criativa q usamos num projeto no trabalho para um projeto com os filhos? Quantas de nós passamos UM MÊS desenvolvendo, sei lá, uma campanha de arracadação de brinquedos para algum orfanato, ensinando aos filhos a ajudar ao próximo, a batalhar por um ideal, a construir um projeto q seja! NENHUMA! Pq é mais fácil pegar um livrinho de colorir.

    Antigamente, aquelas q queimaram os soutiens, o fizeram para q tivéssemos ESCOLHAS, (de trabalhar, de estudar, votar…)! Hoje, tratamos essa ESCOLHAS como obrigação. Trabalhar, estudar, ter uma carreira, SER ALGUÉM (q horror!) não é mais um escolha, é uma obrigação/necessidade (seja produtiva na sociedade!). Cuidar/educar/criar os filhos é secundário. Agora, é dever da escola… E q venham os filhos q estamos deixando para este mundo!!!

    • LEGAL É LA EM CASA. CASADOS A 11 ANOS ,NÃO TEMOS FILHOS, NÃO TEMOS EMPREGADA, NÓS DOIS TRABALHAMOS, NÓS DOIS DIVIDIMOS AS TAREFAS, ELE ME RESPEITA COMO MULHER E EU O RESPEITO COMO HOMEM. ESSA FOI A NOSSA ESCOLHA E SOMOS FELIZES ASSIM.

  6. Pingback: As vadias, os partos e os peitos « Buteco Feminino – Mesa para Conversa de Mulher

  7. O assunto é controverso e passível de várias interpretações. Mas ai esquecemos que cada mulher se sente realizada de maneiras diferentes, algumas podem se sentir realizadas sendo mães e doans de casa e outras por terem uma carreira profissional brilhante. Afinal, ninguém é desprovido de ambição, cada um sabe o que lhe satisfaz e lhe deixa feliz. Claro, o fato da mulher ser dona de casa por opção é uma coisa e por imposição do marido ou até mesmo dos familiares é outra. No caso de mulheres que vivem uma situaçao de submissão por imposiçao ou pelo medo o que é muito frequente ainda nos dias de hoje, dependendo do grau pode acarretar em situações de intensa violência doméstica. Acredito que com o acesso a informação atraves dos meios de comunicação nos dias de hoje, a maioria das mulheres anseiam por um carreira profissional sem deixar de lado a realizaçao pessoal constituindo uma família. Eis aí o grande desafio das mulheres modernas que optam por essa dupla jornada: a de ser profissional e mãe. Existem tarefas como a amamentação no seio que obviamente é tarefa exclusiva da mulher, porque dessa forma desejamos que nosso filhos tenham saúde. Adorei o comentário “Outro ponto é que as próprias mulheres podem ser muito machistas umas com as outras. Então, me lembrei lá da 6a série: enquanto as meninas ficavam brigando para ver quem era a mais bonita, a mais popular, a mais isso ou aquilo, os moleques jogavam bola juntos, divertindo-se. Os homens continuam unidos, com seus vídeo-games, futebol, enquanto nós ficamos aqui na blogosfera disputando para ver quem é mais mãe, mais esposa, mais isso ou aquilo.” Falou exatamente o que eu sentia com relação a maioria das mulheres, enquanto os homens se unem entre si, nós mulheres competimos entre nós mesmas. Qual a lógica disso? Lembrem que quem é a mãe e que cria os homens somos nós mulheres. Será que o machismo não é feminino? Lembro de um exemplo particular, a mãe do meu primo viajou e ficou somente ele e a irmão em casa. A minha prima simplesmnte nao quis lavar as cuecas dele. Ele comentou o fato que estava sem cuecas porque a irmã dele não lavou enquanto a mãe tava fora. daí a minha tia comentou: Porque não trouxe para mim lavar que elas ja estariam limpinhas. O fato é que, observem no dia a dia como as mães tratam seus filhos homens, o quanto eles são mais mimados que as mulheres e vocês terão a resposta. Todo homem é machista porque teve uma mãe superprotetora em casa. Remetendo aos anos 50, um filme muito interessante que recomendo é o Sorriso de Monalisa. Observem como era a educação feminina naquela época em pleno século XX, e a nossa sociedade brasileira é assim também. Como a emancipação feminina é recente, devemos lembrar que segundo as leis da dialética, ehehee, entre dois periodos que se sucedem há uma fase de transição. Portanto, ainda vai demorar para que o estereótipo de mulher amélia do passado se desconstrua. Na verdade ainda, mesmo com a emancipaçao do feminismo, até mesmo o sentido de ser feminista sedistorceu ao longo do tempo. O que são essas mulheres frutas cujas imagens são tão enfatizadas pela mídia, senão um relfexo do machismo do passado, da mulher-objeto-quenga de bordel, mascarada sobre a visão de liberdade feminina.

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