A celebração de um amor maior

Quando duas pessoas percebem que não faz mais sentido viverem separadas, que tudo o que querem é presenciar e testemunhar a vida uma da outra acontece uma pequena grande mágica: o casamento, seja ele formal ou não. Alguns preferem fazer a mudança de modo silencioso e discreto, outros, entretanto, escolhem fazer um ritual pela celebração deste amor maior.

Respeito quem prefere não fazer nada, mas sou daquelas que adora um ritual. Sim, eu sei que há uma indústria capitalista que incentiva o “desperdício” de milhares de reais nas festas de casamento, sim, eu sei que acaba alimentando-se alguns valores “vazios” e “blábláblá”. Entretanto, não é esse o ponto que gostaria de tocar.

O ritual do casamento, independentemente da religião, do lugar, do tipo escolhido, é maravilhoso. É uma celebração por uma mudança – corajosa – na vida de duas pessoas, é a celebração por um amor maior que elas mesmas. A festa que se faz por essa decisão deveriam ser sempre repleta de alegria.

Este fim de semana, eu e meu marido fomos ao casamento de um casal de amigos do qual fomos padrinhos. O que testemunhamos foi a festa da cumplicidade, do companheirismo, do amor, da alegria. Sim, foi um casamento bem tradicional, mas a relação dos dois foge ao padrão daqueles que casam somente para fazer festa. Juntos há 14 anos, esse jovem casal costruiu desde a adolescência uma relação baseada na alegria de estarem juntos e não na dúvida do que se quer da vida. Viveram perto, viveram longe, foram para a faculdade em lugares diferentes, passaram – como todos – por momentos fáceis e difíceis e chegaram a este ponto da vida a dois em que morar junto é o caminho mais gostoso e difícil a se trilhar.

Durante toda a cerimônia, podíamos ver nos dois o quanto estavam felizes, o quanto todo o lugar e todos ao redor enchiam-se do amor deles – no altar, fazendo os juramentos, na festa, dançando juntos como só aqueles com muita história são capazes de dançar.

Não há como não achar lindo tudo isso e perceber que, sim, vale a pena o ritual, a cerimônia, a celebração. Vale a pena assumir perante todos ao seu redor o quanto você ama e o quanto você quer ficar junto. Vale a pena para quem convive fazer festa, dizendo o quanto somos felizes por este casal. Não há a necessidade de ser uma festa tradicional ou grande, ou cara, ou isso ou aquilo. Mas há, sim, a necessidade de se celebrar essa mudança, esse ato corajoso e repleto de amor.

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