Festa de Aniversário

Adoro festas de aniversário. Celebrar a vida, a alegria, reunir os amigos, ser feliz.

Desde que meu filho mais velho nasceu, dentro das nossas possibilidades, investi o quanto pude nas festas do pequeno.

Amigos do Ursinho Pooh e nariz de palhaço para todos os convidados

Festa do Mickey, personagem favorito do pequeno

Os Incríveis - com direito a máscara de super herói para todos os convidados

Só para mostrar como a pessoa incorpora...

Meu filho estuda em uma escola Waldorf – não me lembro se já disse isso aqui. É uma escola muito legal, muito diferente, que segue a Antroposofia e preocupa-se muito mais com a formação do homem como um todo do que de alguém que vai – somente – prestar vestibular e ser mais uma máquina. Eu estudei 2 anos e meio lá, meus primos e amigos, a vida inteira. Bom, certo. Achei uma boa explicação resumida do que é aqui.

Duas vezes por ano, eles fazem um evento chamado “Portões Abertos”, procurando mostrar para os pais e para a comunidade como é a rotina e a estrutura da escola. Dentre as várias atividades propostas no dia, uma delas é a de você escolher uma aula que as crianças têm e assisti-la. Escolhi “Vivências de Jardim da Infância” e fui, feliz da vida, brincar na salinha do meu filho (as crianças não participam).

A professora avisou que faria – e nos trataria – como se fôssemos as crianças em um dia muito especial: o dia do aniversário de um deles. Eu já sabia que a festa não era comum: nada de salgadinhos, presentes, lembrancinhas ou trenzinhos. Mas não tinha ideia do quão lindo e emocionante podia ser algo tão simples. Logo que a criança chega, ela é coroada príncipe ou princesa. Em seguida, há uma roda em que cada uma das outras crianças representa uma parte do céu e o aniversariante vai passando por elas pedindo, como se fosse uma estrelinha, autorização para descer na Terra. Coroado e celebrado como estrelinha que escolheu nascer, as atividades continuam: prepara-se na sala um bolo bem simples, colhem-se flores para enfeitar a mesa, estoura-se pipoca, faz-se o suco. As crianças sentam-se ao redor do aniversariante e cantam parabéns. Simples assim, mas de uma intensidade, uma alegria e celebração por esse espírito divino ter escolhido nossa companhia para vir até aqui!!!

Essa história toda coincidiu esse ano com outros fatores: dinheiro, bebê pequeno e muita falta de tempo. Eu tinha decidido que faria algo simples, sem grandes personagens, com tema de cores, bem modesto e alegre.

No dia do aniversário, decidimos que iríamos coroá-lo como lá na escola já havia acontecido: ele teria nosso dia de príncipe, com direito a capa e coroa. Se vocês pudessem ver a alegria dele, muito feliz com aquela coroa… Tentamos transmitir o quanto somos gratos por sua presença e acho que ele sentiu.

Dia de príncipe

Depois de um almoço bem gostoso com os avós, decidimos que não iríamos fazer mais festa. Seria somente um bolinho com a família e um parabéns animado na semana seguinte. Ele adorou, porque sabia que ajudaria a fazer bolo e docinhos.

Hoje, uma semana depois, comemoramos com o bolinho. O resultado é que ele ficou tão feliz!!!

Apesar da culpa que me acomete por ter feito tão pouco, ver meu pequeno tão feliz (já que ainda não me cobra por festas grandes), me deixou mais feliz ainda!!!!

Bolo feito por mamãe e filhote

Anúncios

8 pensamentos sobre “Festa de Aniversário

  1. Que coisa mais LINDA Sô! Tenho certeza de que foi muito especial, como um aniversário tem que ser! Que bom! Pena eu não estar aí esse ano, mas ainda nos reuniremos em outros aniversários!

    BJÃO (saudades amiga querida)

  2. Que lindo! Fiquei até emocionada com a descrição da festa da escola… Maravilhosa, uma celebração da infância… Ah, lembrei daquele filme ‘Na Companhia dos Monstros’ também, por causa da coroa e de toda essa fantasia ao redor.

  3. Oi!

    Quando morávamos em SP a comemoração dos aniversário na escola em que a Lalá (hoje tem 7 anos) estava era como essa que descreveste. Me emocionei, pensando em como gostaria de ter estado lá nesse momento. Essa sensação me tomou na época também. Seria o seu segundo aniversário e a turminha fez desenhos e um álbum com duas fotografias para que ela tivesse de recordação daquele dia especial, em que os aniversariantes do mês receberiam a coroa, a capa e um local de destaque na hora do lanche coletivo.

    Deste uma grande idéia para fazermos aqui em casa… amei!

    Beijo,
    Ingrid

  4. Sabe, a gente nunca (mesmo) comemorou com festão os aniversários. Sempre considerei que era um dia para a família se maravilhar com aquela figura, presentinho de Deus, e de compartilhar lembranças, comer as comidas favoritas (minha sogra faz isso, prepara todas as coisas favoritas dos aniversariantes) e ficar junto.
    Nas duas vezes em que fizemos um encontro com todos os amigos (no primeiro ano do mais velho, com os parentes todos, e no quarto ano do mais novo, quando ele quis festinha) me frustrei porque não consegui conversar com quase ninguém e, pior, pouco vi meus filhos e só falava com meu marido sobre providências – que, aliás, duraram vários dias antes das festinhas.
    Acho que sou meio Waldorf em casa, apesar de não ter optado por esta escola para meus filhos (admito que mais por questões financeiras e de geolocalização do que por filosofia) e fiquei contente por poder conhecer esta celebração no seu relato. Obrigada por compartilhar.
    🙂
    P.S. Na pré-escola dos meus meninos, o Junshin, escola bilingue japonesa em Curitiba, tinha apenas uma celebração de aniversário por mês com bolo e brincadeiras, mas ofertada pela escola, sem presença de pais e etc, comemorando coletivamente as crianças daquele mês. Ao final acontecia uma coisa que eu adorava lá: as crianças todas, mesmo as pecorruchas, ajudavam as “senseis” (professoras, eram senhorinhas japonesas mesmo) a guardar, arrumar e limpar tudo, compartilhando tanto a festa quanto os cuidados com o ambiente coletivo depois dela.

  5. Sabe Sofia, acho que você fez algo além do que pode imaginar pro seu filho no dia do aniversário dele. Dedicou total atenção a ele, demonstrou que ele é especial para a família. E sinceramente, nas grandes festas é tudo uma correria, tentar dar atenção pra todo mundo, talvez ele não teria tido tamanha atenção que você dispensou pra ele.

    Você e seu marido dedicaram a vida de vocês em homenagem a dele….. não tem preço que pague por isso, pode ter certeza!

    Beijos

    Karin
    http://www.mamaeecia.com.br

  6. Pingback: A Revolução dos Brinquedos: o excesso, o cuidado e as dúvidas « Buteco Feminino – Mesa para Conversa de Mulher

Só é um Buteco se tiver conversa! Vem, deixe seu comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s