Quixote, dona-de-casa, blogueira, confeiteira?

Era só uma piada. Eram somente comentários engraçados. Era só um texto de humor. Assim foi com a piada sobre judeus de Danilo Gentili – aqui a matéria; também com os comentários no CQC virtual sobre o mamaço – aqui um texto meu sobre o ocorrido -; e, agora, na semana passada, com o texto de Carolina Mendes “Jantando no Orkut #12“, sobre cupcakes e donas-de-casa, no blog Marketing na Cozinha.

Sigo este blog no twitter e no facebook porque acho a maioria dos comentários engraçados. Na semana passada, eles comentaram sobre as donas-de-casa, seus blogs e os cupcakes: “Mulher casada que tem um blog e vende cupcake is the new aluna carente que vende brigadeiro na sala de aula.” Fui lá ver qual era a do texto, achando que seria algo “leve” e engraçadinho e me surpreendi. E, na sequência, me irritei, me indiguinei, me revoltei. Quis deixar uma resposta, mas percebi que o prazer da autora era ofender – quem elogiava e quem criticava. Aí, resolvi parar pra pensar. Já que doeu, deixa eu ver o porquê.

História da crítica

Eu sou já fui jovem. E fui daquelas cheias de opinião. E fui muito crítica em relação a tudo e a todos. Falava em alto e bom som o que achava do mundo, eu era jovem e, infelizmente, arrogante. Nunca ofendi ninguém, mas eu era arrogante.

Daí que não fui só eu. A maioria foi. Desde que há civilização e seres pensantes nesse mundo, há jovens criticando o mundo como se carregassem toda a verdade. Pensando nisso, lembrei-me daquela música do Raul que diz “Eu prefiro ser esta metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo.” Quando eu era nova, cantava esta música me achando a metamorfose. Mas percebi que, na verdade, são os jovens que têm uma opinião formada sobre tudo e que são inflexíveis. Os jovens sempre têm uma opinião formada e, quase sempre, vão contra o que os mais velhos fazem. A moça “só” está sendo jovem.

Quem estudou História e História da Arte vai se lembrar dos períodos literários em que um sempre vinha para contrapor o anterior – aqui tem uma explicação pra você que se esqueceu, tá? Eu me lembrei de uma delas, o Trovadorismo, em que trovadores faziam, além de canções sobre amor e amizade, canções falando mal dos outros. Também me lembrei do Modernismo e suas várias expressões para provocar os movimentos culturais anteriores. Não estou dizendo que a moça faz parte de uma nova escola literária, pelo contrário, textos tão ácidos fazem parte da história da literatura.

Liberdade de escolha

O ano passado, fiz uma escolha: parar de trabalhar para cuidar do meu filho. Não foi uma decisão muito fácil e eu cheguei nela depois de ficar bem doente. Escrevi um post sobre isso, não vou ficar entrando em pormenores. Quando eu e meu marido chegamos a essa decisão, não estávamos – e ainda não estamos – nadando no dinheiro. Eu não posso me dar ao luxo de, como disse a menininha, fazer cursos de decoração, comprar um monte de coisas e etc. Bom, não importa, essa foi uma decisão minha – não acho que toda mãe deve ou não fazer o mesmo, isso é de cada uma.

Ser mãe, dona Carolina provavelmente vivenciará isso e apontou bem em seu texto, é ser a culpa encarnada. A gente sente culpa por tudo. Ontem, Samantha Shiraishi, @samegui, publicou um texto ótimo sobre isso: “Rainha do Lar não é Deusa Doméstica” em seu blog A vida como a vida quer. Vale muito a pena ler pois ela fala exatamente sobre esse sentimento horroroso que nos persegue. Ainda que a moça tenha apontado isso, em seu texto, ela parece nos forçar a sentir mais culpa ainda por termos feito essa escolha. A Glau, @glauciananunes, amiga e comadre, também falou sobre isso lá no rede Mulher e Mãe, com o post: “Sobre feridas e culpas na maternidade“.

Eu não sou carente porque sou dona-de-casa. Não sou carente porque tenho um blog. Nem sou carente porque me divirto com os cupcakes.

Fato é que a imagem que se tem da dona-de-casa é tão mítica. Pensamos em mulheres que não estudaram muito, que não lêem, que tem como única ocupação e motivação a cozinha, a casa e os programas da TV aberta – culinária, dicas domésticas, novelas. Eu mesma, quando mais jovem, achava isso. Doce engano.

Sou muito, mas muito mesmo, mais eu. Sou dona-de-casa e, por mais que tenha como preocupações maiores meus filhos e minha casa, estou longe desses estereótipos. E ainda que estivesse dentro: qual o problema? Ser dona-de-casa é ser carente? Carente de quê? Quem disse que eu não tenho vida porque escolhi cuidar da minha família?

Ao me sentar na frente do computador e criar um blog, estou me dando a oportunidade de refletir e discutir sobre minha realidade. Quer dizer que só quem não é dona-de-casa pode ter um blog? Todo mundo que tem um blog é carente? Tese da área de humanas, isso dá…

Além disso, o ódio ao pobre do bolinho chamado de “gay”. Sou tão feliz ao fazê-los e mais ainda ao comê-los. Foda-se que seja moda, foda-se que as pessoas comam alguns horrorosos por aí. Foda-se mesmo. Só porque adoro esses pequenos odiados eu sou carente? E daí se eu quiser vender essas delícias? Só pode entrar para a confeitaria quem fez curso no exterior?

Verdades absolutas e opiniões polêmicas

Toda vez que a gente “acha algo”, a gente encontra uma polêmica. Ter opinião é entrar em polêmicas.

Acredito piamente na liberdade de expressão. Todos devem, sim, dizer o que pensam. Entretanto, nem todos sabem fazer isso bem como disse sabiamente a Glau na nossa discussão lá no FB.

Entretanto, há agora uma valorização do humor negro, preconceituoso, defendido como “liberdade de expressão”. Eu não conseguiria escrever melhor que o Marcelo Coelho, em “Politicamente Facista” para a Folha.com, e Marcelo Rubens Paiva, em “A moda do reaça” para o Estadão, sobre essa confusão entre ser politicamente correto e ser preconceituoso. Dois textos muito bons que explicam porque não dá para aceitar este tipo de humor. Sério, leiam.

Os moinhos e as críticas

Como disse alguém na discussão lá no FB, essas pessoas são infelizes. Provavelmente, são. Devo aceitar que me ofendam? Não. Mas a amiga Glau tem razão ao dizer que não dá para querer reagir e responder a tudo o que nos pega. Na verdade, ao tentar lutar contra “esse mal”, agimos como Quixote lutando contra os moinhos como se fossem gigantes.

As críticas serão sempre bem-vindas, ainda mais se forem bem doloridas para me fazerem refletir muito. Mas não dá para aceitar a ofensa. Eu não posso responder a todo comentário, texto, piada que surge na internet, quixotescamente. Ao menos aqui, quando posso, acho que devo, sim discutir esses assuntos polêmicos.

Por fim, acho que o que me doeu mesmo foi ver um pouco do que fui na menina nova. E perceber que aquilo que neguei aos gritos com tanta força no passado é o que me faz muito feliz hoje.

Anúncios

30 pensamentos sobre “Quixote, dona-de-casa, blogueira, confeiteira?

  1. Coração, você escreve de um jeito tão tocante e é tão verdadeira e corajosa por se expor, por mudar de opinião, por se permitir ver seus “erros” do passado, seus pensamentos que se transformaram. Eu eu fico tão feliz com gente dessa estirpe, amiga. Porque é disso que o mundo precisa, é de amigas como você que a Carolina carece de trombar nessa vida, minha comadre. Te amo!

  2. Sofia, este caso ter coincidido com o post de ontem foi uma “conjunção astral” (risos), pois eu realmente não tinha acompanhado os comentários sobre o post… falha minha, parte justamente do que eu desabafava no post Rainha do Lar não é Deusa Doméstica e no anterior.
    Eu não gosto, nem costumo, “dar ibope” para estes virais do mal, mas neste caso achei que valia a pena alertar aos amigos que este merece a “ignore list” de todos nós.
    Como dizia hoje cedo para amigas no grupo Conversas de Cozinha (porque eu tenho tb o @cozinhaconversa e posto sobre ser mãe que cozinha e menina que começou a ser quituteira aos 9 anos por lá) eu tb sempre faço cupcakes (embora eu goste mesmo de muffins, como já comentei, porque não sou fã das coberturas e adoro a história de ser pouco misturada no muffin tradicional) e acima de tudo sou a favor de toda liberdade.
    Tem o “my body, my choice” e para mim vale tb o “my kitchen, my pleasure”.

  3. lembrei de um versinho da Adélia Prado (vai de memória): Não preciso esconder meu fogão. Nem exibi-lo.

    Aliás, excelente artigo, especialmente a reflexão sobre a inflexibilidade da juventude. Felizmente a maioria de nós sobrevive a ela.

  4. Soft, adorei…!!Eu já conhecia a criatura como comentei lá no Face, compartilehi no mães blogueiras sobre cup cakes em potinhos da Flor Faz,e nem sabia dessa confusão…aliás,nem nunca fiz cup cakes e nem sou fã…Quando vi o nome e a forma de escrever logo identifiquei a pessoa que disse que crianças fedem,que tem nojo de mães amamentando em público entre outras coisas…As pessoas estão perdendo a mão em suas críticas e achismos…todo mundo hj com a internet é especialista em alguma coisa,doutor em outras e mestres em outras mil…Infelizmente são desnecessárias tais palavras e textos, eu simplesmente ignoro,não me dou ao desprazer nem de comentar…merecem só nosso desprezo…Grande bj,querida!!!

    • Que legal, Carol!
      Significa que vc está não só muito mais conservada que eu fisicamente, mas com o espírito mais jovem também. Espero que não tenha se sentido ofendida ao chamá-la de mocinha, pois tinha certeza de que era mais nova – não só pelo texto, mas pela foto também.
      Fico feliz de que tenha vindo até aqui participar da polêmica que seu texto gerou. Talvez você tenha escrito de modo mais leve, apesar de ter ressoado pesado por aqui. Mesmo que eu ache que a gente deva tomar cuidado para não ofender ninguém ao ser extremista, devo te agradecer pela oportunidade em pensar um pouco mais sobre minha realidade. Reflexão é algo tão importante, ainda mais se for relacionada aos nossos aspectos internos.
      Um monte de gente defendeu os cupcakes nos comentários do seu texto. Eu gostaria muito de ter deixado algo por lá defendendo as donas-de-casa, mas achei que eu não saberia dizer em poucas palavras o que achava necessário. De verdade, fodam-se os cupcakes. Ninguém fala mal de quem come dobradinha e eu entendo o propósito em falar da popularidade dos bolinhos.
      Obrigada, mais uma vez, por vir até aqui.
      Abraço,
      Sofia

      • Sofia, existe uma diferença fundamental que parece que as pessoas esquecem: eu sou escritora, sou paga pra escrever e tenho um editor que trabalha comigo na produção do texto.

        Não me ofendo nada justamente por isso. Os textos críticos agressivos, ou de humor ácido refletem sim em grande parte o que eu penso, mas existe um exagero que segue interesses editoriais (e cá estamos pq funciona).

        Gostaria que blogueiros e blogueiras entendessem que eu não sou necessariamente uma babaca, eu só escrevo textos babacas. Gostaria muito mais porque evitaria muito julgamento equivocado e comentários que só fazem estragar 5 minutos do dia deles (as), do que pra me poupar.

        Pq eu sinceramente acompanho pra entender o que repercute, mas não levo nenhum a sério.

        Parabéns pelo blog, e pela fundamentação. Que eu tenha servido pra algo além de distração em uma sexta feira.

        Outra faceta, caso interesse http://revistabula.com/colunista/carolina-mendes
        Caso queira conversar carolinaminhafilha@gmail.com

  5. caralhooooooooooooooooooooooooooooooo
    Amei tudo o que vc escreveu, desculpe o palavrão. mas outra palavra não expressaria tão bem o meu sentimento. Vc é sensacional e essa pessoa que acha que pode falar o que pensa usando a liberdade de expressão como escudo vai crescer e um dia vai olhar pra trás e sentir vergonha das abobrinhas que falou!

  6. Oi Sofia!
    Opto por ficar de fora da polêmica e vou tentar não dar minha opinião sobre o texto… desisti. Vou dar sim!
    Acredito que o Marcelo R. Paiva tenha resumido muito. Tá na moda ser do contra, ofender gratuitamente. E também é bem fácil, e gostosinho de ler e consumir: pois se você não é uma dona de casa confeiteira vai adorar ver alguém metendo a boca nessas párias.
    Nem acho que é exatamente isso que o texto citado quer. Nem acho que é a opinião pessoal da autora. Ela mesma diz que não é babaca, só escreve textos babacas. Devem ser destinados á leitores babacas também, só pode.
    Mas eu a compreendo quando ela diz que tem uma linha editorial a seguir, que é paga para isso e tal. Como também o cqc é pago para fazer piadas, e enfim.
    Curiosamente a dona de casa dos bolinhos não é paga para nada. Faz seus cupcakes fofinhos e divide na internet suas receitas, seus sonhos, as histórias dos seus filhos. De grátis, né?
    Penso que quando os textos ácidos (para não dizer ofensas gratuitas) provocam a reflexão (que vc brilhantemente fez) serviram para alguma causa bacana, não é? Uma pena é quando são mesmo um desserviço, como no caso da amamentação.
    No caso dos cupcakes – não conhecia esse blog, mas me cansei já dos antigos usuários de orkut reclamando da orkutização, uma metáfora, se me permite – aparentemente um disseminador de textos reaças, mas sem grandes importâncias para causa nenhuma. Posso estar enganada, li somente texto que vc linkou. Vai ver tem alguma outra causa muito importante sendo atacada por ali.
    Agora o que fica é: o dinheiro está sempre na mão de quem tem menos à contribuir, não é? Não estou vendo as doces donas de casa ou os blogs da maternidade ativa sendo financiados por nada e ninguém. Mas vejo leitores e investidores para os textos ácidos! O problema é o consumidor ou o produto? Quem veio primeiro, o ovo ou a galinha?

    • Anne:
      Quando eu li que uma dona de loja de cupcakes comprou um espaço no blog para defender os cupcakes, fiquei pensando que dona-de-casa teria o mesmo “poder aquisitivo” para fazer o mesmo. O engraçado é que não apareceu nenhum post lá para defendê-las – ou defender-nos. Parece mesmo que há centenas – ou milhares – de anos, os infelizes de espírito são aqueles que detêm o poder e o dinheiro… mesmo em um lugar tão “livre” quanto o virtual, há ainda essa diferenciação… pena mesmo, ainda mais, como vc disse, quando é para um desserviço à comunidade.
      Abraço!

  7. * Sô, amei seu texto (pra variar!). E fui lá ler o outro. Chá prá lá, né? E daí q a gente largou tudo? E daí que sentimos culpa? E daí que fazemos cupcakes (não faço, mas minha irmã faz)? Somos mãe, e só isso importa. E você, que ainda não é mãe, vai escrevendo suas babaquices. Um dia seu filho pode vir a lê-las. Será que ele vai gostar? Pode ser que vc nunca venha a ter filhos, e, aí, eu digo: azar o seu! Vai ficar sem culpa, sem cupcake, com uma carreira brilhante e sem uma criatura que te ama incondicionalmente. Enquanto vc continua a escrever seus textos, fica sem saber o que é o amor, aquilo que parece um topping bem gostoso na vida da gente.*

  8. Fez muito bem ,minha filha, optar em criar seu filho. Fiz isso também; depois de formada em Arquitetura, há vinte e sete anos atrás, parei de trabalhar para cuidar das minhas filhas. Depois retomei minha vida profissional e, nunca me arrependi disso, nunca. Seja feliz e não dê atenção para essa”amandinha” fajuta da net, tão venenosa quanto a original.

  9. Gatan, Carolina Mendes, só caga pela boca! É falar mal de amamentação, de dona de casa, de mãe, de tudo. Acho que no fundo, ela é infeliz e existe uma frustração muito grande na vida dela. Só me resta pena. Eu cansei de discutir e perder meu tempo com gente louca.

    E sabe, se ela fosse “moça” ai tudo bem, pior que nem isso é mais!

    Beijos
    Kira

  10. Como a Carolina disse, ela é paga para criar textos assim. O que é lamentável, e que não faz com que eu pense diferente: ainda acho ela uma garota babaca. Parei de ler o que ela escreve, aliás, quase nunca li, só aquilo que chega a mim em forma de “polêmica”. Eu gostaria que esses textos ofensivos e “ácidos” parassem de circular por aí, então não dou audiência pra que continuem, simples. Sou mãe, dona de casa e a procura de uma ocupação, e não é por que sou carente, mas por que quero ajudar no orçamente e precisamos de uma ajuda no orçamento. Enfim, acho que essa Carolina faz textos para nós, mães, donas de casa que ela parece odiar tanto (e que certamente, uma mulher assim foi quem a criou). Ela deve os fazer para nós irmos lá na página dela, ler, odiar e divulgar pra que outras de nós fiquemos mais p da vida ainda. A única coisa que nos importa: somos felizes e realizadas, só! Parabéns pelo blog, continuarei lendo. Bjus!

  11. Ser “dona de casa” carrega uma carga pejorativa tão grande que quando a gente lê, já vem na cabeça a entonação que dão à palavra. Numa boa, eu morro de inveja (inveja branca, hein) de quem ESCOLHEU ser/ficar dona de casa. Poder fazer tudo em casa da melhor forma que der (quando não der também), poder prestar atenção na harmonia que cria para que tudo possa correr da melhor forma possível.
    Olha, ficar aturando chefe chato, colega de trabalho invejosa e ainda, blogueira que não sabe da realidade dos outros, é dureza, viu ?
    Portanto, seja feliz à sua maneira. Se seu estilo de vida incomoda os outros, tenha certeza de que rola uma inveja brava misturada com incompetência dessa erva daninha. E falando em erva, reforça a arruda porque formiga, puxa-saco e gente ruim tem em todo o lugar !

  12. Pingback: Rato de Biblioteca » Blog Archive » Semana do Rato

  13. Pingback: O problema e o medo dos traumas « Buteco Feminino – Mesa para Conversa de Mulher

  14. Sabe o que me ocorreu?? Que se ela não levasse os comentários/blogs a sério, não teria vindo aqui dizer que não é uma babaca…
    Eu já comi cupcakes que fizeram o meu dia mais feliz!! UHU!! Bom pra mim!!

  15. Simplesmente amei… Estou deixando o mercado de trabalho para cuidar do meu filho e amo cupcakes. Você é nota 10!
    Sou formada, pós-graduada e vou lutar por um mestrado acadêmico! Dona-de casa e daí?!
    Bjs!

  16. Pingback: As vadias, os partos e os peitos « Buteco Feminino – Mesa para Conversa de Mulher

Só é um Buteco se tiver conversa! Vem, deixe seu comentário!

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s